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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

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FEVEREIRO / 2007

JORNAL BIOCOM 25


No dia 27/02/07, finalmente, após anos de luta, conseguimos homologar o primeiro veículo nacional a OVN, graças à competente ação judicial promovida pela Dra. Ana Echevenguá - ana@ecoeacao.com.br

Nas fotos acima: a porta e o Passat Variant 95 homologado,
com econômico motor VW eletrônico 1.9 TDI de elevado torque.

 

Na foto acima estamos abastecendo a picape GMC com óleo de dendê, "filtrado" na hora, nas cercanias de Ilhéus - BA, em janeiro 2007, após visita ao bioamigo Hernani de Sá, o pioneiro brasileiro dos OVN, a caminho de Aracajú, levando uma caldeira "Fendel" a um cliente.

 

A China, que todos chamam de porca, tinha, até 1999, 7,2 milhões de biodigestores, o que equivale em energia a 5 Itaipus... se todas produzissem eletricidade...

Alguns destes biodigestores têm a cara da foto abaixo:

Sendo que com 1 m3/h de biogás é possível gerar em torno de 1,5 kW (2 cavalos) de energia elétrica, de maneira muito simples.

Na realidade, o que atravanca o progresso das energias renováveis, é simplesmente a falta de leis decentes, é o poder arcaico dominante, é a mídia vassala, são conceitos estúpidos como o MDL, é a ganância dos oligopólios, é a falta de conhecimento e de pressão popular.
A coisa é tão ridícula, que Bush vem aqui, agora dia 08 de março de 2007, mendigar etanol subfaturado, e já adiantou que não irá reduzir a taxa de importação de R$ 0,40 por cada litro de etanol brasileiro.


Meus caros Telmo, Miguel e Arona

Não, não, Collor não foi deposto devido a uma Elba - Fiat, na realidade ele foi deposto por causa da Parati - VW de nosso bioamigo Hernani de Sá, movida a óleo de dendê, na qual ele deu uma volta, com muito gosto. Isso seria a real re e evolução do povo brasileiro, coisa que não interessa aos políticos e seus financiadores.


Meu caro Adriano

Mais uma vez você nos brinda com um fantástico comentário sobre a situação política "dechtepaích". Estou em dúvida se o adjetivo certo ao artigo é fantástico mesmo, ou se mais adequado seria: horripilante, tétrico...


Meu caro Gert

Que paradoxo: enquanto o consenso ao redor do mundo cobiça a bioenergia, as nossas estatais insistem em ampliar a oferta fóssil.
É como o paciente cancerígeno pulmonar, fumar cada vez mais.


Meu caro Cássio

As bioenergias, todas, são incompatíveis com os oligopólios. Assim como não faz sentido produzir pão numa idiota pãobrás.
Aliás todas as energias deveriam ser descentralizadas. Seria o fim ao doentio HIV popular.
Imagina, produzir pães em Brasília e distribuí-los via avião, caminhão e bicicleta.
As reservas de mercado servem apenas aos grandes e mesquinhos interesses, contrários a nossa nação e povo.
Não tem cabimento gritarmos: "o pão é nosso".
É imoral ficar transportando abobrinha pra cima e pra baixo, apenas para dar cobiçados empregos de marajás a poucos pelegos.


Meu caro Marcos

Não imagino que um simples nome como ENEREDE ou ENERNET possa prejudicar o objeto deste projeto.
Se assim fosse, Coca-cola estaria ligada à coca... uma droga... aliás, o que realmente é.
O que há contra a implantação das energias distribuídas, são os interesses obscuros e míopes das concessionárias e dos doadores das campanhas políticas.
Este pessoal abastado vive e depende das velhas benesses do estado, muito mais do que o povo carente dependente dos novos vales-tudo.


Meu caro Ruyther

Realmente, o que falta é a divulgação ampla e irrestrita sobre os benefícios e qualidades dos óleos vegetais e das energias distribuídas.
Mas, embora existam milhares de exemplos de sucesso mundo afora, este é um assunto "non grato", não só aqui, como acolá, em qualquer parte onde o poder é cobiçado pelos poderosos... ou seja, é uma doença universal.
Para combater esta epidemia, não existem médicos com vontade e conhecimentos suficientes, e, portanto, pouco resolve o debate entre os ignorantes.


Meu caro Geraldo

A politicalhagem mundial é realmente impressionante. Tudo tem seu preço, inclusive a ciência...
Com dinheiro, você pode comprar o laudo que quiser, a licença que imaginar, e implantar a lei que lhe prouver.
Portanto, imagina Bush com sua ganância de poder, o que tudo não apronta, em nome dos negócios fósseis da família.
Para gente deste naipe, até a lei da gravidade é passível de interpretação contrária, na maior cara de pau.
Bobos somos nós que não reagimos, que achamos normal roubarem as flores de nosso quintal, que não denunciamos as falcatruas diárias, por medo das represálias.


Meu caro Sebastião

Enquanto metem o pau nos maravilhosos OVN, ficam masturbando a respeito de hipotéticas bioenergias de terceira geração.
Claro, para estes orelhudos acadêmicos, até nossa cobiçada e extraordinária hidroeletricidade não presta...


Meu caro Miguel

Com um pouco mais de pesquisas, adeus linhas telefônicas... os dados serão transmitidos via redes de alta e baixa tensão elétrica. Será a junção da internet com a enernet (ENEREDE).
Aliás, no projeto ENEREDE, fase 2, os consumidores e geradores de energias estarão interligados por controladores "conecte e funcione" e assim as redes elétricas existentes terão sua capacidade elevada automaticamente em "n" vezes... tendendo o "n" ao infinito.
(detalhes em www.fendel.com.br)


Meu caro Juergen

Infelizmente, na questão dos OVNs e biodiesel, o mundo está correndo na contra-mão do bom senso. Todos estão hipnotizados por falácias e por mentiras. As decisões são tomadas em gabinetes federais, por pessoas ineptas, corruptas e incompetentes. O próprio setor acadêmico, não se envolve com a necessária profundidade e emite pareceres fictícios e equivocados.


Meu caro Odair

Além de exímio engenheiro, você é um poeta, pois escreve feito um romancista. Muito bom, assim as matérias ficam mais palatáveis.
Apenas quero remendar, se me permite, que os diferentes tipos de motores Diesel, requerem diferentes tipos de kits de adaptação para funcionarem a óleo vegetal. Assim, os velhos motores de injeção indireta, não precisam de quase nenhuma modificação, e se deliciam com qualquer triglicerídio.
Claro que o ideal é garantir uma temperatura de 80 graus centígrados do OVN e este deve atender a norma alemã para óleo de canola, conquanto o sistema CREA/CONFEA poderia colaborar na elaboração de uma norma equivalente nacional.


Subsídio para usinas de etanol nos EUA
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=4014
Os EUA subsidiam toda a cadeia do etanol... e ainda cobram imposto de importação sobre nosso etanol exportado...

Plásticos (telefones) feitos de óleo de mamona...
http://www.slashphone.com/70/6183.html
Certamente o futuro é dos bioplásticos... e da volta da madeira... poliflorestada.

Aneel estuda isenção de tarifa para termelétrica
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3763
Os fósseis requerem subsídios cada vez mais imorais

Exxon tem o maior lucro de uma empresa na história dos EUA
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3760
O poder mundial ainda gira em torno dos porcos e agonizantes fósseis...

Cade arquiva denúncia contra a Eletropaulo
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3761
Quando é do interesse da máfia... os processos caducam...

Emissões menores com OVN do que com Diesel fóssil (artigo em inglês)
http://www.greencarcongress.com/2007/02/v100_jetta_aces.html
E sem considerar (aliás, ninguém percebeu isso ainda) o real seqüestro de carbono dos vegetais, maior que as correspondentes emissões.

Petrobras fecha o primeiro contrato interruptível de gás
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3769
O Sr. Ildo Sauer, quando era só professor da USP, fazia sérias e consistentes críticas aos porcos e corruptos gasodutos, às bestas e negociatadas termoelétricas, etc... e hoje, como funcionário da porcobrás, fala besteira como esta do gasoduto telescópico... pois a realidade é oposta... se faz telescópico (como foi feito) quando não se considera a alimentação pela outra ponta... exatamente o contrário do que papagueia agora este comprado professor...

Equador adverte Petrobras e outras petroleiras no país
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3764
A porcobrás está acostumada a licenças fajutas, travestidas, tanto é que aqui, na terra da hidroeletricidade abundante, consegue implantar inexplicavelmente inúmeras ineficientes e porcas termoelétricas, proibidas em países decentes como a Dinamarca...

Toyota paga 50% do frete cobrado da General Motors por transportadoras do cartel
http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074
&SubsecaoID=818291&Template=../artigosnoticias /user_exibir.asp&ID=125464
Que beleza... um ataque eficiente aos cartéis... na iniciativa privada...
Falta o correspondente ataque no setor público das energias... agências... atravessadores, etc...

Quem financia o aquecimento global? (em inglês)
http://www.alternet.org/envirohealth/47615/
Veja como os bancos Merrill Lynch, Morgan Stanley and Citigroup estão bancando as novas porcas termoelétricas no Texas...

Se nada mudar, investidores não vão entrar em energia
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3791
Certamente acontecerá aqui o boicote que aconteceu na Califórnia em 2000... resultando num aumento de 1000% na tarifa elétrica... e lá, a EE independe de São Pedro... - Que falta faz a ENEREDE -...

Gasogênio de casca de arroz (em inglês). Notícia enviada pelo meu bioamigo alemão Juergen.
http://stoves.bioenergylists.org/en/beloniocfrh
Ou seria: máquina de fazer carvão vegetal... com produção adicional de gás?

Saying Goodbye to Cheap Airfare
http://www.alternet.org/envirohealth/47960/
Não será necessário elevar os preços dos vôos em demasia, se no lugar do querosene, as turbinas aviônicas utilizarem óleos vegetais qualificados (e que não necessita ser o caro bioBOBOquerosene transesterificado...)

Envodiesel: mistura de 5% de óleo de dendê com 95% de Diesel, na Malásia
http://www.mpoc.org.my/envo_120906_01.asp
http://www.google.de/search?hl=pt-BR&q=EnvoDiesel&btnG=Pesquisa+Google
Projeto fantástico na Malasia, copiado de nosso bioamigo Hernani...
Segue definição do ÓLEO DE DENDÊ: (como descrito no século XV)
"Ele tem o aroma das violetas, o sabor do óleo de oliva e a cor que tinge comida como açafrão, porém é mais atrativo."
"It has the scent of violets, the taste of olive oil and colour which tinges food like saffron but is more attractive"

Desvios da CCC cheguem a R$ 1 bi
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3961
Este é mais um vergonhoso desvio do imoral carnaval tarifário elétrico nacional...

Usinas e consumidores querem ampliar oferta
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3962
Elementar... é só implantar a ENEREDE...


Homologados HidroBioAbraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação desejável e não precisa nem citar a fonte...
"Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis."
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom


De: Odair S. Junior - Assessor da Presidência
Enviada em: quinta-feira, 1 de março de 2007 19:30
Para: Evando Pessoa - Tecnologia
Cc: Fendel; Bautista Vidal,Pataro
Assunto: Re: Extra ! Homologado o primeiro carro movido a óleo de cozinha!!

EVANDO
Em realidade, o motor concebido pelo engenheiro alemão RUDOLF DIESEL (que levou o sobrenome dele) foi idealizado no final do século XIX para propiciar que cada família daquela região da Europa pudesse ter um veículo que utilizasse o combustível por ela mesma fabricado. Tratava-se, na época, do óleo de amendoim, pois a grande maioria das casas desse pessoal tinha pelo menos um pé de amendoim (amendoinzeira), planta cujos produtos (inclusive o óleo) eram utilizados para alimentação, iluminação etc. Daí, aquele Eng° teve a luminosa idéia de criar o motor que ele denominou de Diesel. Com o passar do tempo e o desenvolvimento positivo do equipamento, ele foi morto e tudo acabou no ostracismo até que, muitos anos depois, foi apresentada novamente a referida tecnologia mas de forma a que pensássemos que só pudesse nela ser usado o combustível fóssil, derivado de petróleo, ao qual foi também (propositadamente?) dado o nome de óleo diesel...
No Brasil, qualquer óleo vegetal natural (mamona, pinhão-manso, dendê, até mesmo o que você compra no supermercado ou, inclusive, o óleo após passar pelo processo de fritura) pode ser colocado no citado motor. Ou seja, podemos utilizar como combustível o óleo vegetal natural, prensado a frio e sem precisar de ser misturado ao álcool e, portanto, sem o caro procedimento de transesterificação.
O Eng° Mecânico THOMAS RENATUS FENDEL assim o demonstra. Isso nós comprovamos aqui no CREA-MG por ocasião do Seminário sobre Protocolo de Kyoto, citado na correspondência, no qual ele foi Palestrante. Naquele período (agosto de 2005), ficaram expostos na rua interna defronte à porta de entrada da sede estadual deste Conselho, os dois equipamentos mencionados: um Toyota Caldina (carro de passeio), movido a 100 % de óleo vegetal, inclusive usado (e eu andei nesse veículo); um gerador a óleo (usando só óleo vegetal (nos mesmos moldes do utilizado no veículo). A palestra proferida pelo Engenheiro deve estar arquivada nos anais do referido Seminário que, entretanto, não foram divulgados pela Comunicação, salvo engano. Nela, há grandes considerações sobre o assunto. Os endereços eletrônicos do Eng.° FENDEL, caso queira contactá-lo, estão nos destinatários da presente mensagem.
II. Além disso, temos outro Biocombustível natural, só que não oriundo de oleoaginosas e, sim, de outra planta, a cana de açúcar. Trata-se do álcool, agora objeto da cobiça de potências estrangeiras, inclusive com altos dirigentes delas vindo ao Brasil.. Sobre a produção de álcool em micro-destilarias, fineza contactar o Dr. SÉRGIO PATARO, o Geólogo MARCELLO GUIMARÃES, dentre outros, todos esses também brilhantes partícipes do mencionado Seminário Protocolo de Kyoto,
III. Biocombustíveis podem ser também objeto de contatos com o idealizador do Proálcool e também Palestrante do citado evento, o Dr. BAUTISTA.
IV. Resposta sintética: se você plantar qualquer dessas oleaginosas no quintal de sua casa ou nalgum vaso de plantas em seu aprtamento e espremê-las, saí um óleo que pode ser colocado num motor "diesel" e mover o veículo ou outro equipamento. Se colocar esse óleo nalgum gerador a óleo, você pode gerar sua própria energia..
Restam-nos tristes constatações, dentre as quais: a) temos um País abençoado e não nos damos conta disso; b) além de tudo, Profissões de base tecnológica, como as regidas pelo Sistema CONFEA/CREA/Mútua, ainda não conseguiram despertar sobre isso.
Grato pelo interesse demonstrado e, por isso, cumprimento-o também. Grande abraço,
ODAIR

----- Original Message -----
From: Evando Pessoa - Tecnologia
To: Odair S. Junior - Assessor da Presidencia
Sent: Thursday, March 01, 2007 8:23 AM
Subject: Re: Extra ! Homologado o primeiro carro movido a óleo de cozinha!!
Odair, a matéria fala que o consumidor pode fabricar seu próprio combustível; você tem mais informações a respeito?
Um abraço.

----- Original Message -----
From: Odair S. Junior - Assessor da Presidencia
To: "Undisclosed-Recipient:;"@crea-mg.org.br
Sent: Wednesday, February 28, 2007 8:25 PM
Subject: Extra ! Homologado o primeiro carro movido a óleo de cozinha!!
Prezados Amigos do CREA-MG
Prosseguindo as estratégias delineadas para nosso trabalho neste Conselho, efetuamos em agosto de 2005 o pioneiro Seminário Protocolo de Quioto, sendo lançado nele o primeiro Curso prático no Mundo sobre elaboração de Projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do referido Protocolo (ministrado em setembro daquele ano), no CREA-MG, após a entrada em vigor daquele compromisso internacional.
Na programação do mencionado Seminário - que contou com a presença de Especialistas de várias partes da Terra (incluindo os nossos como BAUTISTA, MARCELLO GUIMARÃES etc), além de cerca de 485 inscritos, oriundos de diversos pontos do País - honrou-nos também termos conosco o Eng° Mecânico THOMAS RENATUS FENDEL, Diretor-Presidente da FENDEL Tecnologia. Além da brilhante Palestra por ele proferida e do debate no qual marcou participação, ele expôs um Toyota Caldina, veículo de passeio 100 % movido a óleo vegetal, inclusive reutilizado (de fritura), bem como um gerador também a óleo vegetal natural e que gerou energia para iluminar o balão colocado na porta da sede estadual deste Conselho (em vigília pela liberdade do Engenheiro JOÃO JOSÉ VASCONCELLOS JÚNIOR, desaparecido na insana guerra pela posse do combustível fóssil, no Iraque). O veículo e o gerador, ambos movidos a óleo vegetal natural (OVN) estiveram expostos na rua interna da sede estadual deste Conselho, na Capital mineira, despertando imenso interesse da população, inclusive de Profissionais.
Posteriormente, estivemos em parceria com o referido Profissional por diversos momentos, em diferentes partes do País, a mais recente delas no I.° Semínário Internacional de Transportes para o Desenvolvimento Sustentável Rotas de Minas, do Brasil e da Terra, em outubro/novembro de 2006, quando novamente fomos brindados com indelével Palestra dele e aguda atuação nos debates que se seguiram.
II. Agora, somos agradavelmente surpreendidos com a notícia hoje gentilmente transmitida pela Dr.ª ANA ECHEVENGUÁ, Advogada Ambialista infra-referida, a respeito da pioneira homologação, no Brasil, do primeiro veículo movido a óleo vegetal natural. Justamente, um dos veículos de propriedade do Eng.° Mecânico THOMAS RENATUS FENDEL..
Óleo Vegetal Natural trata-se de Biocombustível puro (e até do não muito puro, ou melhor, frito...) e não estou falando de biodiesel transesterificado. O Biocombustível (álcool é um deles mas estamos citando os derivados de oleaginosas: plantas como dendê, mamona, babaçú, pinhão-manso etc etc) pode ser aplicado diretamente no motor de ciclo diesel em veículos de todos os tipos, além de possibilitar que o Setor de Transportes - grande emissor de Gases de Efeito Estufa, pela queima de combustível fóssil - reverta essa gigantesca emissão. Além disso, potencializa a Agricultura Familiar, com as pequenas propriedades plantando de um a três hectares dessas oleaginosas, de forma a produzir seu próprio combustível e comercializar o excedente. É a redenção do Brasil, país com grande extensão de solos férteis, banhados pelo sol e dotados de abundantes jazidas de água, o precioso líquido da vida.
Que as Profissões de base tecnológica possam atuar decisivamente nesse sentido. Acorda, Brasil!...
III. Agradeço à Advogada Dr.ª ANA ECHEVENGUÁ, pela percepção demonstrada e peço a ela licença para retranscrever o artigo dela oriundo, levando-o ao conhecimento de todos, na seqüência de nossa correspondência.
Parabéns, Eng.° Mecânico THOMAS RENATUS FENDEL, por mais essa sua brilhante contribuição dignificando a Engenharia brasileira.
Atenciosamente
Eng.° Civil ODAIR SANTOS JUNIOR
Assessor de Águas e Meio Ambiente da Presidência do CREA-MG
osjunior@crea-mg.org.br
Delegado do Brasil à Conferência das Nações Unidas sore Mudança Climática (COP 11 e COP/MOP 1), Montreal, Canadá
Coordenador do Grupo de Trabalho Temático Especial GTTe-MC Mudança Climática, do Fórum Agenda 21 do Estado de Minas Gerais
odairsantosjunior@yahoo.com.br
I n t e r n a t i o n a l C o n s u l t a n t

-----Mensagem original-----
De: Ana Echevenguá
Enviada em: quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007 11:53
Para:
Assunto:Extra! Extra! Homologado o primeiro carro movido a óleo de cozinha!!
Ana Echevenguá*
* - Advogada ambientalista, coordenadora do programa televisivo Eco&Ação – Ecologia e Responsabilidade, e-mail: ana@ecoeacao.com.br
Em 1897, o alemão Rudolf Diesel, utilizou óleo de amendoim no seu motor. E afirmou que “Os paises que utilizarem óleos vegetais com meu motor, obterão desenvolvimento sustentável”.
O engenheiro mecânico Thomas Fendel abraçou o projeto de Rudolf . E, há tempos, tentava regularizar junto ao DETRAN a alteração de uma das características de seu veículo automotor. Com pequenas adaptações no motor a diesel, seu carro passou a funcionar movido a OVN - óleo vegetal natural (a mais eficiente espécie do tão falado biocombustível**).
Mas o DETRAN – alegando incapacidade técnica – recusava-se a licenciar seu veículo.
Fendel não teve alternativa: requereu ao Poder Judiciário de vários estados autorização para adequar seus veículos ao uso do biocombustível OVN.
Ao analisar o processo, entendeu o juiz Domingos Paludo – da Vara da Fazenda Pública de Florianópolis - que a denegação do pedido na via administrativa, “não tem causa, pois nenhum ato de agente público pode ser praticado no evidente propósito de restringir direito, sem um motivo de Direito que o justifique”.
Além disso, sob a ótica do direito do consumidor, para ele “as leis devem ter sentido produtivo e não destrutivo das economias populares, bem como se devotarem todas e sempre à obtenção do bem comum, não se justificando nenhuma restrição a direito sem causa lícita, ou antes, com causa absolutamente singular, egoística, de proteger as concessionárias em detrimento de todos os consumidores”.
Hoje, Fendel, por força de uma medida concedida, tem o primeiro veículo movido a OVN - óleo vegetal natural – regularizado junto ao DETRAN no Brasil.
Não é brincadeira: o carro de Fendel se movimenta, roda pelas ruas e estradas com o mesmo óleo de cozinha com que se fritam batatas, ovos, peixe... inclusive com óleo usado de fritura, filtrado.
O momento é propício para divulgar esta boa nova porque, embora as discussões sobre os (limpos) combustíveis substitutivos da (suja) gasolina (fóssil) estejam na boca do povo, os nossos governantes só falam e investem no biodiesel que é uma mistura que contém óleo vegetal modificado, desnecessariamente mais caro e oligopolitizado.
Chegou a hora de o Brasil também falar e investir no uso de óleo vegetal puro pois existem vários exemplos de experiências bem sucedidas.
Com seu projeto sustentável em prática, Fendel:
1. obedecendo a postura internacional, contribui para o não aquecimento do planeta porque não está usando combustível fóssil. Ora, será que só um carro movido a OVN pode provocar alteração no efeito estufa? Claro que sim. Especialmente se este exemplo for multiplicado por outros usuários de veículos automotores. Afinal, cada um deve fazer a sua parte, pois os vegetais correspondentes fazem a sua parte muito bem feita, eles seqüestram graciosamente muito mais CO2 da atmosfera, do que o devolvido pelo uso das bioenergias;
2. está contribuindo para o sucesso da agricultura familiar. Cada agricultor poderá ser auto-suficiente na produção do combustível que utiliza e deverá poder vendê-lo livremente;
3. gastará R$ 0,08 para rodar 01 kilômetro. Isso, em relação à gasolina, representa uma economia de R$ R$ 0,16 por kilômetro rodado.
Esta brilhante decisão judicial é uma vitória para a sociedade. E é também uma vitória para o meio ambiente e para o bolso do consumidor!
Extra! Extra! Leitores, vamos replicar esta decisão em cada canto do Brasil! Fale conosco!
** - segundo a Lei 11.097/2005 é “combustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna ou, conforme regulamento, para outro tipo de geração de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.


De: energy-juergen@web.de
Enviada em: domingo, 25 de fevereiro de 2007 05:22
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: bioenergia no Brasil
Olá Thomas, gostei muito do texto de Pastor Fuchs e de teus comentários.
Encontrei um site na Internet acerca de bioenergia em geral e também sobre o Brasil.
E finalmente inventei um limpador e lavagem (muito smples e fácil) para meu gasogênio (Staubvergaser), que também arrefeça o gás, assim poderá alimentar um motor Diesel com OVN para ignicão.
Juergen
http://biopact.com/2006/06/quicknotes-on-biofuels-from-lusophone.html
http://www.incainchi.es/home.htm

De: Miguel Heinen
Enviada em: quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007 17:16
Cc: Nova Midia; Fendel; Gerth Roland Fischer
Assunto: Banda Larga na Rede Elétrica
Cadê VONTADE POLÍTICA???
Está em testes pela CELG em Goiânia...
Já pensou:?

Só não vai por causa dos "interésses" como dizia o Brizola
Europa investe 9 milhões de euros em banda larga via rede elétrica
Por Redação do Computerworld
22-02-2007
Projeto visa melhorar aplicações como ensino virtual, telefonia VoiP, outros serviços inteligentes e vídeo sob demanda.
A União Européia aprovou um financiamento de 9,06 milhões de euros para apoiar uma especificação aberta para aplicações de acesso à internet em banda larga via redes de alta tensão.
A iniciativa é desenvolvida pela Opera, Open PLC European Research Alliance, aliança de estudo destinada a criar uma nova geração tecnológica para redes integradas. O projeto é co-financiado pela União Européia e poderá beneficiar a todos os países interessados no sistema.
A organização iniciou agora sua segunda fase, centrada nas aplicações de tecnologia. Em 2006, o grupo desenvolveu e adotou uma especificação para acesso BPL (broadband power line, banda larga via rede elétrica). A especificação é baseada na tecnologia DS2, de 200 Mbps.
Durante os dois próximos meses, a Opera centralizará seu trabalho na implantação de BPL para aplicações como internet de banda larga, ensino virtual, telefonia VoiP, entre outros serviços inteligentes, como EMS e AMM, além de vídeo sob demanda.
A iniciativa terá participação de 26 sócios procedentes de 11 países, sendo que a Espanha encabeça o grupo no continente.
"Deus salve os pagadores de impostos".
Miguel


De: skengen
Enviada em: quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007 17:03
Para: thomas
Assunto: En:[Revista Envolverde] Manchetes de Hoje - 01/02/2007

Fendel, Boa tarde.
Leia a notícia abaixo sobre o biodiesel. Os nossos amigos do PV europeu já querem jogar areia no nosso ventilador com aquela cantilena de sempre.
http://envolverde.ig.com.br/?materia=27373
Abraços, Sebastiao.


De: Geraldo Luiz da Silva Jardim
Enviada em: domingo, 4 de fevereiro de 2007 07:59
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Criminoso de Guerra chamado Bush
Superaquecimento global
Casa Branca é acusada de pressionar cientistas nos EUA
por Claudio Julio Tognolli
Dois escritórios de advocacia de Washington afirmaram, na terça-feira (30/1), terem provas de que políticos dos Estados Unidos pressionaram cientistas para que minimizassem, em seus dados, os prejuízos do superaquecimento global. As informações são do site Findlaw.
O tema ganhou mais repercussão a partir de uma reunião em Paris. Cerca de 500 cientistas debatem os retoques finais no dossiê das Nações Unidas sobre o superaquecimento.
O novo escândalo brota de depoimentos de dois ex-oficiais da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Um deles, Rick Piltz, deixou a Nasa, em 2005, e produziu um dossiê. Segundo ele, os cientistas que estudam o clima estão tendo seus estudos minimizados por ordem da Casa Branca.
Dois escritórios de advocacia focados em causas científicas, o Union of Concerned Scientists e o Government Accountability Project, divulgaram nota em que afirmam que surgiu “novas evidências de supressão e manipulação de dados das ciências do clima”. Segundo os escritórios, sete agências federais ligadas à ciência sofreram pressões para alterar seus relatórios. Um dos que dizem ter sofrido essas pressões é James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais.
Em dezembro, um grupo de estados ajuizou ação contra o Ministério do Meio Ambiente, a U.S. Environmental Protection Agency, para que se reduzam os níveis tolerados de emissão de gases por exaustores e chaminés industriais.
Os estados alegam que a administração Bush “ignora a ciência e seus peritos” e se nega a reduzir os níveis de emissão. Mais notadamente, a Califórnia é quem comanda a briga e tomou sozinha, por exemplo, a iniciativa de firmar acordo com a Grã-Bretanha para troca tecnológica para a redução dessas emissões. O estado da Califórnia também foi pioneiro em aprovar lei limitando a emissão de gases para cortar os atuais níveis em 25% até o ano de 2020.
Os inimigos do governo Bush afirmam que ele ignora a lei chamada Ato do Ar Puro. Por essa lei, de 1970, dióxido de carbono é um poluente do ar que ameaça a saúde pública e, portanto, deve ser controlado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente.
Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2007


De: Ruyther Tomich
Enviada em: sábado, 3 de fevereiro de 2007 19:09
Para: comunicacao@crea-pr.org.br
Assunto: Óleo vegetal combustível

Lendo as reportagens sobre óleo vegetal achei superfial a abordagem sobre utilização do óleo vegetal como combustível, pois trata-se de uma possibilidade de grande interesse ecológico, social e econômico.
As pesquisas existentes não só no Brasil como em outros países mostram que a utilização de óleo vegetal é viável sobre todos os aspectos se comparado ao diesel e o biodiesel.
Gostaria que essa revista aprofundasse esse tema e publicasse um comparativo entre óleo vegetal - diesel - biodiesel, possibilitando aos técnicos da área se manifestarem e quem sabe diminuir o caminho para que o óleo vegetal faça parte da matriz energética do Brasil e possibilite sua utilização como um combustível de forma legal.
A utilização de óleo vegetal como combustível permitirá ao Paraná e o Brasil ter uma alternativa viável para substituição se não total pelo menos parcial do diesel fóssil, e ainda, valorizar a produção agricula dando uma alternativa comercial que não seja somente a exportação.
Atenciosamente,
Geólogo Ruyther A. A. Tomich


De: marcoest@petrobras.com.br
Enviada em: sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 10:41
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: Biogasolina
Correto, Fendel
A intenção foi fazer uma brincadeira com a gasolina, associando o biodiesel a mistura de óleo vegetal transesterificado gerado (sem a glicerina também gerada) ao diessel fóssil com a já extenuante mistura de álcool à gasolina.
Aproveitando a oportunidade, você já pensou que a ENERNET não foi emplacada ainda, talvez devido as más energias (sem intenção de trocadilhos) associadas ao nome? Como sugestão, pense em alterar o nome para EENET ou E2NET ou e-NET.
O banco Bradesco, como é sabido, encomendou ao Japão um estudo a preços altíssimos para alterar seu visual, quem sabe objetivando aumentar seu lucro. E parece que deu resultado, visto os balancetes atuais publicados...
Pense nisso. Forte abraço.
Marco.

-----Mensagem original-----
De: Fendel
Enviada em: sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 09:31
Para: marcoest@petrobras.com.br
Cc: Biocom; Bioenergia
Assunto: [Bioenergia-l] RES: Biogasolina
Meu caro Marco
Biodiesel não é óleo vegetal natural (OVN) misturado com Diesel fóssil, e sim OVN transesterificado, modificado...
Sendo B2 = 2% de biodiesel em 98% de Diesel fóssil.
Outrossim, 2% de óleo vegetal em Diesel fóssil seria OV2, aliás uma ótima opção, muito melhor que o abobalhado B2... onde a especificação do bioFOOLdiesel é rígida como se fosse B100, um absurdo incompetente, peleguista e desnecessário.
Nossa gasolina deveria se chamar E25, ou seja 25% de etanol em 75% de gasolina.
Biogasolina seria outra coisa, seria pegar nosso fantástico álcool e transformá-lo quimicamente em gasolina, ou seja: Outra bobagem ignorante, tal qual o biodiesel...
Hba, Fendel

-----Mensagem original-----
De: marcoest@petrobras.com.br
Enviada em: quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 16:25
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Biogasolina
ô Fendel, a biogasolina já existe sim...
Desde que estão misturando o biocombustível limpo, nosso valioso álcool, a ela. (Se estão chamando de biodiesel a mistura de óleo vegetal -em até 30%- no diesel fóssil, por exclusão, podemos chamar a gasolina com 22,5% de álcool de biogasolina...)
Abraço Marco


De: Cassio Camilotti
Enviada em: quinta-feira, 18 de janeiro de 2007 15:14
Para: Fendel Thomas Fendel
Assunto: Petrobrás e suas mentiras
Prezado Fendel,
Mais um ano se passa e a nossa midia aliada a grupos de carrapatos bem organizados continua pregando mentira em cima de mentira. Mais de um ano se passou desde que atravessamos a américa do Sul com óleo vegetal e a única diferença que fizemos foi trazer nossos dois carros do Paraguay.
Agora não apenas o óleo vegetal cai em mãos da Petrobrás, como também eles querem tomar a produção de álcool,
Leia a materia da Gazeta Mercantil de hoje, Rio, 18 de Janeiro de 2007
- A Petrobras estuda entrar na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar, informou ontem, no Rio, o diretor de negócios e marketing da estatal, Nilo Carvalho Vieira Filho. Segundo ele, com isso a empresa, que já atua no transporte e distribuição do combustível, pretende aproveitar a crescente demanda pelas fontes renováveis de energia. Vieira Filho ressaltou, contudo, que a possibilidade está apenas na fase de estudos, não existindo uma posição formal do conselho de administração.
O executivo informou também que até o final do ano quatro refinarias da estatal iniciarão a produção comercial do Hbio, processo em que o óleo vegetal é adicionado ao diesel de petróleo durante o refino, resultando num combustível com reduzido teor de enxofre. Serão usados até 225 milhões de litros de óleos vegetais ao ano nessa mistura.
Seria cômico se não fosse triste.


De:Gerard Fischer
Enviada em: terça-feira, 23 de janeiro de 2007 09:36
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: [BioCom] INVESTIMENTOS PARA PIORAR O EFEITO ESTUFA E AQUECERMOS AINDA MAIS A ATMOSFERA
PETROBRAS VAI INVESTIR R$ 171 BILHÕES EM 183 PROJETOS NOS PRÓXIMOS QUATROS ANOS
Até o ano de 2010, a Petrobras e seus parceiros privados vão investir R$ 171 bilhões em 183 projetos nas áreas de petróleo e gás natural. A intenção é consolidar ainda mais a auto-suficiência do país em petróleo. Também está previsto o aumento da produção e a oferta de gás natural para reduzir a dependência externa. O plano de investimentos da estatal do petróleo para os próximos quatro anos está incluído no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado nesta segunda-feira pelo Governo Federal. A meta da estatal é produzir 2,3 milhões de barris de petróleo por dia até 2010. Atualmente, a estatal produz um 1,8 milhão de barris/dia. Serão gastos R$ 135 bilhões na exploração do óleo, na construção de duas refinarias - Pernambuco e Rio de Janeiro - e na remodelagem de outras dez já em funcionamento, e ainda na compra de 26 navios petroleiros. Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o crescimento das reservas não terá impacto imediato no mercado nacional nos próximos quatro anos, "mas é elemento fundamental para a continuidade da produção" após esse prazo. "A meta é chegar em 2010 com o crescimento 20% acima do consumo brasileiro, além de aumentar a produção de óleos leves", resumiu. Em relação ao gás natural, a intenção da estatal é pular dos atuais 16 milhões de metros cúbicos para 55 milhões de metros cúbicos em quatro anos, ou seja, mais do que triplicar a atual produção. Para isso, serão construídos 4.500 quilômetros de gasodutos para a distribuição do produto. Por José Carlos Mattedi/ABr.


De: Adriano Benayon
Enviada em: quinta-feira, 18 de janeiro de 2007 14:23
Para: msorianoneto
Assunto: Encaminho cópia de mensagem enviada em resposta ao e-mail do Eng. Dorodame Moura Leitão, aposentado da Petrobrás.
Cordialmente, AB
2007-01-00
Caro Dorodame,
Muito grato pelo envio desta importante e detalhada análise sobre as reservas mundiais de petróleo.
O que você aponta é um grave crime, a saber, a exportação de petróleo brasileiro por empresas transnacionais que o receberam em leilões fajutos a preços ridículos, ademais de pagarem pela extração e exportação royalties ainda mais pífios, sem falar em que não há controle algum sobre as quantidades exportadas, mesmo porque o Brasil, por não ser na prática um país soberano, está impedido de proceder a esse controle ao ter aderido à OMC.
[Nota de AB. Estes comentários são meus, a nota de Dorodame, que me encaminhou o texto de Nicolas Sarkis, abaixo reproduzido, é mais sucinta.]
Não bastasse, o Brasil tem um potencial fantástico, e único no Mundo, de produzir energia muito mais barata que a do petróleo, limpa e renovável, com a biomassa. Entretanto, o que o governo títere (tão marionete como os anteriores) faz nessa área é pura enganação: muita conversa e todas as políticas talhadas para não se realizar coisa alguma. Tudo sob o comando das transnacionais do petróleo, que controlam: ANP, MME, etc.
Tudo para sabotar, adotando falsas opções técnicas, aferrando-se a motores para gasolina e diesel para não viabilizar a produção de etanol e de óleos vegetais, proibindo a comercialização até mesmo de álcool (se não for de grande empresa), e à do biodiesel se não for para fazer a pífia mistura de 2% com o diesel de petróleo. Sem falar em que óleos vegetais, sem desesterificação, são solução superior.
Em suma, o Brasil caminha para o desastre na energia e para perder o que resta de seus recursos naturais na Amazônia e no resto do País. Não há qualquer sentido em ficar lutando para evitar qualquer dessas coisas topicamente. Antes de cuidar de cada uma delas, há que enfrentar a questão da qual todas as outras dependem: a de termos um regime e um governo servidores da soberania nacional. No atual processo político da pseudodemocracia engendrada por agentes da CIA nos anos 80, não há a menor chance, não só de resolver qualquer problema, por mais grave ou menos grave que seja, nem de deter a deterioração crescente das condições sociais e econômicas do País.
Abraços, Adriano Benayon

Nicolas Sarkis
Bem-vindos ao fim da Era Petróleo
O esgotamento das reservas é muito mais rápido que se supunha. Mas o consumo não pára de crescer e podem surgir, entre os grandes importadores, disputas pelas fontes que restam.
Durante os três últimos anos, aumentaram consideravelmente as preocupações com o esgotamento das reservas petrolíferas. Agora, elas não se restringem às importações do Oriente Médio, região de turbulências crônicas. Abrangem o conjunto mundial de produção, refino e transporte de petróleo e gás natural. O sinal de alarme é acionado cada vez mais freqüentemente, tanto pelos dirigentes políticos quanto por especialistas independentes. Em seu último relatório bienal "Perspectivas Energéticas Mundiais", publicado em 7 de setembro de 2005 e relativo ao período de 2004 a 2030, a Agência Internacional de Energia (AIE) expressa um sentimento quase generalizado, ao afirmar que " os riscos para a segurança energética aumentarão muito, em curto espaço de tempo", e que "a vulnerabilidade a perturbações no nível de reservas se acentuará com o aumento do comércio global [1]". Durante seu discurso de ano novo, no dia 5 de abril de 2006, o presidente francês Jacques Chirac, por sua vez, expressou a "necessidade de preparar-se para a era pós-petróleo" como a grande questão do século.
Considerado o principal substituto para o petróleo, o gás natural ainda suscita preocupações, sobretudo depois de o maior exportador mundial, a Rússia, suspender as entregas para a Ucrânia e a Geórgia e as reduzir para a Hungria, Áustria e Itália, por insuficiência de estoque. Essas perturbações foram consideradas sérias o bastante para que o problema da segurança energética dominasse a pauta do encontro do G-8 em fevereiro de 2006, em San Petersburgo.
No discurso sobre o estado da União de 31 de janeiro, o presidente norte-americano George W. Bush preconizou, baseado no habitual apelo à segurança, a necessidade de os Estados Unidos reduzirem sua dependência face às importações de hidrocarbonetos e de "ir além do petróleo". A mesma opinião pode ser ouvida na Europa, onde uma reunião de especialistas em energia, realizada no dia 15 de fevereiro, em Berlim, destacou "o interesse estratégico" na diminuição da dependência européia de importações do Oriente Médio e da Rússia, e no reforço das medidas de segurança que se tornaram "cruciais", segundo Luc Werring, alto funcionário da União Européia.
Mais guerreiros e mais dependentes
Por que todo esse desconforto, quando a águia estadunidense estende suas asas de um extremo ao outro do Oriente Médio, da Ásia Central e da África, e os países exportadores não hesitam em abrir as comportas para enfrentar a rápida aceleração da demanda e evitar uma escassez de oferta?
Esse sentimento súbito e generalizado de insegurança é o oposto do que muitos previam ou esperavam, antes da guerra contra o Iraque e da tomada, por Washington, do país que possui as maiores reservas mundiais de petróleo, depois da Arábia Saudita, Ele também contraria as certezas que prevaleciam logo após a guerra do golfo (1990-1991) e da libertação do Kuwait pelos Estados Unidos e seus aliados.
Nessa época, ficou famosa uma frase James Schlesinger, ex-secretário da Defesa e diretor da CIA (governo Nixon) e ex-secretário de Energia (governo Carter). Ele afirmou, diante do 15º congresso do Conselho Mundial de Energia, (setembro de 1992, Madrid), que, na opinião de altos funcionários do governo de Bush pai, "o povo americano aprendeu com a guerra do golfo que é muito mais fácil e divertido dar um pé na bunda do pessoal do Oriente Médio que fazer sacrifícios para limitar a dependência em relação ao petróleo importado".
Schlesinger explicitou seu raciocínio destacando que, depois da queda da União Soviética e da ameaça soviética às reservas do Oriente Médio, os temores em relação à segurança das reservas de petróleo enfraqueceram consideravelmente nos Estados Unidos. Acotação relativamente baixa do preço do produto, que contribui para um aumento do nível de importações e para a queda da produção nacional, não era mais razão de inquietações.
A última constatação é que o cenário mudou profundamente ao longo dos três últimos anos. Ao invés de viabilizar um forte aumento da produção iraquiana e uma conseqüente baixa nos preços, a invasão do Iraque, em março de 2003, foi seguida por uma série de sabotagens, tomou a dimensão de uma guerra civil e acabou provocando uma baixa na produção de petróleo - de 2,5 milhões para 1,5 milhões de barris [2] por dia, em um dos principais países exportadores.
Aliados a outros fatores, esse fenômeno levou a uma explosão das cotações. Na média calculuada pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), elas passaram de 24,36 dólares o barril, em 2002, US$ 50,58, em 2005.
Um mundo viciado em óleo
Ao contrário das crises de petróleo de 1973-1974 e de 1979-1980, esta alta completamente inesperada e o desconforto com relação à segurança de suprimento não são conseqüências de um embargo, de uma baixa nas exportações ou da utilização do "ouro negro" como arma por determinado país produtor. Ela encontra suas origens numa série de fatores - especialmente nos atentados e na instabilidade política no Oriente Médio, nas tensões em torno do programa nuclear iraniano, nos conflitos étnicos na Nigéria [3]], etc. Há razões ainda mais preocupantes e duradouras, já que envolvem o equilíbrio entre oferta e procura.
Vivemos uma aceleração inesperada do ritmo de aumento das demandas de consumo. Após um crescimento médio de 1,54% ao ano, durante o período 1992-2002, a demanda mundial aumentou 1,93% em 2003 e 3,7% em 2004. Atingiu um recorde de 82,1 milhões de barris por dia em 2005. Em apenas três anos, a demanda por petróleo aumentou em 5,5 milhões de barris por dia. O crescimento foi assombroso especialmente na China, com um salto de 7,6% em 2003 e 15,8% em 2004.
Este aumento da demanda levou os países produtores a extrair até o limite de sua capacidade. Eles não têm como obter mais petróleo. A esse fator adiciona-se a saturação da capacidade de transporte e refino, sobretudo nos Estados Unidos, que aumentou naturalmente a espiral ascendente dos preços.
As estimativas disponíveis, sobretudo as da Agência Internacional de Energia (AIE) e do Departamento norte-americano de Energia (DoE) prevêem um aumento de cerca de 50% no nível mundial de consumo, durante os próximos 25 anos. Isso provocaria um salto de 83,2 milhões de barris/dia, em 2005, para 115,4 milhões, em 2030, segundo a AIE (ou 131 milhões, de acordo com o DoE). Como bem diz um anuncio publicitário recente do grupo norte-americano Chevron Texaco: foram necessários 125 anos para que o mundo consumisse o primeiro trilhão de barris de petróleo, mas serão necessários apenas 30 anos para que se consuma o segundo - que corresponde ao total das reservas comprovadas.
Como e a que custo poderíamos responder a essa rápida escalada da demanda? A resposta a essa questão depende de duas variáveis: de um lado, a confiabilidade dos números existentes sobre a estimativa das reservas; de outro, o possível aumento da capacidade de produção.
E se as reservas forem ainda menores?
Apesar de não serem novas, as suspeitas a respeito do real volume de reservas foram recentemente reforçadas por revisões para baixo anunciadas por algumas empresas petroleiras, e por novas estimativas feitas por geólogos independentes. No que se refere aos membros da OPEP, as dúvidas a respeito das estimativas oficiais remontam aos anos 80, quando os países do Golfo Pérsico realizaram, um após outro, reavaliações espetaculares de suas reservas, sem que isso jamais fosse respaldado por novas descobertas, altas de preço ou novos estudos.
Entre 1985 e 1986, os Emirados Árabes Unidos aumentaram a estimativa oficial de suas reservas de 33,9 para 97,2 bilhões de barris. A Arábia Saudita aumentou a sua estimativa de reservas em 50%, levando-a de 169,6 bilhões (1987) para 254,9 bilhões de barris (1988). O Iraque dobrou seus cálculos, que passaram de 32 bilhões de barris (1981) para 65 bilhões (a partir de 1983), chegando depois a 115 bilhões (2001). Esse inchamento das estimativas ocorreu em uma época em que os países-membros da OPEP fixavam suas quotas nacionais de produção essencialmente em função das reservas comprovadas de cada país. Entre 1983 e 1988, o total das reservas estimadas pela OPEP aumentou em 62%, saltando de 470 para 764,4 bilhões de barris. Novas reavaliações, nos mesmos países, elevaram essas reservas para 896,6 bilhões de barris, em primeiro de janeiro de 2005.
Algumas dessas revisões certamente foram conseqüência de novas descobertas ou de progressos tecnológicos que influenciaram a capacidade de extração. Outras são objeto de desconfiança, mesmo porque a quase totalidade dessas reservas é controlada por empresas estatais, que recusam qualquer controle ou análise externa. As estimativas oficiais das reservas da OPEP ditas "comprovadas" são superiores em cerca de 400 bilhões de barris às feitas por entidades independentes, entre elas a Association for the Study of Peak Oil (ASPO). Os volumes chamados por alguns especialistas de "barris fictícios", correspondem a 44% do total das estimativas oficiais da OPEP. Isso evidentemente não significa que os números apresentados pelos órgãos independentes sejam mais próximos da realidade que os anunciados pelos países em questão. De todo modo, a enorme diferença entre as estimativas permite ter idéia da complexidade dos critérios técnicos e econômicos utilizados, e das dúvidas que cercam os dados disponíveis.
As transnacionais também superestimam
Tais dúvidas são reforçadas pelo fato de os números publicados por certos membros da OPEP permanecerem inalterados durante períodos muito longos, como se cada barril extraído fosse miraculosamente substituído naquele instante por uma nova descoberta ou reavaliação. O Iraque, por exemplo manteve sua estimativa em 100 bilhões de barris ao longo de todo o período de 1987 a 1995, quando a elevou para 115 bilhões. Não menos surpreendente é o exemplo do Kuwait, que manteve intacta, entre 1991 e 2002, a estimativa de 96,5 bilhões de barris em suas reservas comprovadas - apesar de uma extração acumulada de 8,4 bilhões de barris, no período. Baseando-se em dados que teriam sido fornecidos por altos funcionários do governo do Kuwait, o semanário americano Petroleum Intelligence Weekly sustenta que as estimativas oficiais são uma mescla de reservas comprovadas, prováveis e possíveis. As reservas realmente comprovadas não passariam de 48 bilhões de barris...
O volume das reservas comprovadas da Federação Russa permanece incerto, devido tanto à falta de transparência das estatísticas do país quanto ao método de avaliação utilizado. De acordo com fontes ocidentais, o volume real das reservas seria de 30 a 40% inferior às estimativas oficiais, de 72,3 bilhões de barris.
Mesmo no que diz respeito às empresas multinacionais, com ações negociadas na bolsa e submetidas a controles contábeis e empresas de auditoria, há fortes dúvidas - sobretudo depois do caso Shell. Depois de uma forte queda na produção de suas jazidas de Yebal, em Omã, e outras perdas em todo o mundo, a companhia teve que reconhecer, em janeiro de 2004, que suas reservas haviam sido superestimadas em algo próximo de um terço. Poucos meses mais tarde, a empresa americana El Paso anunciou também uma reavaliação para baixo em cerca de 11%. Mais recentemente (janeiro de 2006) o grupo espanhol Repsol-YPF teve também que diminuir em 1,25 bilhões de barris suas supostas reservas - isto é, 25% do total do que fora estimado antes. Assim como ocorrera com a Shell, o grupo foi alvo de uma avalanche de ações judiciais por parte de seus acionistas.
Extração supera as novas descobertas
Uma outra causa de preocupação é o fato de que o volume de petróleo extraído do subsolo é, há 20 anos, superior ao volume descoberto. Algumas multinacionais, com dificuldades em manter o nível de produção, compram ativos de outras empresas. O episódio mais recente foi o da Chevron-Texaco, que pagou alto preço para adquirir, em 2005, a empresa norte-americana Unocal, cobiçada pela estatal chinesa CNOOC. Sem esta aquisição, a taxa de renovação de reservas da ChevronTexaco não ultrapassaria os 40-45% em 2005.
Junto com a desaceleração das descobertas e com a baixa, lenta mais inexorável, da proporção reservas/extração, um outro risco pesa sobre o mercado do petróleo. Trata-se do declínio na produção, num bom número de países, e da insuficiência de investimentos voltados para desenvolver as novas tecnologias necessárias para o suprimento da demanda.
Por causa da baixa na produção e do aumento de suas necessidades nacionais, certos países, antes grandes exportadores de petróleo, tornaram-se importadores (Indonésia, Egito e Tunísia; sem esquecer, é claro, os Estados Unidos), ou estão em vias de se tornar (Gabão, Omã e Síria). No México, um estudo realizado em 2005 pela companhia nacional Pemex, alerta para o risco de um declínio na extração muito mais rápido que o previsto - principalmente no campo de Cantarell, que, com 2 bilhões de barris, representa cerca de 60% do total da produção no país. No Mar do Norte, a AIE prevê o declínio das reservas, de 6,6 bilhões de barris (2002) para 4,8 bilhões (2010) e apenas 2,2 bilhões (2030).
Este declínio poderia ser compensado a tempo por países exportadores? Não há nada mais incerto. No que diz respeito ao Oriente Médio, cuja produção deveria supostamente dobrar até 2025, para saciar a crescente demanda global, as projeções da AIE e do departamento americano de Energia parecem ser totalmente irrealistas. Somente a Arábia Saudita pôs em marcha um programa que visa o aumento de sua capacidade - dos atuais 10,8 bilhões de barris dia para 12,5 bilhões de barris dia em 2009. Nos demais países, a situação é bem menos promissora, sobretudo no Irã, Iraque e Kuwait. A situação política no Iraque e as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano comprometem a capacidade produtiva desses países. O famoso "projeto Kuwait", que deveria dobrar a produção do país, avança lentamente há dez anos, enquanto as antigas jazidas de Burgan e de Raudhatain, que totalizam 67% da produção do país, começam a dar sinais de esgotamento.
Nesse contexto, marcado por uma demanda cada vez maior e recursos cada vez mais raros, os principais perigos que rondam a segurança do abastecimento são o desequilíbrio entre a oferta e a procura e a concorrência e risco de conflitos, entre os principais países consumidores. Essa rivalidade explica a corrida em que se lançaram os Estados Unidos, os países europeus, a China, o Japão e a Índia, para pôr os pés nos países detentores de reservas e controlar as rotas marítimas e terrestres entre os centros de produção e as grandes zonas de consumo. A guerra do Iraque, que permitiu a Washington livrar-se da presença francesa, russa e italiana naquele país; o novo oleoduto Bakou-Tbilissi-Ceyhan (BTC); e o recente acordo entre Alemanha e Rússia sobre o gasoduto norte-europeu (GNE), que será construído sob o Báltico, são exemplos de grandes manobras tendo em vista a segurança de abastecimento energético dos países envolvidos.
Depois da crise de 1973/1974, os perigos mudaram de natureza. A palavra embargo foi banida do vocabulário dos países exportadores. Por maior que seja a ironia, são os países industrializados que utilizam o petróleo como arma, contra os países exportadores. Isso se deu, por exemplo, por meio das sanções da ONU contra o Iraque (no período 1990-2003) ou de sanções norte-americanas contra Irá, Líbia - por meio do ato de sanção contra a Líbia e o Irã (ILSA) [4] - e Sudão. Ao contrário do que supõe um preconceito tão absurdo quanto perigoso, há uma verdadeira complementaridade entre os países importadores e exportadores. À legitima preocupação dos primeiros, para garantir suas importações de petróleo e gás, corresponde a não menos legítima e não menos vital preocupação dos segundos, interessados em garantir seus mercados e receitas de exportação, indispensáveis para o desenvolvimento de suas economias. Quanto às divergências sobre os preços, elas mesmas têm se atenuado. A nova tendência de alta favorece uma necessidade imperativa. Ela permite conseguir aprovação para investimentos colossais no desenvolvimento da capacidade de produção e de outras fontes de energia mais caras.
Com o petróleo destinado a se tornar cada dia mais caro e mais raro, o problema da segurança de abastecimento requer um comportamento político bem diferente daquele de trinta anos atrás. Os antagonismos e os riscos de conflitos situam-se hoje bem menos entre os países produtores e os importadores. Concentram-se entre os próprios países importadores, cujo aumento de demanda e o declínio na produção doméstica levam inevitavelmente a depender ainda mais de importações, sobretudo provenientes de países do Oriente Médio. Algumas velhas receitas para a manutenção da segurança, entre elas a diversificação das fontes de abastecimento ou o exercício da pressão sobre os países produtores a fim de se beneficiar de petróleo abundante e barato, tornaram-se ineficazes. Os novos desafios somente podem ser enfrentados mediante relações baseadas no equilíbrio de interesses entre os países soberanos.
(Tradução: Leonardo Abreu)
[1] http://www.iea.org/Textbase/press/pressdetail.asp?PRESS_REL_ID=163
[2] 1 barril = 159 litros.
[3] [Ler Jean-Christophe Servant, "Caos e Ira nos campos da Nigéria", Le Monde Diplomatique-Brasil, abril de 2006.
[4] O ILSA foi votado pelo congresso norte-americano em 1996. O projeto estabelece sanções a empresas estrangeiras que investirem mais de 40 milhões de dólares no setor energético iraniano (A Líbia teve o embargo suspenso depois do relaxamento das tensões com os Estados Unidos). Apesar de o texto nunca ter estado em vigor, conseguiu dissuadir algumas empresas de investir no Irã.


De: Telmo Heinen-Y
Enviada em: quinta-feira, 18 de janeiro de 2007 13:11
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Hernani
Assunto: Fw: Collor consegue gabinete nobre no Senado - Terra - Política.htm
Por mim ele deveria ser o Presidente do Senado!!!
Telmo.

-----Mensagem Original-----
De: Miguel Heinen
Para: aronna ; telmoheinen
Enviada em: quinta-feira, 18 de janeiro de 2007 10:04
Assunto: Re: Collor consegue gabinete nobre no Senado - Terra - Política.htm
Aronna, posso estar enganado, mas o Color, foi o Presidente "menos ruím" que tivemos desde o fim da Ditadura Militar e foi deposto, por uma mixaria (um Fiat Elba) e denúncias do seu ex-motorista. Convenhamos, muito pouco, perto da falcatruas atuais...
"Deus salve os pagadores de impostos".
Miguel

----- Original Message -----
From: aronna
To: Aronna
Sent: Thursday, January 18, 2007 8:13 AM
Subject: Collor consegue gabinete nobre no Senado - Terra - Política.htm
Com uma noticia dessas, como vamos acreditar no nosso país?? os impostos que pagamos vão todos para esse bando de ladrões e ninguem faz nada.

Política
Quinta, 18 de janeiro de 2007, 06h28
Collor consegue gabinete nobre no Senado
O gabinete do senador eleito Fernando Collor de Mello (PRTB-AL) no Congresso é melhor do que o que foi destinado originalmente a ele, e isso se deve ao uso da prerrogativa de ser ex-presidente da República, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. O espaço, no 13º andar, Anexo 1, é maior que o da Ala Filinto Müller, onde ficaria seu gabinete.
No ano passado, ele recuperou o direito, como ex-presidente, a seis assessores e dois carros com motoristas à sua disposição pelo resto da vida.
Redação Terra

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