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FENDEL tecnologia |
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Polêmica
palestra com o físico e engenheiro
Leia na íntegra a palestra: Palestra realizada
em Curitiba Outubro de 2005Esta
palestra integrou Ciclo Itinerante de Palestras sobre Biocombustíveis,
que abrigou 12 cidades do Paraná. A proposta desse ciclo foi originar
“Núcleos de Biocombustível”, que são
espaços de aglutinação dos segmentos da sociedade
e têm como objetivos gerar a reflexão sobre o Programa de
Bioenergia do Estado, criar e efetivar um plano local para a implementação
do Biocombustível, além de conscientizar a população
sobre os meios e formas para o desenvolvimento desta ação.
Fim da Era do Petróleo
Nesse contexto, nosso papel é componente crucial, porque a única maneira de evitar esse colapso é o continente tropical brasileiro, então nosso papel no desenvolvimento do mundo é absolutamente crucial e nós não temos consciência disso, não temos e nem estamos preparados para isso. Na reunião do segundo fórum de energia, em julho do ano passado, foi decretado pelo mundo, que petróleo e energia nuclear são coisas do passado, e o mundo não pode continuar de nenhuma maneira dependente dessas formas energéticas. Furacões
No fundo, ali é a vingança da natureza contra [George W.] Bush que se recusa a assinar o Protocolo de Kyoto. Uma coisa que é fundamental para preservar o equilíbrio termodinâmico da ecosfera, fundamental para preservar a vida, este bandido se recusa a assinar. A natureza é implacável. Não adianta o exército para enfrentar o furacão. Colapso energético
e colapso ambiental Reator a fusão
nuclear natural Acontece que nenhum país dominou a fusão nuclear até hoje e nunca vai dominar na minha perspectiva, não estou fazendo futurologia, mas realmente não acredito que isso vá acontecer, porque a fusão nuclear ocorre a centenas de milhões de graus, e nessa temperatura não existe substância líquida e sólida, existe gás rarefeito, isto é, uma plasma, e é impossível trabalhar, porque você não tem como materializar a coisa, como segurar a coisa, como amarrar, como retirar energia. Como eu estava dizendo, trabalhei com isso e foi uma experiência interessante, fiquei sabendo por dentro essas coisas. Então quem dominar a fusão nuclear (nunca ninguém vai dominar), domina o mundo. Agora, existe um país que já tem um reator a fusão nuclear, mas não é um reato feito pelo homem não, é um reator a fusão nuclear natural, que é o sol. E este país chama-se o continente tropical brasileiro e não tem outro continente tropical. E o Brasil que é o dono do sol. Aquilo que levou a atenção da Petrobrás no passado, aquela grande mobilização, “o petróleo é nosso”, agora temos que lançar “O sol é nosso”. Pois temos um reator a fusão nuclear gigantesco e eterno. No núcleo do sol, ocorre a transformação de hidrogênio em hélio, e uma pequena parte em energia, e essa energia se espalha pelo espaço aberto, e ela sai do núcleo do sol num filete e a 150 milhões de quilômetros vai encontrar uma poeirinha insignificante, que é a nossa terra. Essa energia que vem nesse filete, e alcança o hemisfério da terra, por dia equivale a todas as reservas de petróleo descobertas em todos os tempos, incluindo as ainda não descobertas. Então essa civilização do petróleo é uma civilização de um dia. E nós não temos consciência disso. Temos que ter consciência do papel que os representamos no processo civilizatório da humanidade. Agora essa quantidade de energia não incide sobre a terra de maneira democrática, de maneira equânime, ela é concentrada nas regiões tropicais. Se você chega em Viena às 3 horas da tarde, tem que se acender as luzes da rua para você não colidir, porque falta luz, falta energia, e aqui temos essa abundância de luz fantástica. Agora começa o mundo a perceber que realmente o processo civilizatório, depende de energia e só é possível nas regiões tropicais. É claro que o processo de dominação que se estabelece, os povos ricos em energia, dominando os pobres em energia, por falta de organização, postura política, e uma série de fatos que nós conhecemos muito bem e vamos superar todos eles. Participação
Brasileira Esse colapso, se não houver a participação definitiva do continente brasileiro, vai levar a um processo muito danoso. Há um relatório do Pentágono, falando sobre os efeitos do efeito estufa no planeta como um todo. E é uma coisa absolutamente pavorosa, realmente pavorosa. O mínimo que pode acontecer é a fusão da calota polar Antártida, que são montanhas gigantescas de gelo, que uma vez fundidas, elevem em 120 metros os níveis dos mares. Ou seja todos os países e cidades, Nova York, Londres, Paris, tudo isso vai para o fundo do mar. Que perspectiva dramática. Países inteiros vão ser inundados, como a Holanda, Paquistão, centenas de milhares de ilhas vão desaparecer, é um panorama realmente assustador. Novamente a única solução, para reduzir o efeito estufa, são as soluções energéticas renováveis e limpas das regiões tropicais. Porque das regiões tropicais? Porque só essas regiões têm o reator a fusão nuclear, que ninguém mais tem. Essa é a razão. Água Eu quando vejo um arbusto, uma árvore, quando vejo uma jaqueira, que quantidade de energia fabulosa. Hidrogênio O grave disso é que nós não sabemos disso. Eu por exemplo me formei em engenharia, eu saí da escola de engenharia, fui aluno laureado, certo de que o Brasil não era viável porque não tinha carvão mineral. Que estupidez. Como eu era burro. Mas graças a Deus não temos carvão mineral e temos um reator a fusão nuclear, limpo, a 150 milhões de quilômetros de distância. Então o que nós temos que fazer é nos prepara para resolver o problema da humanidade. Porque sem energia nada é possível. O primeiro princípio da termodinâmica é claro: nada se move ou se transforma no universo, sem energia. Sem energia, não é possível transformar uma semente em alimento, sem energia não é possível nada. Sem energia não a vida. E se você não ingere energia diariamente através do alimento, você morre. Karl Marx Então você vê senadores, deputados, governadores, dizendo barbaridades atrás de barbaridades, que ninguém precisa de energia, não é possível dizer algo assim. A sociedade precisa se organizar e conhecer essas coisas porque nós somos a grande potência energética do planeta terra. Não há a menor dúvida. Um detalhe. Estive na reunião do fórum mundial em Roma, e souberam que eu estava presente, então um professor falou sobre energia na América Latina, resolveu fazer uma homenagem para mim, ele projetou na parede uma frase de um dos meus livros: “O Brasil é a Arábia Saudita do futuro da humanidade”. Foi uma ovação e tal, levantei agradeci, em seguida o professor parou e disse, forever. Para sempre. Foi uma ovação enlouquecedora, porque o mundo todo sabe que vai morrer e que o Brasil é a única solução para que a humanidade sobreviva e continue o processo civilizatório. Enquanto o petróleo está acabando, o mundo está em guerra porque o petróleo está acabando. O sol vai morrer um dia também, o aumento de entropia natural do sol, levará o sol a morte, o sol vai se acabar, como todos as estrelas. Só que isso vai acontecer dentro de onze bilhões de anos. Temos um tempinho ainda... Veja que diferença. O petróleo leva quatrocentos milhões de anos para se formar e a planta capta energia solar a partir do CO2 da água, é uma reação química endotérmica, que forma os hidratos de carbono, daí que vem a vida, é a biomassa. Aquela dificuldade enorme que o homem tem de captar energia solar, com tecnologia, não se consegue captar direito, não se armazena, aí a planta faz as duas coisas genialmente de grátis, capta e armazena. E olha pra gente e deve pensar, não sabem das coisas da natureza. Nós estamos vivendo numa civilização, que desconhece a natureza e nega a ciência. Assim não dá. Tanto no capitalismo, como no marxismo. Tem que sair dessa. Marx confundiu as coisas. Quando a gente discute com os marxistas... Com o Gilberto Vasconcelos, estamos escrevendo um livro sobre isso, ajudando a rever os erros de Marx. Como uma homenagem a Marx. Se Marx estivesse vivo ele já teria mudado isso. Marx não era um profeta, não era um físico, ele se louvava na época de uma termodinâmica que não existia ainda, então vamos tolerar os erros de Marx. Ele era um gênio, mas não era um profeta. Os marxistas hoje não permitem falar mal de Marx, como se fosse um dogma, todas as bobagens que Marx disse, passam a ser verdades absolutas. Assim não. Vamos homenagear Marx, corrigindo os erros que ele cometeu. Acho que a postura correta é essa. Nessas circunstâncias, a responsabilidade do Brasil por ser o único continente dos trópicos é muito grande, daí surgiu essa idéia de levantar a opinião pública a partir da juventude do Paraná. Porque já que o Brasil vai ter que desempenhar esse papel... o mundo todo está louco para que o Brasil assuma a responsabilidade. Veja o Japão, os japoneses dependem do petróleo e os norte-americanos estão tomando as reservas de petróleo que sobram do mundo. Tomara do Iraque e vão tomar do Irã também. Vocês acham que o exército americano vai dar colher de chá para o japonês? Claro que não vai dar. E o japonês sabe disso. O Japão está louco para que o Brasil produza energia renovável e limpa e grande quantidade e eles possam sobreviver. A mesma coisa a China, Índia. Veja que papel fundamental que bloco de poder pode se formar com o Brasil como país central da sobrevivência desses países todos. Depende dessa política brasileira se unir a essas nações que dependem crucialmente em sua sobrevivência, e nós virarmos o bloco do poder, aí nós botamos para correr esses banqueiros safados, ladrões, que estão levando o mundo. Memória
do saqueiro A Argentina foi invadida, saqueada e a elite dirigente se prestou a isso, canalha, traidora, como é a brasileira, a elite brasileira é canalha, traidora. Inclusive o Lula. O Lula é por medo, não é por traição. Tem medo. Tem medo do Fernando Henrique. Um país rico desse vivendo a situação que estamos vivendo, mas vamos deixar o Lula de lado, porque até gosto do Lula, me disporia a ajudá-lo, mas não para levar o País a ruína. Ajudar a levantar o país. Mente Colonial
Nós ignoramos o espaço, nós não sabemos que somos a grande potência energética do planeta, e os comportamos como se fossemos um país dependente, servil, assim não dá. Isso é uma questão cultural. Porque as universidades não estão jogando isso na cabeça dos jovens, para pelo menos debaterem, porque são um bando de covardes. E o pior, que eu por exemplo, digo isso por que sou professor, eu não me excluo não, também sou culpado, devia ter feito muito mais do que fiz. A minha geração se entregou, e vocês vão pagar um preço descomunal. Quais são as alternativas que vocês têm no futuro de um Brasil dependente, servil, ignorando a sua verdadeira realidade? O de ser escravos ou canalhas. E os postos para o trabalho são poucos, veja que perspectiva terrível. Tem que sair dessa. Desativar esse processo. A juventude precisa se levantar, raciocinar, exigir de seus pais, de seus parentes. Esse acovardamento geral é um negócio doente, porque as pessoas não pensam, as pessoas não discutem, porque elas não assumem a realidade. Porque as universidades não fazem isso? É claro que grande partes dos professores das universidades, como eu, fomos fazer doutorado lá fora, e tivemos nossas cabeças feitas pelo processo colonial. A minha não. A coisa mais terrível é a mente colonial, a mente colonial não assume a sua personalidade, não assume o que nós somos, nem identifica os problemas do nosso tempo. É o que eu estou tentando fazer aqui, dizendo que o Brasil é a maior potência energética do planeta, o que não precisa dizer mais nada. Energia que movimenta o mundo, energia é fonte de poder, de todo o processo civilizatório, energia é a fonte do trabalho. É quase que um ente divino. Até Aton IV que viveu quatorze séculos antes de cristo, foi quem criou a primeira religião monoteísta, e o Deus era o sol. Construiu a cidade do sol, tinha uma mulher belíssima que era Nefertiti, fez um poema de hino ao sol, que é um tratado de termodinâmica, escrito quatorze séculos antes de cristo. A termodinâmica é uma ciência que se desenvolveu no final do século XIV. O que nós temos que fazer é deixar de ser mentes colonizadas, e a juventude, s crianças já nascem colonizadas, não é possível. Nosso destino está marcado pela indignidade, não é ne pela estupidez, é pela indignidade, que é uma coisa muito mais grave do que a estupidez. A minha geração, estou me referindo a minha geração, não a de vocês, vocês tem que reverter essa situação, tem que reverter esse processo, através do conhecimento da realidade, assumir o processo de reversão, esse processo é indigno de qualquer ser humano que tenha alma e que tenha propósitos grandiosos. Então meus amigos, nós temos tudo para ser a nação mais rica, mais esplendorosa, mais solidária, mais humana, mais bela que o homem jamais construiu nesse nosso planeta. José Walter Bautista Vidal
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