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OPINIÕES
E COMENTÁRIOS
ABRIL
2005
-----Mensagem original-----
De: Vitamina
Enviada em: quinta-feira, 7 de abril de 2005 23:35
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: RE: Brasil, viva...
Meu caro Fendel;
Como meu consultor para assuntos bio-energéticos gostaria que você
me explicasse o que são células de energia e por que na
sua opinião não são uma alternativa interessante.
abçs,
Vitamina
-----Mensagem original-----
De: gerhard@boehme.com.br [mailto:gerhard@boehme.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 7 de abril de 2005 22:38
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: [Katavento] Cannabis Sativa - Fonte de Energia
Caro Thomas,
além da importância de descriminalizarmos indevidadamente
o cidadão brasileiro, a Cannabis Sativa pode ser uma importante,
senão a principal fonte de energia no futuro. Não vou fazer
apologia aos vícios, mas os efeitos do álcool são
bem piores e nem por isso temos que envolver todo o aparato governamental
para coibir seu uso. Cabe às pessoas serem responsáveis.
Não é papel do Estado coibir a liberdade das pessoas, atuar
preventivamente, sim: educando, realizando campanhas, etc. Temos que acabar
com a mentalidade paternalista, invocando o Estado. As pessoas devem ser
responsáveis.
Questões como a da maconha, jogo do bicho, etc. somente criam
corrupção no meio policial e, volto a repetir, onera o pobre
contribuinte que paga impostos, para fazer frente a este trabalho adicional
da justiça, que não consegue ou é incompetente em
julgar questões ligadas à vida e a propriedade.
Chega de leis que não são cumpridas e chega de criminalizar
o cidadão. A sociedade tem outros mecanismos mais eficazes que
aqueles que envolvem o incompetente Estado.
Só em termos energéticos a Cannabis Sativa fornece um potencial
muito maior que a cana de açúcar e os óleos vegetais
das leguminosas. Sem contar o menor impacto ambiental que o Pinus Elliottis
e Eucalyptus na produção de celulose para papel.
Temos que mudar o nosso entendimento sobre o assunto, é o que
eu chamo de miopia do efeito, que não permite identificar a causa
e faz com que se observe apenas as ameaças e não as oportunidades.
Gabeira, neste ponto não estava sendo visionário, mas sim
tendo uma visão de futuro, promissor...
"Somos pobres porque acreditamos na distribuição e
não na produção de renda".
(Gerhard Erich Boehme)
O que você quer?
Mais leis para serem desrespeitadas? Já não chega que vivemos
em um país onde achamos normal leis que pegam ou que não
pegam. Ou pior, leis que devem ser cumpridas somente pelo cidadão
comum, que age dentro da lei, que paga impostos e carrega uma montanha
de parasitas que se refugiam nos palácios em Brasília e
nas capitais? Leis que se aplicam aos pobres e não aos políticos
influentes, grupos mobilizados ou grupos que detêm o poder econômico?
A Cannabis Sativa é uma planta estratégica para o mundo
moderno. Ela será capaz de entrelaçar duas lutas vitais
- o desenvolvimento sustentável e as liberdades individuais.
CANNABIS SATIVA é o nome da planta. Estratégica, porém
proibida.
O nosso polêmico deputado Gabeira foi feliz quando nos apresentou
mais de dez justificativas para a sua legalização:
Não é de hoje que a Cannabis Sativa é usada pelo
homem. Em 2.800 antes de Cristo ela já era usada pelos chinesas
para extração de fibra. As caravelas usadas na descoberta
da América tinham suas velas feitas a partir da Cannabis (mais
tarde, Napoleão tentaria liquidar a marinha britânica barrando
a chegada da cannabis russa). Estima-se que, no final do século
19, até 90% do papel usado no mundo provinha da cannabis, da qual
foi feita a primeira Constituição dos Estados Unidos. Os
primeiros jeans também foram feitos da fibra da planta. De uma
maneira ou de outra, a Cannabis atravessa toda a história da Humanidade.
Seria, então, uma planta milagrosa? Quase. Da Cannabis pode-se
extrair 25 mil produtos de uso essencial para sociedade moderna. Roupas,
calçados, produtos de beleza, óleo de cozinha, chocolate,
sabão em pó, papel, tinta, isolantes, combustível,
material de construção, carrocerias de carro e muitos outros
produtos fazem da cannabis uma matéria-prima valiosa para a indústria
mundial.
A Cannabis sempre foi usada como instrumento religioso. Suas sementes
eram queimadas pelos sacerdotes para produzir os transes místicos.
Seu uso com fins recreativos começou entre os gregos, nos grandes
banquetes.
O uso industrial da Cannabis sativa foi em grande parte sufocado por uma
campanha agressiva de um concorrente direto, a indústria do petróleo.
Em 1940, Henry Ford chegou a produzir um carro com a fibra da Cannabis
e movido pelo óleo da semente da planta. Nos anos seguintes os
conservadores norte-americanos procuraram estigmatizar a planta, atacando
o seu uso como droga e apelidando-a de Marijuana - um apelo ao racismo
contra os mexicanos. A campanha resultou na proibição da
Cannabis Sativa nos EUA.
Também no Brasil, as dificuldades para o uso industrial da Cannabis
provêm de uma campanha de viés racista contra a maconha.
Os negros africanos que chegavam como escravos traziam as sementes em
suas tangas e se reunião à noite para fumar e cantar. Cientistas
procuraram depreciar aquele hábito, tentando, sem sucesso, evitar
sua difusão entre os brancos.
A Cannabis tem um grande poder medicinal. Na China era usada como anestésico.
Hoje, é considerada um grande remédio contra o enjôo
provocado pela quimioterapia contra o câncer.
É aceita também no tratamento de glaucoma e pode ser usada
contra a asma e o stress. Muitos pacientes com AIDS a utilizam para abrir
o apetite e ganhar peso, reunindo forças para resistir.
As pesquisas médicas indicam que a Cannabis faz menos mal que o
tabaco ou o álcool. Diferente destes, é inofensiva para
terceiros, pois não provoca agressividade ou descontrole emocional.
Não há indícios de dependentes de Cannabis nas clínicas
brasileiras. Diz-se que a dose mortal de Cannabis são dois quilos
jogados do 25º andar de um prédio.
A proibição do uso da Cannabis Sativa tem sido o pretexto
para uma das formas mais hipócritas de violência contra o
cidadão. Pessoas de bem são abordadas como criminosas e
arrancadas de sua tranqüilidade, nos já famosos teatros de
agressão e extorsão da polícia. A lei encaminhada
no Congresso descriminalizando o usuário será um passo importante
para abolir esta situação da vida brasileira. Mas a violência
provocada pelo tráfico só será extinta com a liberação
total da cannabis.
Hoje, a Cannabis é plantada na Hungria, França, Canadá,
Inglaterra, Portugal, China e Espanha. Com pesquisas genéticas,
o Brasil poderia produzir em três anos a semente da Cannabis sem
o THC (o princípio psicoativo) para uso industrial.
A Cannabis é uma matéria-prima estratégica para a
sociedade sustentável. Ao contrário do petróleo,
é um recurso renovável e limpo. Seu cultivo não necessita
de agrotóxicos e tem alta performance produtiva, pois cresce em
no máximo 110 dias (podendo ser associado a outras culturas). A
Cannabis favorece o princípio ecológico do desenvolvimento
de regiões auto-sustentáveis, com plantações
e fábricas lado a lado.
A luta pela plantação da Cannabis Sativa com uso industrial,
já adotada por grifes internacionais como Adidas, Guess e Calvin
Klein, é uma janela de otimismo para o futuro sustentável
do planeta após o fim do petróleo e seus derivados.
A luta pela legalização da Cannabis fumada por milhões
de pessoas se insere no avanço das liberdades individuais, uma
marca deste fim de século.
Ele encerra a defesa em favor da legalização com as palavras:
"As duas lutas já começaram no Brasil. Sinto-me orgulhoso
por participar das duas e sentir que, no Brasil, já há as
condições sócio-políticas para lançar
a campanha que pode unir milhares de pessoas, iniciativas e criatividade
política".
Concordo com o Gabeira, pois todo o sistema de segurança preventivo,
as polícias judiciárias e o próprio judiciário
devem ser desafogados de tanta besteira que só oneram o pobre contribuinte
brasileiro, que criminaliza pessoas de bem e o pior que não os
deixam trabalhar naquilo que é vital para o país: a proteção
à vida, à propriedade e à liberdade do cidadão.
Devemos atuar nas causas dos problemas e não nos seus efeitos.
Uma vez eliminada a causa, o problema deixa de existir.
Antes que você tire qualquer conclusão: nunca fumei maconha,
não simpatizo com essa prática, muito menos com a do fumo.
Nasci em Campos do Jordão e passei minha infância convivendo
com pessoas que se destruíram devido ao cigarro, agravando problemas
de saúde. Na minha cidade existiam mais de 13 sanatórios
para recuperação de doentes com problemas nos pulmões,
a maioria devido ao cigarro. A escola foi boa.
Vale o recado: devemos cobrar responsabilidade e não restringir
a liberdade. O papel do Estado não é esse: ser paternalista.
Afinal, quando o brasileiro vai crescer? E ser responsável pelos
seus atos?
Abraços,
Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme.com.br
Biocombustíveis x Subsídios x OMC
Querida Cidinha
Quiçá esta oportunidade que a InWEnt nos proporcionou,
resulte em mudanças de atitudes globais.
Assim como Lula, que está utilizando habilmente a indignação
do povo para reverter nossos costumes e leis hipócritas, certamente
quando ele falou das bundas acomodadas, não quis se referir ao
povo no geral, mas ao seu próprio pessoal e instituições,
sutilmente, pois ele sabe que não adianta correr para outros bancos,
atrás de juros menores, afinal, ele não é burro e
sabe que as taxas nacionais são criminosas e estúpidas.
Tomara que seja isso.
Caro Gert
Dia 10/05 estarei em Joinville - SC para gravarmos o teu programa de
TV sobre as fantásticas bioenergias em rede.
Tua idéia de um DVD didático é realmente explêndida.
Me ajude a realizar este sonho, visto que sou um incompetente vendedor.
Para evitar cupins no estoque, tive que doar 800 dos 1000 livros a R$
5,00 cada, que havia escrito...
Caro Castilho
Na foto anexa, estou com a válvula emissora da bomba de óleo
de canola na mão, ao lado do fazendeiro alemão que produz
e comercializa seu próprio biocombustível.
Felizes eles (os alemães) que podem fazer, utilizar publicamente
e vender suas microenergias distribuídas, sem serem presos, processados
e molestados em cada esquina...
Faço votos de que nossa fantástica expedição,
tenha como resultado concreto a alteração de nossa emperrante
e burra legislação, que impossibilita aqui a vida sustentável.
Caro Augustin
Meu relatório da viagem já se encontra na página
www.fendel.com.br sob o título "opiniões", onde
também se encontram as explicações das diversas posições
que assumo, em forma de respostas a dúvidas de meus amigos. Obrigado
pela dica.
Parabéns por teu trabalho de divulgação de sistemas
coerentes com a vida.
Claro que autorizo cópias de todos os meus textos, independente
de mencionar a fonte. E o quanto mais, melhor.
Sobre o potencial bioenergético mundial, podemos também
contar com os outros paízes tropicais, inclusive os desérticos,
que são possíveis de serem vitalizados. Existem vegetais
que retiram umidade do ar e a transportam para a terra.
A viva vida é fantástica, basta permitir que ela viva...
e não necessitamos apelar para as terras esturricadas da Lua, Marte
e nem Júpiter.
Caro Wolff
A grande culpada de nossa hienação é a vassala mídia.
Só falta a Porcobrás fazer gasolina de álcool, para
"justificar" sua própria existência...
Aliás... Atualmente estão estudando tirar H2 do desprezado
álcool... Me arrepia a alma, só de pensar nesta heresia...
Assim, ninguám discute a barbárie das tarifas de EE nacional,
onde os mais pobres pagam R$ 0,40 o kWh enquanto os mais ricos pagam apenas
R$ 0,05 pelo mesmo kWh. Um crime hediondo acobertado e ignorado.
Caro Rogerio
Em alguns postos Alemães, vende-se Biodiesel 100%, e o consumidor
faz a dosagem que julgar conveniente. Nos próximos anos haverá
a mistura B5 nas demais bombas alemãs, ou seja, além do
B100, haverá também 5% de biodiesel em todas as bombas de
diesel fóssil.
Infelizmente o mercado mundial ainda pensa em modificar os biocombustíveis,
e ainda utiliza subsídios e proteções alfandegárias
agrícolas, que devagarzinho vão sendo eliminados, como vemos
no texto abaixo:
"Vitória do Brasil na OMC gera 'pânico' na Europa,
diz 'Libération'
O jornal francês Libération diz nesta sexta-feira que a
decisão da Organização Mundial do Comércio
de que os subsídios europeus ao açúcar são
ilegais gerou “pânico” nos produtores do país
e na União Européia.
“Um vento de pânico soprou ontem à noite em Paris na
sede da próspera Confederação Geral Francesa dos
Plantadores de Beterraba (CG. E também em Bruxelas”, diz
o jornal.
“Bastante inquieta com as conseqüências do julgamento,
a poderosa CGB já prevê o pior na França, maior exportador
europeu de açúcar.”
Mas o jornal diz que os produtores franceses já estão estudando
pressionar a UE a defender na OMC a reinclusão dos subsídios
ao açúcar como condição para levar em frente
a rodada de Doha da entidade.
O americano The New York Times afirma que a decisão da OMC constitui
“mais uma vitória para o Brasil, depois que os Estados Unidos
perderam um recurso parecido no mês passado a respeito de seus subsídios
ao algodão”.
“O Brasil, maior exportador de açúcar do mundo e
um grande produtor de algodão, assumiu a liderança na OMC
na argumentação de que os subsídios ferem os países
em desenvolvimento”, afirma a reportagem."
Assim, além de quebrar as barreiras alfandegárias, espero
que se quebrem as barreiras ideológicas, que se eliminem os bobos
subsídios internos e que se invista um pouco no óleo vegetal
bruto como combustível, afinal vimos com nossos próprios
olhos que isso é possível e conhecido desde os idos de 1900.
Isso é ecológico e custa apenas a metade... Basta ter leis
adequadas. Na Alemanha rodam mais de 20.000 veículos a óleo
de canola bruto, prensado a frio, distribuído parcialmente com
caminhões tanque, que enchem os tanques estacionários de
1000 litros estacionados nos pátios e porões dos conscientes
adeptos.
Também devemos dar prioridade às demais bioenergias: como
carvão vegetal, biogás, biomassa gaseificada, lenha, etc,
aliás onde vc, meu caro Rogério, é mestre exemplar
com teu maravilhoso http://www.ecofogao.com.br/ a lenha, simples, com
alto rendimento e queima limpa.
As ignoradas bioenergias se encontram fervilhando aos nossos pés.
Imagina só a quantidade de energia que podemos aproveitar e utilizar,
com fornos de carvão um pouquinho melhorados e leis decentes de
comercialização de microenergias. Isso põe o MDL
e demais fantasias virtuais no bolso, da cueca.
Fortes Bioabraços carbono seqüestrantes
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
"Pessoas que gostam de salsicha e de respeito não devem ver
como os dois são feitos. " - Lei da salsicha
-----Mensagem original-----
De: Rogerio Carneiro de Miranda [mailto:rmiranda@inet.com.br]
Enviada em: terça-feira, 3 de maio de 2005 08:51
Para: Bioenergia
Assunto: Re: [Bioenergia-l] Bioenergias - Brasil e Alemanha.
Grato Fendel por este interessante relato. Como vai o programa alemao
de venda de biodiesel nos postos? continua?
Rogerio
-----Mensagem original-----
De: bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br
[mailto:bioenergia-l-bounces@jatoba.esalq.usp.br]Em nome de
boswolff@portoweb.com.br
Enviada em: segunda-feira, 2 de maio de 2005 09:46
Para: Bioenergia
Cc: hdrahn@iem.com.br
Assunto: Re: [Bioenergia-l] Bioenergias - Brasil e Alemanha.
Fendel, bom dia!
Em primeiro lugar meus parabens pela viagem que tiveste oportunidade de
fazer. Os comentários que fazes são muito significativos
e mostram que realmente temos chances de, pelo menos, não piorar
nosso planeta preferido, que aliás é o único que
temos. A apreciação que fazes da Alemanha como um todo,
considerando o foco das energias é muito apropriada. O mais incrivel
é que eles estão nos mostrando as possibilidades e potencialidades
que nós temos aqui no
Brasil. É só meter a mão na massa e superar nosso
complexo de "guaipeca" (é como nós denominamos
um
cachorro vira lata e sem grife, ou melhor pedigree). Deu para entender
também o longo tempo sem teus comentários.
Temos que continuar com a luta.
Abraços,
Paulo Wolff.
-----Mensagem original-----
De: SoSol - Sociedade do Sol [mailto:info@sociedadedosol.org.br]
Enviada em: domingo, 1 de maio de 2005 13:36
Para: thomas@fendel.com.br
Cc: ediurb
Assunto: Energias limpas e uma solicitação
Colegas Monitores,
abaixo a carta do Sr. Thomas R. Fendel, ativista da bio massa brasileira,
que tem uma empresa que age comercialmente neste ambiente. Suas observações
são às vezes cáusticas, mas que dependendo do ponto
de vista, podem ter muita validade. Quem nos enviou a carta foi o Edson
Urbano, que desenvolve o sistema de reuso de água. A carta do Thomas
é fruto de uma visita à Alemanha, promovida pela Invent
/ Brasil
PS: A missiva é longa. Boa para quem quer se aprofundar no assunto
da biomassa.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Caro Thomas,
foi com muito interesse que lí seu relatório de viagem à
Alemanha.
E com mais interesse ainda o seu site, que deveria incluir o relatório
de viagem, para ampliar o horizonte des seus leitores.
Pergunta:
Na qualidade de responsável da ONG Sociedade do Sol, que desenvolve
tecnologias populares de aquecimento solar de água e de reuso da
água de banho para consumo em vasos sanitários, www.sociedadedosol.org.br
G ostaria de poder incluir o seu site nos links de sites com conteudo
ambiental que procuramos disseminar para nossos leitores.
Peço Autorização.
E um super parabéns pelo esforço da disseminação
do Kit de conversão de motores diesel para o uso de óleo
vegetal não industrializado, sem a atual e complexa conversão
destes óleos sugerida pelos atuais fabricantes do bio diesel nacional.
O atual caminho ainda não leva à rápida liberação
dos fósseis, tal como o desejamos.
Sds Augustin T. Woelz
PS: Quanto ao Brasil poder oferecer toda a necessidade de energéticos
que o planeta usa hoje, acho que não chegaremos lá, ainda.
Desejaria fazer um estudo comum do nosso potencial?
Aos leitores, abaixo o artigo do Thomas, com o seu site no final.
XXXXXXXXXXX
-----Mensagem original-----
De: inventor@katatudo.com.br [mailto:inventor@katatudo.com.br]
Enviada em: sábado, 30 de abril de 2005 22:04
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: [Katavento] Re: Bioenergias - Brasil e Alemanha.
Uma vivência e tanto Caríssimo Fendel, e por dividi-la conosco
você só reafirma sua generosidade. Tenho acompanhado suas
discussões desde 2001, sem nunca replicar seus provocantes comentários.
Hoje resolvi responder
para agradecer por todos esses papos desembobalhantes e pedir para, se
você puder, mandar alguma foto da viagem.
socialiniventivos abracos.
Castilho;.
-----Mensagem original-----
De: forumsocialclimabr@yahoogroups.com [mailto:forumsocialclimabr@yahoogroups.com]
Em nome de ECOLOGIA EM AÇÃO
Enviada em: sábado, 30 de abril de 2005 18:49
Para: Bioenergia; Floresta; FSC; Ita82; Katavento; solidariosbrasil; TSP;
Fendel
Cc: carla.pereira@inwent.org.br; Karen.Pacheco@inwent.org; Joachim.Langbein@inwent.org;
facchin@dn.senai.br; ricardo@brasilecodiesel.com.br; rbaldini@brsolar.com.br;
jfbravin@terra.com.br; edna.carmelio@mda.gov.br; edmar.faleiros@dedini.com.br;
ferrarir@uepg.br; wallace_medeiros@ig.com.br; smpm@qui.ufal.br; abiove@abiove.com.br;
expeditojr@tecbio.com.br; speres@upe.poli.br; waldir.quirino@ibama.gov.br;
rrodrigues@planalto.gov.br; salibe@udop.com.br; orlandocs@usp.br; francisco.souza@geoklock.com.br;
abressan@agricultura.gov.br; cnma@cut.org.br; newtongp@uol.com.br; Requião
; mambiente@ahkbrasil.com
Assunto: [forumsocialclimabr] Res: Bioenergias - Brasil e Alemanha.
Colega eng. Fendel,
agradeço pelo interessante relatorio de viagem que voce nos proporcionou.
Acredito que esta sua viagem poderia ser descrita com mais detalhes, sempre
incluindo as suas idéias para cada cenário visitado e experiencia
alemã
conhecida. Essas informações comentadas com mais requintes
e sempre no seu pecular jeito irônico de comentar as burradas humanas,
poderiam fazer parte de um CD que voce, entre outras idéas poderá
disponibilizar para os nossos
estudantes brasileiros das escolas de engenharia ambiental que tomaram
conta do Brasil, largando centenas de profissionais que na realidade
muito pouco de pratico puderam aprender nos anos de aprendizado teórico,
onde professores na maioria das vezes, cheios de diplomas e de titulos,
nunca sujaram as mãos no gasogenio, no motor a oleo vegetal, nunca
contruiram um captador de água da chuva e nunca sentiram o cheiro
de um biodigestor de
merda humana.
Voce também poderá compatar toda essa estoria das energias
limpas num PDF.
Meus sinceros parabens.
Não esqueça que no dia 10 de Maio, voce estará sendo
esperado em Joinville
para o programa ECOLOGIA EM AÇÃO, quando discutiremos todas
essas suas
fantásticas vivências que de sonhos e alentos, esta se tornando
realidade.
Espero que o colapso atmosferico não nos pegue antes que possamos
reverter o
aquecimento global.
Abraços
Gert Roland Fischer
Gestor do programa ECOLOGIA EM AÇÃO na TV BRASIL ESPERANÇA
Canais 11 para o
Nordeste de SC.
-----Mensagem original-----
De: cidinha@gmx.de [mailto:cidinha@gmx.de]
Enviada em: sábado, 30 de abril de 2005 18:37
Para: governadores%cidinha@gmx.de; rotarianos%cidinha@gmx.de;
rotarianosII%cidinha@gmx.de; rota-latino@yahoogroups.com
Assunto: Bioenergias - Brasil e Alemanha
Prioridade: Alta
Aos Companheiros Rotarianos,
Encaminho para conhecimento e-mail do Companheiro Engº Thomas Fendel,
do RC Rio Negro-PR, sobre a viagem que realizou à Alemanha. A oportunidade
que ele teve foi em função de matéria que divulguei
nesta lista.
Saudações Rotárias,
Cidinha
Secretária e Diretora Serviços à Comunidade
RC São Paulo-Cantareira - Clube da Governadoria do D-4430 –
Brasil
BIOENERGIAS - BRASIL X ALEMANHA
Caros amantes da vida:
Tive a grata satisfação de ser selecionado pela www.InWEnt.org.br
a participar junto com mais 20 Brasileiros especializados, de uma viagem
pelo norte alemão, em meados de Abril, afim de trocar experiências
sobre nossas fantásticas bioenergias.
Foram 14 dias de intensa e interessante programação.
Vimos o que devemos, e também o que não podemos fazer. Claro
que cada um tem sua própria opinião, e aqui manifesto apenas
as minhas conclusões particulares, sobre parte dos vários
e significantes encontros promovidos.
Considero o Biodiesel apenas parte da transição entre a
era fóssil e a era da vida.
O grande mérito desta extraordinária expedição,
foi juntar pessoas intercontinentais de renomadas instituições
para a troca das urgentes idéias e ideais bioenergéticos.
Fui agraciado extraoficialmente com a função suplementar
de tradutor, o que me possibilitou apimentar os diálogos com pareceres
pessoais. Sei que sou um tanto radical, mas como intenciono o desabobalhamento
humanitário, penso que dei o melhor de mim, tornando as traduções
alegres, compreensivas, reais e firmes. Confesso que não me apego
a nomes e títulos científicos, mas sim aos conceitos e às
nuanças envolvidas.
Já na apresentação do grupo, reinou um clima de
companheirismo, onde reencontrei o Expressinho, que foi meu calouro na
FEG, e que me reconheceu quando mencionei meu lendário Dodge Dart
a gasogênio, da época de estudante.
A feira de Hannover, foi para mim, um frustrante fracasso. Na área
dos combustíveis só tinha o bobo hidrogênio e as bêstas
células combustíveis. Bobo e bêstas porque insustentáveis,
sujos, mentirosos, caros, fantasiosos, irreais, cafagestes, escravizantes,
etc.
Infelizmente não consegui apresentar meus dois discursos: Bioenergias
e Enernet, nem no Forum e nem durante a Expedição.
Uma das visitas foi a um parque eólico com 5 cataventos de médio
porte (parece-me que cada um era de 750 kW, - hoje já se fabricam
máquinas de 5 MW cada, e num futuro próximo eles terão
mais do que 3 pás...), onde o feliz proprietário se vangloriou
de ter conseguido empréstimos a juros baixos, sem praticamente
ter colocado dinheiro particular no sistema, e que após 7 anos,
iria começar a usufruir os vultosos lucros do empreendimento. Essa
realidade me remeteu ao nosso Proinfa, que considero pífio e medíocre.
Urge aqui uma legislação firme e coerente no setor de energias,
(que poderia ter traços da legislação alemã)
para evitar apadrinhamentos, peleguismos e desperdícios.
Durante a produtiva viagem, formulamos a Lei "Zero" da Biotermodinâmica,
- "A lei da vaca". Esse fato ocorreu durante a reunião
no Ministério Estadual do Meio Ambiente de Nordrhein-Westfalen,
onde a Sra. Ministra concordou comigo, de que o carbono liberado futuramente,
pela torta (resíduo da prensagem) de canola, tem que ser creditado
à vaca que come a torta, e não ao óleo vegetal, resultando
que as emissões de CO2 das bioenergias são menores que as
respectivas absorções, provocando o contrário do
efeito estufa, ou seja, o efeito geladeira.
Insisto neste tema, pois trata-se de uma revolução conceitual.
Até agora, mundialmente, as bioenergias são consideradas
neutras em termos de gás carbônico. Acontece que a longo
prazo, realmente tudo é neutro, inclusive a queima dos sujos fósseis.
A importância desta lei da vaca é de ordem imediata, para
reverter as mentiras veiculadas pelas mídias e pseudo-especialistas,
que dizem, entre outras besteiras e heresias, ser o hidrogênio limpo,
conquanto analisam apenas partes das emissões, e "esquecem"
todo o processo imundo, caro e inviável de produção,
armazenagem e uso de H2.
Uma vez entendida e divulgada esta lei fundamental, nenhum ser conciente
quererá queimar fósseis, e as ignoradas bioenergias alcançarão
seu devido lugar de destaque em nossa civilização, revertendo
o suicídio ambiental, e promovendo o progresso sustentável.
Compreender esta lei, trará benefícios muito maiores e
instantâneos do que o famigerado MDL com seu hipócrita mercado
de carbono, que apenas resulta em imorais gorgetas do tipo "cale
a bôca" e vassalos diplomas de "amigos limpos" aos
porcos, além de promover o continuismo, desenterrando carbono fóssil
e lançando-o na atmosfera. Negociatar carbono virtual a preços
inferiores ao carbono real, é igual a um tiro pela culatra, proposital.
Também nesta ocasião, através da intervenção
indignada do Bamby, deixamos claro que o dendê não é
nenhuma "praga" como haviam insinuado, mas sim uma cultura mista
agroflorestal, bem diferente e muito mais ecológica do que a monocultura
européia da canola.
Paradoxalmente, os carros estacionados nas repartições
de "meio ambiente" alemão, eram os maiores e sofisticados
beberrões...
Um dos destaques apresentados num centro de pesquisas, foi o programa
alemão dos 100 tratores a óleo vegetal, dos quais 20 e tantos
ainda funcionam sem maiores problemas. Este resultado, à primeira
vista desalentador, é um ótimo resultado científico,
comprovando que em condições corretas de uso, o óleo
vegetal bruto é um barato e eficiente combustível.
Neste centro tecnológico também fomos agraciados com os
resultados de estudos das misturas de óleo vegetal com Diesel fóssil.
Ou seja, pode-se fazer OV30, ou seja adicionar até 30% de óleo
vegetal prensado e filtrado a frio, ao Diesel comum, sem problemas nos
motores convencionais, e com uma melhor lubricidade de seus componentes.
Outra visita simpática foi a um patologista que se tornou adepto
do óleo vegetal combustível. Lá vimos uma pequena
prensa para obter óleos vegetais frios, e um interessante e simples
sistema de decantação em cascata, para purificar o óleo,
que pode asssim ser vendido inclusive como alimentar.
Na CUTEC - Um centro de tecnologia alemão, vimos de perto a nova
onda dos grandes fabricantes de automóveis, que é a liquefação
de biomassa gaseificada. Trata-se de uma parafernália que tem como
objetivo produzir biocombustíveis líquidos a partir de resíduos
biológicos. A estimativa dos palestrantes, é de que em 20
anos esta nova moda atinja a maturidade.
Para mim, está-se querendo imitar a espetacular natureza, mal e
porcamente, natureza que faz isso de graça com seus incansáveis
micróbios (álcool, biogás) e em suas geniais sementes
(óleos vegetais)...
Este laboratório, é um bom parceiro para desenvolvermos
oxi-catalizadores-filtrantes para combater a nova panacéia européia,
a emissão de micro-partículas. Aliás os óleos
vegetais emitem muito menos partículas do que o Diesel fóssil,
além de não conterem nocivos enxôfre e metais pesados.
Estes catalizadores queimam inclusive a acroleína, uma febre brasileira
...
Na DEUTZ - Fabricante dos renomados motores Volvo-Penta, por onde passaram
todos os grandes inventores de motores, como Otto, Diesel, Daimler, Benz,
etc, escutamos a hilariante afirmação de seu vice-presidente:
"Os combustíveis tem que se adaptar a nossos motores".
Isso para mim, foi uma piada ardida, que tive que traduzir com asco.
Na realidade, são os motores que devem ser adaptados aos biocombustíveis,
que a saborosa teta, chamada natureza, nos fornece aos montes. (Me parece
que seria burrice transformar álcool em gasolina...)
Aliás nossos endeusados motores Flex são beberronas fachadas
políticas, oriundos da falta de pulso firme legislativo, em detrimento
de nosso cobiçado álcool, pois modernos motores exclusivos
a álcool, seriam mais eficientes.
Em outra ocasião foi mencionado que o biogás poderá
ser injetado nas canalizações de distribuição
do fóssil e sujo Gás Natural.
Vimos também como é simples injetar EE na rede pública,
com um cogerador a óleo vegetal, que produz vapor e água
quente para um hospital, desde é claro, que seja permitida tal
ligação e que as concessionárias sejam obrigadas
a comprar esta energia. Assim, o rendimento desta pequena máquina
pode chegar em 90%, 3 vezes superior ao rendimento das velhas, gigantescas
e porcas termoelétricas, de apenas 30%. (Felizmente o programa
brasileiro de ineficientes termoelétricas parece estar morto).
E que assim permaneça. Amém.
No Parlamento Alemão em Berlin, informamos ao deputado Fell, que
os trópicos podem suprir todas as necessidades mundiais de bioenergias,
em substituição aos agonizantes fósseis, segundo
dados do físico nuclear professor Dr. Bautista Vidal, o pai de
nosso invejado e desprezado Proálcool, lembrando ainda que no Brasil,
um pinus cresce 20 vezes mais rápido do que na Finlândia.
Para tal é necessário eliminar: politicagens, subsídios,
barreiras alfandegárias e agrícolas dos países ditos
de primeiro mundo, e trocar o desperdício pela eficiência.
Sob minha modesta ótica, o ponto alto da expedição
foi em http://www.mueritz-biomassehof.de onde o anfitrião além
de nos brindar com um suculento Javali, nos mostrou sua fazenda totalmente
tocada a óleo de canola: tratores, carros, energias, etc.
Já em sua primeira frase, este simpático alemão afirmou
que são os Alemães que tem que aprender com os Brasileiros,
se referindo ao nosso lendário e boicotado Proálcool.
Durante a viagem ainda consegui rever parte de minha família,
e velhos amigos; além de conhecer pessoalmente 2 amigos virtuais
bioenergéticos, com interessantes conceitos.
O saldo da viagem foi muito positivo, e agradeço cordialmente
aos organizadores e participantes o empenho e a dedicação
envolvidas.
Assim, cabe a nós imitarmos a bela natureza, transformando esta
semente das bioenergias numa frondosa floresta perene.
Neste aspecto a Alemanha pode nos mostrar como devem ser formuladas as
leis.
Devemos trocar figurinhas, afinal é um desperdício reinventar
a roda redonda, ou quiçá a quadrada.
Fortes bioabraços carbono sequestrantes
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
(Divulgação autorizada e desejável)
“A queima das bioenergias devolve menos carbono ao ar do que o absorvido
pelas plantas, resultando no "efeito geladeira", oposto do "efeito
estufa" originado pelo uso dos porcos e agonizantes combustíveis
fósseis". - Fendel
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