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OPINIÕES
E COMENTÁRIOS
JANEIRO
/ 2006
Meu caro Telmo
Embora o abaixo mencionado aditivo natural para vacas possa reduzir o
imposto da flatulência na Nova Zelândia, no Brasil os cálculos
do mercado de carbono, poderão nos tachar como promotores do efeito
estufa, pois multiplicando 500 litros de metano por vaca por dia resulta
num número que qualquer ecologista vegetariano tem prazer em bradar
aos 4 ventos, e então estes doutos divulgam pérolas, como
por exemplo: que nossas hidroelétricas emitem mais CH4 que as imundas
termoelétricas em implantação, o que por sua vez,
se tornam estúpidas "verdades" espalhadas pela vassala
e acéfala mídia.
Meu caro Miguel
Dias destes senti na pele a mediocridade que vc descreve de nossos meios
de comunicação e de seus âncoras.
Acompanhei meu ídolo Bautista Vidal, num programa de televisão
na Rede Vida, no debate dos candidatos à presidência do CONFEA.
Embora o candidato de SP roesse a corda e nem apareceu ao debate, o âncora
gastou mais tempo no ar, repetindo que o dito engenheiro não pôde
comparecer, enaltecendo suas virtudes, do que o tempo dado aos candidatos
que compareceram...
Noutra ocasião, iria eu ser entrevistado pela BoboNews no RJ, para
falar sobre bioenergias, e a caminho recebi um telefonema me avisando:
Como não havia vínculo a nenhuma universidade ou instituto
de pesquisa, minha entrevista havia sido cancelada...
Meu caro Clérinson
A mídia trabalha em prol da oligarquia.
Por acaso nossas eleições são melhores ou diferentes
das últimas eleições no Iraque, onde o ditador Saddan
obtinha 100% dos votos?
Aqui a mídia esconde a opção de anular o voto, para
legitimar os ratos que conseguem se apresentar como coisa decente.
Aqui a obrigatoriedade do voto, faz com que a maioria dos eleitores não
saiba sequer o nome dos votados, e o sistema maquinado acaba transformando
estes roedores em nossos legítimos "representantes".
Representam pois quem mais mente, quem mais rouba e quem mais engana.
Meu caro Zoccola
Para um rato faminto rejeitar queijo Mineiro (real), pra não dizer
queijo Suiço (US$), é porque realmente é uma grande
sacanagem receber "jetons" sem comparecer ao "trabalho"
parlamentar no recesso...
A reforma política efetiva e necessária, começaria
espalhando fubarim nas esplanadas.
Meu caro João Luiz
Olha, é infinita a palhaçada que envolve o setor industrial
das energias, mais precisamente as bioenergias e especificamente os óleos
vegetais. Realmente não dá pra saber o que é certo
e o que é errado, o que é falácia e o que é
real.
Fato é que quando eu tinha uma merda de um Corsa da GM, por várias
vezes arrebentou a correia sincronizadora do comando de válvulas,
sempre com kilometragem abaixo da recomendada para troca no manual de
proprietário (50.000 km), e sempre sobrou pro marmitão aqui
arcar com os custos do estrago, da ordem de R$ 3.000,00 cada vez. A revenda
GM coloca a culpa na gasolina, mas troca as correias com 1/3 da quilometragem
recomendada no manual, claro, às custas do cliente.
Cito este caso, apenas para exemplificar as dificuldades de qualquer cidadão,
para tratar com os oligopólios oficiais.
Então imagine só o calvário para se utilizar um combustível
não convencional, e que por enquanto, por pura ignorância
e sacanagem, é inclusive boicotado, como é o caso do óleo
vegetal.
Não posso te dizer se vc vai ter problemas ou não utilizando
os óleos vegetais, pois pessoalmente ainda tenho pouca, embora
valiosa, experiência própria a respeito.
Veja, apesar de eu fabricar kits conversores de motores Diesel para óleo
vegetal, não posso utilizá-los... pois já foram apreendidos
meu caminhão 1113 e minha Suprema, que os utilizavam.
O que posso te garantir, é que já rodei 42.000 km no meu
carro Caldina Toyota japonêsparaguaio ano 92, que comprei com 191.000
km, e rodei e estou rodando com 93% de óleo vegetal e 7% de etanol...
sem sequer trocar a correia sincronizadora... sem kit... e sem problemas.
Saliento que este meu motor do ciclo Diesel é de injeção
indireta com pré-câmara, muito favorável aos óleos
vegetais, pois sua compressão e temperatura de operação
são maiores do que a dos motores de injeção direta.
Portanto, meu caro João Luiz, o que quero dizer é o seguinte:
Meu carro nacional zero km com combustível fóssil padronizado,
fiscalizado, marqueteado, distribuído pela porcobrás, me
deu um monte de aborrecimentos caros e cabeludos, enquanto meu carro paraguaio,
verdadeira sucata japonêsa, andando com magnífico biocombustível
desprezado, sacaneado, malfalado, roda que é um espetáculo.
E para completar, o setor dos oligopólios de óleos vegetais
é como vc diz, a putaria é tamanha, que vc consegue comprar
óleo mais barato no supermercado, na lata de 900 ml, do que a granel
na grande indústria.
Meu caro Demetrius
Realmente, o mundo todo baba pelo nosso álcool, pela nossa bioenergia,
pela nossa hidroeletricidade, e aqui, graças à abestalhante
mídia, falamos mal destas dádivas da natureza. Somos um
bando de frouxos, que deixamos nos ludibriar com besteiras, feito vacas
de presépio a serviço dos ladrões de colarinho branco.
Vcs aí no Japão não têm um pingo de energia,
importam até água, e mesmo assim o povo é bem pago,
enquanto aqui temos de tudo, e o povo trabalha por ninharia. A lógica
seria inversa. Só Freud explica...
Meu caro Deputado Elimar
Por que se demora tanto a aprovar um projeto de lei relevante a nosso
povo?
Está se esperando o quê?
Aí só se aprovam projetos com negados mensalões e
camufladas percentagens?
O que realmente acontece de bom aí neste reinado babilônico?
Meu velho guerreiro Oscar
Foi um prazer conhecer-te pessoalmente em minha última viagem
ao Paraíso, digo Paraguai.
Paraíso porque lá a polícia se contenta com pouca
propina, e não te impede de andar com a carbono sequestrante bioenergia...
Enquanto não nos rebelarmos contra a falácia das mídias,
e a responsabilizarmos pelas mentiras veiculadas, continuaremos sendo
explorados feito prostitutas analfabetas, por cafetões da pior
espécie.
Para corroborar com esta triste realidade, colo abaixo um texto que explica
a saída de Boris Casoy da Record, para "preservar" a
reeleição do Sr. Inácio.
Também abaixo um texto sobre a putaria dos preços do álcool
da atual entressafra. E mesmo assim, nenhum destes especialistas pensa
em permitir ao pequeno produtor fazer etanol para venda. Preferem importar
o produto, a "perder" a mamata dos oligopólios, caixinhas,
abraços, favores, etc.
Para levantar mais um pouco a saia do prostíbulo nacional energético,
acrescentei um texto sobre o prejuízo das porcas e estúpidas
termoelétricas nacionais...
E por fim, mais um ótimo texto de meu amigo Raimundo, sobre bio(inse)gurança...
Antiabestalhantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Qual ofensa é maior, chamar alguém de burro ou de
humano? Você já viu algum burro explorar outro burro? Declarar
guerra? Matar?" - Georges Bourdoukan
-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen
Enviada em: sexta-feira, 6 de janeiro de 2006 12:43
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Gerth Roland Fischer
Assunto: Bovinos (-)Menos metano?
Cientistas criam forma de reduzir gases (metano) do gado
O gado pode produzir 500 litros de metano por dia
Cientistas do Rowett Research Institute, da Grã-Bretanha, estão
testando comercialmente um aditivo alimentar natural que pode diminuir
a quantidade de gás metano produzido naturalmente pelo gado durante
a digestão.
O metano é um dos gases do efeito estufa. O gado pode liberar até
500 litros por dia desse gás, a maior parte disso ao arrotar.
Os pesquisadores descobriram que esse aditivo diminui a produção
de metano pelos ruminantes e começaram um processo de produção
comercial por um ano com um parceiro não identificado.
"Fizemos um teste com cordeiro recentemente e obtivemos uma redução
de 70% na formação de metano", disse John Wallace,
chefe da equipe.
Ganho de peso
"É muito bom para o meio ambiente, mas é vantajoso
para todos, pois o fazendeiro se beneficia também, já que
a energia do metano é mantida no corpo do animal".
"Isso significa que os animais ficam 10% mais eficientes. Para cada
10 quilos de alimento que consomem, eles produzem 10% mais de peso corporal",
explicou. Wallace.
A esperança é conseguir a mesma redução na
produção de metano obtida com cordeiros para ovinos e bovinos.
http://www.agrolink.com.br/inc/jr.asp?cn=72131&ul=90890&cid=29739&rt=1&cnd=0
Telmo.
-----Mensagem original-----
De: migueljorgems
Enviada em: quinta-feira, 5 de janeiro de 2006 08:34
Para: Fendel
JORNAL NACIONAL
Laurindo Lalo Leal Filho
"De Bonner Para Homer", copyright Carta Capital, 5/12/05
"Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido
em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza
a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira,
23 de novembro.
Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais
assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o
Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem
discussão.
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer
um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações
da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades
e foram convidados por
terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora
juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP.
Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os
levou ao Jardim Botânico.
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe
do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda
de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café.
E sua primeira informação viria a se tornar
referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático
"bom-dia", Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela
Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal
Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias
complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na
redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático
mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses
de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família
Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo
cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
A explicação inicial seria mais do que necessária.
Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal
Nacional é o do senhor Simpson. "Essa o Homer não vai
entender", diz Bonner, com convicção, antes de rifar
uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio
não compreenderia.
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos
- atender ao Homer -, passa-se à reunião para discutir a
pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas
responsáveis por determinadas editorias e pela produção
do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações
de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com
os seus representantes. Outras cidades também suprem
o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não
entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda
ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência
diária, acompanhada de perto pelos visitantes.
Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas
oferecidos pelas "praças" (cidades onde se produzem reportagens
para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo
é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião,
cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não
vão muito além do que está no papel. Ninguém
contraria o chefe.
-----Mensagem original-----
De: brazico
Enviada em: sexta-feira, 6 de janeiro de 2006 08:49
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: [Katavento] Sobre o projeto das florestas públicas
O governo (leia-se Congresso) vai sempre estar fazendo o jogo dos plantadores
de soja, criadores de gado e madeireiros. Muitos deputados são
delegados desta elite de destruidores, e isso já vem de governos
passados. Também muitos juízes e gente do primeiro escalão
são manipulados por esta gente. Haja lei ou não para o uso
das florestas públicas, tudo vai continuar como está: falta
de fiscalização, corrupção, influência
forte de políticos comprometidos com os monoculturistas, grilagem
escondida debaixo do tapete, ação de corruptores até
sobre as tribos indígenas, ministros do "faz de conta",
etc,etc. Se não elegermos ecologistas de verdade a destruição
vai continuar.
Sempre é bom lembrar que quem aprova ou não projetos de
lei nesse país continua sendo o Congresso Nacional, formado por
integrantes de todos os partidos. Ao invés dessa gente votar projetos
para reforma política, reforma judiciária e outras mais,
que realmente poderiam melhorar o país, prefere o blá-blá-blá
das CPMIs: Campanha Presidencial Maquiada de Investigação.
Sabemos que o Congresso que tá cheio de gente que manipula os meios
de comunicação em seus estados, e talvez por isso, o povo
mal informado vai continuar votando pra esse pessoal. Infelizmente.
Clérinson Dias. Curitiba/PR
-----Mensagem original-----
De: Armando Zoccola Filho
Enviada em: sexta-feira, 6 de janeiro de 2006 08:51
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Plenário vazio e o bolso de parlamentar cheio
Plenário vazio e o bolso de parlamentar cheio
Comentário da cientista política Lucia Hippolito na CBN:
" Todo ano é a mesma história. Deputados e senadores
não conseguem dar conta de toda a pauta, e o Congresso acaba sendo
convocado extraordinariamente para trabalhar durante o recesso.
Cada convocação custa uma fortuna para o país, e
os resultados têm sido pífios, menos do que medíocres.
Quase nada é votado durante essas convocações. Mas
o custo político para o Congresso tem sido enorme.
Este ano, parecia que as coisas seriam diferentes. O Congresso não
precisava ser convocado, apenas as CPIs e o Conselho de Ética da
Câmara precisavam continuar funcionando. Afinal, não dava
para interromper as investigações do valerioduto.
Mas não se encontrou nenhuma fórmula regimental que permitisse
apenas o funcionamento dessas comissões.
Por isso, o Congresso foi mais uma vez convocado extraordinariamente.
E, mais uma vez assistimos ao espetáculo de parlamentares devolvendo
os subsídios extras, outros que disseram que devolveram mas embolsaram,
outros ainda que pura e simplesmente receberam o dinheiro e ponto final.
Resultado: foi elaborada uma pauta com temas que deveriam ser discutidos,
mas como se sabe, é sempre uma lista “para inglês ver”.
Porque ninguém comparece, ninguém vota.
E fica tudo por isso mesmo.
Para diminuir o “mico” das próximas convocações
extraordinárias, bem que o Congresso poderia promover uma reforma
nos regimentos das duas casas, para que as Comissões Parlamentares
de Inquérito e os Conselhos de Ética, tanto da Câmara
quanto do Senado, possam funcionar independentemente da convocação
de todos os parlamentares.
O país economizaria uma fortuna. E os parlamentares seriam poupados
desse “mico” inacreditável.
Plenário vazio e bolso cheio. Ninguém merece."
-----Mensagem original-----
De: João Luiz Ryzik
Enviada em: quinta-feira, 5 de janeiro de 2006 11:32
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Queimar óleo de soja!
Gostaria que me informassem sobre a conversão do motor cummis
para queimar só o óleo de soja ou qualquer outro motor.
Eu estou usando o óleo de soja na S-10, 50% para diesel e 50% para
óleo de soja; e na fazenda estou usando até 100% de óleo
de soja.
Na região de Campo Mourão - PR, já tem agricultor
usando óleo de soja a mais de anos e sem nenhuma adaptação.
Sou morador de Floresta - PR, perto de Maringá, aonde tem um engenheiro
agrônomo que você deve conhecer - Paulo Milagres - ele já
usa o óleo de girassol 100% na Saveiro da Emater.
Fico feliz de saber que tem pessoas como você ainda no Brasil, porque
a maioria são covardes, com medo de abrir a boca para falar de
coisas boas, que no futuro próximo vai trazer benefícios
para a agricultura, que hoje se encontra no fundo do poço; eu também
sou curioso só que não tenho nenhuma formação
acadêmica.
Fui em busca de comprar o óleo de soja na Cocamar e eles me informaram
que não tem interesse de vender o produto para agricultores.
É uma covardia você integrar matéria-prima para esses
vagabundo e não poder retirar a mesma e nem poder comprar o produto
Agranel. Enquanto a maioria ficarem calados eles vão continuar
fazendo o que querem.
-----Mensagem original-----
De: demetriustavares
Enviada em: terça-feira, 3 de janeiro de 2006 05:08
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: cogeracao
Nao o conheço pessoalmente, mas como sou engenheiro industrial
eé pesquisando esta tecnologia, alem de estar morando atualmente
no Japao, pude atestar que, até este pais está aderindo
ao nosso proalcool. Infelizmente, ainda
estamos na idade da pedra, pois somos ainda governados por filhos da puta
e desejaria que Jesus, como espirita que sou e, acreditando e tendo a
certeza da imortalidade da alma, deveria pedir emprestado por 50 anos
ao Diabo o
Sr.Adolph Hitler do umbral e trazê - lo para o Brasil , a fim de
que ele fizesse a mesma limpeza, como foi feito no CRIME DA CERVEJARIA
.Mas tambem, acreditando no progresso das almas, tenho a certeza de que
um dia , seremos uma grande naçao de respeitadores da natureza,
guardando o nosso planeta para as futuras geraçoes. Por isso Sr.
Thomas, a sua luta não é em vão.
Desejo - lhe todo sucesso na divulgação e no esforco deste
trabalho tecnico e economicamente viavel e certamente veremos, um dia,
nosso país aderindo a tal tecnologia, permitindo-nos ser mais rapidamente
independentes dos
filhos da puta das multi e dos tecnocratas.
Felicidades.
Demetrius Tavares Silva.
De: Dep. Elimar Máximo Damasceno
Enviado em: quinta-feira, 29 de dezembro de 2005 21:17
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Agradecimento
Prezado Sr. Thomas,
Apesar do atraso da mensagem, agradeço sensibilizado suas palavras
em apoio ao PL de minha autoria e do Dr Enéas
Estaremos sempre ao inteiro dispor na construção de um País
verdadeiramente livre nas questões de soberania nacional.
Atenciosamente,
Deputado Elimar Máximo Damasceno
PRONA/SP
De: Oscar Baldoni
Enviado em: sexta-feira, 30 de dezembro de 2005 10:28
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Biodiesel
Dionisio Cerqueira, Santa Catarina, 30 de dezembro de 2005
Engenheiro THOMAS RENATUS FENDEL
Ilustre amigo de lutas :
Sabe o que penso ? Vivemos numa espécie de idade média,
onde o senhor feudal foi trocado por uma caterva de cretinos travestidos
de governantes. O senhor definiu-os como cleptocracia e acho que está
certo. Entre eles temos pouquíssimos exemplares que fazem alguma
coisa em pro dos idiotas que pagamos impostos. Situações
extremas de injustiças, levam ao cúmulo de entender os anarquistas,
que pregavam a rebelião contra as "autoridades".
Ontem descobri uma realidade, que é páreo junto à
sua vivência da proibição de empregar óleo
para os veículos = Respeito seu ponto de vista contrário
ao biodiesel. Mas, por um momento peço lhe o favor de entender
o drama dos produtores da fronteira agrícola. Eles estão
duplamente penalizados por causa do elevado valor do óleo diesel
(R$ 2,11 em Alta Floresta) e do baixo preço que oferecem por suas
produções de alimentos = (R$ 11,00 o saco de arroz em Sinop).
Desafio a qualquer um, que possa explicar os custos. A moeda dos dominadores
do mundo ( o maldito dólar) esteve a R$ 4,00 e agora está
a R$ 2,30 Quero saber a quanto estava o barril de porcotróleo nessa
época e quanto está agora e se acompanharam as flutuações.
Acho que não.
O que descobri e comentei com autoridades decentes desta cidade (tem algumas),
é que a exigência de ter como capital mínimo o valor
de R$ 500.000,00 para produzir biodiesel, significa na prática
uma reserva de mercado para os graúdos, negando a defesa para o
produtor, duplamente penalizado como expliquei.
Toda essa papagaiada que escutamos por ali, inclusive que poderá
ser uma solução para os sem terra, é mentira. A lei
tem número = 11.116 e obriga a colocar um medidor de fluxo de produção.
Francamente, engenheiro, como pioneiro, colono, desbravador e patriota,
me sinto lesado.
No tempo do presidente Figueiredo, houve uma tentativa de compensar um
pouco o esforço do colono, igualando o valor do combustível
no pais inteiro. A idéia era que ajudava de essa forma, porque
quanto mais longe estava, significava que estava desarrolhando um sacrifício
proporcional. Aconteceu que houve abusos enormes. Eu vi um "posto
fantasma", numa estrada rural. Tinha um cartaz com um número,
mas não passou do papel. Nem os tanques colocaram, mas deve ter
vendido muitos milhões de litros de combustível ... que
saiam das destilarias, ficavam no estado de São Paulo e faziam
a festa com o valor do frete.
Hoje estamos pior do que nunca. Na Argentina ainda há um pouco
de consideração : Há um confisco para a exportação,
mas subsidiam um pouco o combustível. Tem gente que carrega em
cidades de Misiones, porque aqui, na beirada, nunca tem. A diferença
é grande.
Espero que o novo ano esforce nossas já poucas neuronas funcionando,
para que inventemos alguma coisa válida. Não tenho mais
saco para agüentar injustiças. Estou na idade de me aposentar
e isso me da medo. Eu, que não tremi nem na frente das onças,
sem armas, tenho medo do futuro, da velhice, de morrer na fila de um mal
chamado hospital, de não poder pagar uma mafia da medicina pré
paga, de comprovar que há 50 anos eu teve uma esmerada educação
muito boa, outorgada pelo estado e hoje, meus sobrinhos tem uma educação
medíocre que custou uma fortuna em colégios pagos.
Tenho saudades da liberdade que existia nas ruas, quando podíamos
circular livremente sem perigos e o policial era conhecido e amigo da
gente correta.
Ainda dou graças por morar no interior, porque em São Paulo
você está preso na sua casa. Não que seja uma garantia
de segurança, porque ninguém está a salvo. Mas, sai
dali, só para se enfiar num shopping, porque a degradação
do que era um passeio normal, ficou na lembrança dos mais velhos.
Tenho nojo de políticos que viajam, comparam formas de vida no
exterior e nada fazem pelo povo. Não dá para comparar o
preço da condução no México, na Argentina,
com o que somos obrigados a pagar.
Eu sei que o senhor não acredita em Deus. Não é para
acreditar mesmo, porque se existe, é um cretino que nos obriga
a passar o inferno aqui, nesta terra eivada de injustiças.
Receba o abraço do Velho Guerreiro, Oscar.
Pressões do Governo derrubam Boris Casoy
BOMBA: Pressões do Governo derrubam Boris Casoy Como já
vinha sendo divulgado há tempos, a Record vinha sofrendo pressões
do governo para tirar Boris Casoy da sua reportagem.
Boris Casoy vinha sendo duro em suas críticas ao governo, que com
isto não estava nada satisfeito. Ele cobrava providências
que não eram tomadas e batia forte nos escândalos que estavam
sendo encobertos e
transformados em pizzas.
Boris, com seu espírito independente, não aceitava reduzir
as críticas, aliás muito bem feitas e fundamentadas. O que,
num ano de eleição, é catastrófico.
O afastamento do ÂNCORA do TELEJORNALISMO da Rede Record era um
dos objetivos fundamentais para não perturbar a campanha pela reeleição
do pres. Lula.
A notícia que circula é que teria havido um acordo, com
boa indenização para Boris e seus colaboradores, para a
demissão de todos, inclusive da notável comentarista Salete.
E deste acordo deve certamente constar que todos ficariam de "bico
calado".
Esperemos pela confirmação da notícia e como ela
será divulgada pela mídia. Que, de qualquer modo, será
uma enorme perda para a liberdade de imprensa e uma demonstração
cabal de que estamos diante de um governo que não poupa esforços
para se eternizar no poder.
Governo recua e descarta importar álcool
O governo não irá "atropelar" o mercado de álcool,
que é livre, mas tentará um acordo com os usineiros para
evitar que o preço do produto continue em alta durante a entressafra,
segundo afirmou hoje o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele
descartou a possibilidade de confisco dos estoques do combustível.
O governo também desistiu de importar o combustível dos
Estados Unidos.
"Há espaço para construir uma solução
sem confronto", afirmou o ministro, que aposta em uma "sensibilidade
dos produtores de álcool", que deverão se reunir na
próxima semana antes que o governo adote alguma medida sobre o
assunto.
Ontem, o diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia
do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, havia cogitado
medidas como o confisco dos estoques ou a importação do
combustível dos EUA caso não houvesse um acordo com os usineiros.
Hoje, a única medida que não foi descartada por Rondeau
foi a possibilidade de reduzir de 25% para 20% a quantidade de álcool
misturada à gasolina "se isso resultar em um benefício
para o consumidor". (Fonte: Correio Braziliense)
Termoelétricas deram prejuízo de R$ 1,8 bilhão
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a Petrobras
acumula prejuízos de R$ 1,8 bilhão com contratos firmados
em 2001 para construção e operação de usinas
termoelétricas. O pente-fino do TCU na estatal também aponta
irregularidades em contratos de pessoal, de advocacia e de serviços
de consultoria, entre outros. Os prejuízos nas operações
com usinas termoelétricas estão concentrados em três
contratos, celebrados com as empresas MPX Termoceará (R$ 192 milhões),
Enron (R$ 1,2 bilhão), El Paso e Sociedade Fluminense de Energia
Ltda (R$ 500 milhões). Segundo os auditores, a Petrobras contratou
todas sem licitação e firmou compromisso de arcar com quaisquer
prejuízos decorrentes dos serviços. Os ministros do TCU
determinaram que os técnicos conduzam uma investigação
profunda sobre esses contratos. (Fonte: O Povo(CE)
POR QUE LULLA ASSINOU
A LEI DE BIO(INS)SEGURANÇA
Raymundo Araujo Filho*
Em primeiro lugar, por que mais este desatino do nosso presidente eleito
(mas muito ruim de governo) faz parte de sua completa ignorância,
falta de capacidade e de elementos básicos para poder raciocinar
com a grandeza que seria necessária para a tomada de decisões
desta magnitude. E isso não tem nada a ver com falta de cultura,
mas sim com a sua já famosa tizunâmica preguiça intelectual.
Em segundo lugar, porque este governo tornou-se refém dele mesmo.
Ou seja, ficou amarrado no emaranhado de acordos políticos e dependências
idem, a partir do momento que oPTou em não se valer da mobilização
de um povo esperançoso e majoritário que o elegeu. E não
para fazer revoluções, mas apenas simples reformas.
Depois, porque a articulação, já no seu primeiro
mês de governo, do seu então primeiro ministro (hoje deputado
cassado) José Dirceu que em janeiro de 2003 foi ao RS negociar
com o reacionário Carlos Esperoto, o presidente da FARSUL (ruralistas
gaúchos) a liberação dos transgênicos, em troca
de apoio político da bancada ruralista. Ali começou o processo
de liberação fraudulenta pelo governo, ao arrepio da Lei
e através de medidas provisórias, da soja transgênica.
Hoje a avenida está aberta para o contrabando de milho, girassol
e algodão transgênicos, como já é noticiado
pelos meios de comunicação.
Ali começou a derrocada da ministra do meio ambiente, Marina Silva,
que foi e é enxovalhada cada dia mais neste (des)governo, desnudando
(com todo o respeito) a sua fraqueza política e incapacidade de
articulação social, como é fato.
Também, porque este governo, que deveria ser dos trabalhadores,
nada mais é do que uma casa de tolerância aos lobbys de todos
os tipos. Lembrem-se que a ministra de ferro Dilma Roussef recebeu todo
o lobby pró transgênico em seu gabinete, pouco antes de enviar
para a sanção presidencial o famigerado projeto.
Assim, e ao lado da ala mais reacionária e comprometida com o que
a de pior e mais avassalador em termos estratégicos e geopolíticos
da dominação internacional, com a qual o presidente Lulla
se alinha, sem nenhuma vergonha, estes são os principais motivos
desta absurda assinatura desta lei de bio(in)segurança.
Mas há outros aspectos:
O primeiro deles é que temos uma comunidade científica e
política de dar dó, de tão reacionária e permeável
ao verde poder de $edução que se mostraram.
Nunca tantos cientistas e políticos foram tão tocados por
mordomias, viagens, congressos, propaganda enganosa e, por que não
dizer, os prováveis mensalões, mensalinhos e merendinhas,
símbolo maior, neste momento, da corrupção generalizada
e sistêmica que acomete o Brasil.
Vemos um festival de artigos com afirmações duvidosas, quando
não falsas, antagonizando questões incompatíveis,
como a da permissão da utilização de embriões
indiferenciados para as pesquisas médicas, coisa que não
poderia nunca ter sido enfiada na mesma medida provisória transgênica.
Financiou-se uma torrente de discursos e articulações políticas
perversas, por parte dos nossos políticos vaquinhas de presépios
que dão leite à base de muita propina.
Dinheiro a rodo rolou, todos intuímos. Mas poucos dizem.
Mas temos ainda outra faceta desta tragicomédia política,
que tem o Arlerquim Lulla como protagonista. Como um verdadeiro polichinelo
alienado. Ou um Sassá Mutema de sapatos. Um Curupira ou, por que
não uma reivivicação do Macunaíma, o símbolo
do servilismo “esperto”.
Esta faceta a que me refiro, se personaliza naqueles que deveriam ter
responsabilidades sociais, por fazerem parte das direções
das organizações do Movimento Social e expressões
da inteligência brasileira (não unanimemente, é bom
que se deixe claro).
Refiro-me aqui as direções do MST e congêneres, UNE,
CUT, FETRAF, ONGs em geral, lideranças como João Pedro Stédille,
Manoel Conceição Santos, Olívio Dutra, Vladimir Palmeira,
além de personalidades como Frei Beto, Leonardo Boff, Marilena
Chauí, Emir Sader, que se dizem identificados com a s causas populares,
mas que envoltos, talvez, com as suas relações ambivalentes
com o Poder exercido desastrosamente pelo presidente que eles pensavam
que iria defender as causas populares, calam-se vergonhosamente.
Alguns estão mudos até hoje, como p.ex., o Olívio
Dutra defenestrado do ministério para dar lugar a um seu companheiro,
só que do partido político do Maluf. O Manoel Conceição
Santos (velho líder dos trabalhadores rurais), prestes a ser homenageado
com um livro sobre sua vida recolhe-se após fragorosa derrota no
seu estado, o Maranhão. Parece satisfeito com a s migalhas que
vem ganhando pra a sua base, a CCAMA, e vai ganhar do (des)governo Lulla,
mesmo tendo denunciado publicamente a ilegitimidade do processo eleitoral
do PT maranhense, mas permanecendo docilmente no partido.
Outros como a filósofa Marilena Chauí, que há poucas
semanas declarou que às vezes os intelectuais deveriam ficar em
silêncio (saudades da ditadura?), recentemente deu entrevista no
jornal do MST dizendo que apesar de tudo, a solução está
em Lulla e no PT.
Na mesma linha Leonardo Boff escreve neste mesmo jornal dois editorias
em cerca de sessenta dias dizendo que a esperança está no
PT e bola p´rá frente e outras baboseiras que só desnudam
a fragilidade intelectual desta desinteligência brasileira. O Frei
Beto, este, enganado, tirava onda de íntimo da família do
Lulla que, mas tão íntimo que não percebeu a mudança
operada em seu íntimo amigo e confidente, o presidente Lulla.
Vamos agora ao Stédile. O que faz este gajo a não ser reclamar
do 2º e 3º escalão do governo, como se não fosse
o presidente Lulla o responsável pelas políticas de seu
(des)Governo? Onde está a sua capacidade de mobilização
de sua aguerrida militância para impor ao presidente, pelo menos,
uma vigília pacífica de uns dez mil militantes em seus jardins?
Para ao menos gerar um ônus político ao seu amigo e correligionário
de partido, ao assinar a famigerada Lei de Bio(in)segurança.
E as ONGS, de Boletins em Boletins virtuais e reuniões no setor
rural, totalmente fora da mídia, apenas criticam o periférico,
negando-se a urbanizar de verdade este debate. Afinal poderia respingar
no presidente Lulla, de cujo (des)governo saem grande parte de seus proventos
através das verbas ministeriais para seus projetos.
Foi notável a omissão do ex-guerrilheiro Jean Marc von der
Weid negando-se a fornecer para a TVE-PR uma filmagem do então
candidato Lula, em 2002 e frente a cerca de dois mil agricultores, dizer
que “era uma burrice plantar transgênicos”. Burrice
foi votar nele!
E já se preparam as ONGS para nomear seus dois representantes no
colegiado viciado da CTNBio, já se dizendo vitoriosos pois vigiu
a cláusula dos 2/3 necessários no tal colegiado da Monsanto,
digo, da CTNBio (Comissão Técnica de Biossegurança),
agora plena de poderes. Vão ser institucionais assim na praia!
Assim, o presidente Lulla assinou a Lei de Bio(in)segurança pois
não houve verdadeira oposição nem por parte daqueles
que deveriam honrar pelo menos os seus passados históricos, hoje
ofuscados pela adesão pelega que fazem a este (des)governo.
E todos já se preparam para a campanha do ano que vem com o eslogan:
Ruim com ele, Pior sem ele! Lulla presidente.
Vai atrás que eu vou na frente!
*Raymundo Araujo Filho é Médico Veterinário Homeopata
_________________________________xxxx_____________________________
Meu caro Conte
Esse papo de energia limpa, a partir dos fósseis, é pura
estorinha de Papai Noel.
É como dizer que o trenó é movido a pedrada, desconsiderando
que os veadinhos certamente comeriam capim e milho. Só que, além
de contrariar a lei da gravidade, desrespeitar Newton em sua lei da ação
e reação nos cascos dos bichinhos; precisaríamos
andar aqui embaixo, de chapéu ou capacete, para nos proteger da
chuva de dejetos, em épocas natalinas.
Voltando à realidade, nunca será viável ao homem
seqüestrar o CO2 (gás carbônico) dos combustíveis
fósseis, a não ser pela magnífica e desprezada fotossíntese.
Aliás, foi a própria ignorada fotossíntese que retirou
praticamente todo o CO2 da atmosfera nos últimos 650 milhões
de anos, e que o homus porkus, nos últimos 100 anos, está
devolvendo ao ar.
Quando ainda não havia vida no universo, a 650 milhões de
anos, existia 16% de CO2 na atmosfera, acompanhado de mísero 1%
de O2 (oxigênio).
Então, por um belo e puro acaso da evolução, surgiu
algo como uma célula primitiva, que além de ser a primeira
forma de vida, tinha a capacidade de se reproduzir, além da fenomenal
capacidade de absorver CO2 do ar, liberando O2 fotossintético.
E os acasos foram se sucedendo e surgiram todos os vegetais e na sequência
dos acasos, os animais. Em menos de 100 bilhões de anos, os vegetais
se multiplicaram exponencialmente e comeram praticamente todo o CO2 atmosférico,
com a consequente liberação de enorme quantidade de oxigênio
atmosférico, que hoje chega a 21%.
Nos últimos 50 bilhões de anos, excluídos os 100
anos mais recentes, a concentração de CO2 atmosférico
era de apenas 0,03%, e hoje, devido ao porco e ignorante homem, caminhamos
para 0,04% de CO2 na atmosfera, com tendência de crescimento, gerando
o atual desequilíbrio ambiental. E a causa desta elevação
de CO2 atmosférico é exclusiva ao desenterramento e queima
dos combustívelis fósseis, incluso o sujo gás natural,
igualmente emissor de CO2.
Então, meu caro Conte, a única maneira racional de seqüestrar
este excesso de carbono no ar, é promovendo a fotossíntese,
através do uso e plantio dos espetaculares biocombustíveis,
tornando o saldo de carbono sempre negativo, pois nunca se utiliza todo
o vegetal, e o carbono do farelo tem de ser creditados aos veadinhos do
papai noel ou às vacas dos fazendeiros, e nunca à bioenergia.
Portanto o saldo de CO2 dos biocombustíveis não é
neutro como pregam os doutores "Maria vai com as outras" mas
sim negativo. No lugar do efeito estufa, podemos facilmente promover o
efeito refrigerador, através das bioenergias.
Meu caro Mauro e meu caro Eduardo
O resultado da globalização de mão única,
é o enricamento dos grandes grupos industriais, em detrimento dos
povos, cada vez mais miseráveis.
Assim, a máfia da desinformação trabalha em prol
da alienação humana, e temos como resultado a veiculação
de crenças e "verdades" que são verdadeiras fábulas
mirabolantes e mentirosas.
O Eduardo condena corretamente a energia nuclear, pois a fissão
sempre resulta em lixo radioativo e a fusão, tal qual ocorre no
sol, nunca será possível aqui na terra. Mas em relação
às fabulosas hidroelétricas, o Edurdo escorregou feio no
tomate, pois não existe energia mais limpa, bela e barata do que
a hidráulica, afora a bioenergia. Os problemas decorrentes de seu
mau uso são apenas administrativos, com origem na corrupção
e ignorância, onde o crime maior, o das tarifas hipócritas,
é completamente ignorado. Também tenho que discordar do
Eduardo na questão da bomba atômica ou mais corretamente
da bomba nuclear. Afinal, também sou contra, se todos não
a possuíssem. Mas deixar apenas alguns ladrões com ela,
e o resto sem, para mim é banditismo, é putaria neoliberal
escravagista. E por fim, meu caro Eduardo, esqueça o hidrogênio.
H2 é falácia, é uma verdadeira estorinha ilusória.
Um pedaço de pau molhado e pôdre contém mais energia
útil do que um tanque de H2 liquefeito a -253C, de mesmo tamanho,
além de ser 1 milhão de vezes mais barato, e de diminuir
a concentração de CO2 atmosférico.
Meu caro Gerhard
Teu relato abaixo sobre a globalização retrata a triste
realidade atual, e recomendo a todos sua leitura. Parabéns.
Meu caro Celso e meu caro Biopirol
Também acho que votar "00", confirmar e anular o voto,
é a única solução pacífica para o Brasil.
Assim a rataiada vai ter muito mais respeito com seus fornecedores de
queijo, resultando numa reviravolta política, que finalmente irá
moralizar a coisa pública.
Não dá para ter muita calma, chega de engambelação.
Meu Caro Paulo Bindgalvão
Certamente será possível a montagem em grande escala dos
kits para transformar motores Diesel para óleo vegetal.
Mas antes disso, temos que qualificar e experimentar exaustivamente os
kits e os óleos.
Então, por enquanto estamos na fase de distribuir kits para testes
de durabilidade.
Claro que o ideal são motores específicos a óleo
vegetal, mas enquanto a grande indústria continua cega, vamos improvisando
com óculos, digo, com kits.
Assim com a prensa de óleo vegetal que vcs produzem, estamos caminhando
para a racionalidade.
Meu caro Miguel
Obrigado pelos elogios. Realmente, o importante é persistir.
Meu caro Baldini
Só faltou um pouco de comunicação, para que eu tivesse
participado de vosso seminário.
Mas certamente, este ano, não cometeremos esta falha, pois como
vc bem sabe, eu tenho o máximo prazer e empenho em participar nos
eventos que promovam as energias sustentáveis.
Que bom que o Orlando do CENBIO participou falando de motores a óleo
vegetal, assim minha consciência pesa um pouco menos.
Parabéns pelo evento.
Meu caro Paulo
No teu caso, utilizando um motor de injeção indireta com
pré câmara e óleo vegetal refinado, o kit parece não
ser necessário.
Mas sem o kit, logo teu filtro de combustível vai te incomodar.
De qualquer jeito, o kit num motor com pré câmara, aumenta
a vida dos filtros, do motor, da bomba injetora, etc.
Com 50% de óleo refinado, penso que vc não vá ter
problemas nunca, muito pelo contrário, teus problemas serão
menores agora... pois eu já rodei 43.000 km com 90% de óleo
de fritura e 10% de etanol.
Para verificar o óleo basta observar a vareta. Quando ele plastifica,
ele engrossa na vareta também.
Se vc comprar um óleo lubrificante barato e trocar o óleo
a cada 5000 km, vc provavelmente não terá problemas, pois
eu agora passei a trocar com 7000 km.
Com 50% de óleo refinado, super filtrado, é provável
que tua bomba injetora tenha uma vida maior do que com Diesel...
As regulagens permanecem as mesmas.
Tua única preocupação é com a polícia...
caso algum queira mostrar "serviço".
Meus demais caros:
Abaixo segue um texto, que trata sobre o óleo vegetal refinado
utilizado em MT como combustível.
Afora os exageros e os erros de mídia, o texto é bom, e
demonstra o potencial dos fantásticos óleos vegetais.
Em contrapartida a essa boa notícia, colei outra que demonstra
a calamidade, a prostituição energética nacional,
no caso sobre a usina de Itaipu, onde malabarismos contábeis resultam
num inacreditável caixa 2 de 100% do faturamento.
E por fim, vale a pena ler o texto de meu amigo Pantaneiro, que demonstra
serem as pizzas planaltinas, na realidade, buchada azeda de dinossauro...
Antiabestalhantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Qual ofensa é maior, chamar alguém de burro ou de
humano? Voce já viu algum burro explorar outro burro? Declarar
guerra? Matar?" - Georges Bourdoukan
-----Mensagem original-----
De: Paulo Conte
Enviada em: quarta-feira, 11 de janeiro de 2006 12:24
Para: Fendel
Assunto: POLUIDORES DEBATEM USO DE ENERGIA LIMPA SEM AFETAR CRESCIMENTO
Seis dos países mais poluidores do mundo reúnem-se em Sydney
nesta semana para defender a adoção de tecnologias de energia
limpa como uma via de combate às mudanças climáticas
sem o sacrifício do crescimento econômico. Estados Unidos,
Japão, China, Índia, Austrália e Coréia do
Sul realizarão o primeiro encontro da Parceria Ásia - Pacífico
para o Desenvolvimento Limpo e o Clima, um pacto que, segundo afirmam,
complementa o Protocolo de Kyoto. Mas, diferente do que acontece, no caso
do protocolo, os seis países não fixarão metas para
cortar as emissões de gases do efeito estufa e, segundo alguns
analistas, qualquer medida adotada por eles deve ser vaga. Autoridades
disseram que a parceria pretende criar um fundo para ajudar a desenvolver
tecnologias de energia limpa. A Austrália, por exemplo, doaria
inicialmente US$ 75 milhões para dar início a esses programas.
Os países presentes em Sydney também devem tentar atrair
apoio da iniciativa privada para o desenvolvimento de tecnologias como
a do carvão limpo e da energia renovável. Os seis países
respondem por 45% da população mundial, por 48% da emissão
de gases do efeito estufa e por 48% do consumo de energia. Analistas e
grupos ambientalistas acreditam que a tecnologia envolvida no carvão
limpo, que usa vários métodos para diminuir a emissão
de gases como o dióxido de carbono, será um ponto central
da parceria. Fonte: Gazeta Mercantil, 10.01.2006
-----Mensagem original-----
De: Mauro Schorr
Enviada em: domingo, 8 de janeiro de 2006 11:01
Para: vários
Assunto: Triunfo do programa nuclear brasileiro?? - A desinformação
de Aldo Rebelo
Sr. Eduardo
Então encontrei um texto de um cara que diz tudo e mais um pouco,
do nível que gosto, bem atual
Obvio que o sentimento que fica em meu estômago é de nojo
completo sobre esta situação neo-colonial onde a ainda insistente
nação está fatiada na mão de ultragananciosos
politicos, com seus super egos demoníacos.
Bom, o que dizer deste congresso e senado, desta grana toda, destes 400
a 500 milhões anuais ou mensais que estão chupando com suas
mentiras e egoidades, vivdem vida feudal de reis
Deste 2.5 bi que fluiu do valerioduto, sem nem o Lula que voou 5 vezes
o planeta nem pode ver, ou nem administrar
Destes milhoes que a rede globo torra com milhares de artistas, que estão
a serviço de quem, de nosso povo, de nossa ecologia mesmo?
Bom, ainda tem as religiões, a elitizante e deturpada ou capturada
mensagem do Cristo que sabe lá por que, hoje usa barba, roupa vermelha,
é bem gordo e mora no artico ...
Mas então, espero que gostem do artigo, é bem sensato, e
vamos repúdiar, se possível esmagar esta classe tirana politica
e dizer um gde não ao seu Lula e a qq politico babaca, mentiroso
e limitado
Mas vejam bem, temos por obrigação nesta encarnação,
de montar então um partido politico nosso e termos nossos candidatos,
sem a viadagem do Gabeira e seu discurso também pequeno burgues
inútil, por ex
Por que o PV é outra inutilidade no Brasil
Desculpem a franqueza, depois de 20 anos nesta estrada a gente sabe onde
enfiar bem fundo nosso dedo
Saudações
Orua
Triunfo do programa nuclear brasileiro?? - A desinformação
de Aldo Rebelo.
Comentário sobre a matéria "Triunfo do programa nuclear
brasileiro, artigo de Aldo Rebelo", publicada no JC e-mail 2928,
de 03 de Janeiro de 2006 e no "Gazeta Mercantil": >>
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=34243
O discurso do nobre deputado não é científico; é
político! Por isso, nas próximas linhas, refiro-me com tanta
ênfase a Sua Excelência e a seus iguais.
É lamentável que um parlamentar com tão importante
cargo tenha visão tão limitada, estreita e enganada sobre
assuntos de tamanha importância, como geração de energia,
segurança nacional, política internacional e organizações
não governamentais.
Lamentável, também, é ouvir, de Sua Excelência,
que um dos campos em que mais se avançou no Brasil nos últimos
30 anos, foi o da energia nuclear. Mentira! Avançamos timidamente
em uma tecnologia medíocre, basta analisarmos os dados referentes
às usinas Angra 1, 2 e 3: São ultrapassadas! Aliás,
quando foram compradas já eram obsoletas na Europa - e pagamos
uma fortuna pela sucata! os melhores argumentos que os "entendidos"
no assunto têm, para que concluamos a implantação
de Angra 3, são os de que a mão-de-obra especializada para
construí-la está envelhecendo e acabará sendo desperdiçada
e de que, quanto mais demoramos a construí-la, mais cara ela se
tornará... argumentos pífios, para não dizer mais!
Ora, então devemos comer comida estragada, só porque custou
caro? ou porque o cozinheiro é tradicional e bem treinado?
E, ainda que tal avanço fosse verdadeiro, mesmo assim seria lamentável,
pois, à cópia dos soviéticos (e, mais recentemente,
dos russos, com o Kursk e o AS-28) e dos outros cegos políticos
do mundo, estaríamos comemorando um tremendo desvio ético,
social, espiritual e científico – produzimos energia nuclear,
somos recordistas em prospecção de petróleo em águas
profundas, planejamos transposições mirabolantes das águas
dos rios, temos até alguns brasileiros na NASA, projetando estações
espaciais e viagens a Lua e a Marte, enquanto nossos irmãos passam
fome e morrem de frio e enquanto poluímos de todas as maneiras
possíveis o planeta que a Natureza nos emprestou... Que raio de
desenvolvimento é esse? Gabar-se de termos desenvolvido algo melhor
que os "donos do mundo", nesse tipo de tecnologia, é
o mesmo que gabar-se de finalmente termos aderido aos transgênicos
(coisa de americano também), ou de termos inventado alguma estupidez
mais eficaz para desequilibrar a Natureza.
Ao contrário do que diz Sua Excelência, o verdadeiro desenvolvimento
nessa área nuclear é o que tem acontecido nos países
realmente mais desenvolvidos socialmente e que têm tido, a cada
dia mais, a participação de homens de bom senso e realmente
voltados para a verdadeira ciência; nesses países, tanto
a população, quanto os governos, já questionam a
validade e a segurança da energia nuclear e já há
políticas privadas e públicas, concretas, para a geração
de energia limpa, seja através do Sol, dos ventos, da biomassa,
ou de outras fontes não agressivas aos seres e ao ambiente; discute-se,
até, a desconstrução de usinas hidrelétricas,
por terem alterado totalmente as paisagens, os microclimas, as dinâmicas
de sedimentação, os relevos e as formas dos rios, que, em
muitos casos, acabaram sendo transformados em imensos canais retos, entrecortados
por barragens. Isso sim é avançar no conhecimento nuclear!
Isso sim é Ciência! Não essa mediocridade que Sua
Excelência comemora, que não passa de um oportunismo capitalista
e tecnológico, sem qualquer ponderação filosófica
e realmente Científica; não é porque temos alguma
possibilidade técnica ou tecnológica de construirmos alguma
nova máquina, equipamento, ou seja lá o que for, que devamos
fazê-lo; antes é preciso responder a certas questões:
"A quem interessa?"; "Quem lucra?"; "Pode ser
prejudicial"; "Há necessidade real para tal?"; enfim,
deve haver ponderação Científica e de todos os segmentos
da sociedade.
Sua Excelência desconhece que o custo de produção
de energia nuclear, hoje, é semelhante ao custo de utilização
da energia eólica; e isso, sem falar na complexidade técnica
para implantação e manutenção e considerando-se
apenas um cálculo econômico simplista, ingênuo e imediatista,
pois, no médio e longo prazos, os impactos ambientais e os custos
de armazenamento dos rejeitos nucleares superam, em muito, os custos das
energias limpas, inclusive da solar, que atualmente, e ainda por pouco
tempo, apresenta custos de implantação um pouco mais elevados,
segundo os tais cálculos econômicos simplistas.
Sua Excelência desconhece, também, que a visão armamentista,
desenvolvida pelas medíocres potências da "Guerra Fria"
é pura ilusão ideológica, uma vez que não
garante segurança a ninguém; muito pelo contrário,
difunde o medo e a violência e aumenta as probabilidades de matarmos
pessoas, sejam de que nacionalidade forem, de inviabilizarmos a vida humana
e de outros seres no planeta Terra e, até mesmo, de destruirmos
fisicamente o planeta e outros astros.
Sua Excelência desconhece que de quase nada adiantaria termos um
submarino de milhões de dólares (se funcionar um dia...)
para determos as investidas dos "poderosos" do mundo, a não
ser para que nossos governantes justifiquem suas mediocridades e antecipem
o desencarne de milhares de nossos irmãos, ingênuos militares,
que sem razão empunham suas armas e com sua carne lubrificam o
canhão, além de milhares ou milhões de civis, que
se não morrem pelos conflitos armados, morrem de fome ou de ignorância,
por terem seus recursos, de pleno direito, desviados para a guerra, ou
para uma suposta prevenção dela.
Sua excelência desconhece que a pirataria e, especialmente, a biopirataria
se fazem é por vias muito menos belicosas, com piratas camuflados
de turistas ou de cientistas, que, se não nos roubam de alguma
forma descarada, podem, aproveitando-se da situação miserável
em que nos encontramos como nação, pagar ao matuto brasileiro,
que passa fome, não tem emprego nem escolaridade, e que é
explorado por uma elite absurdamente mais abastada que ele, que se camufla
de "Dotô", de "Otoridade", de "governante",
de "magistrado" ou de "parlamentar" e que chafurda
na hipocrisia, na iniqüidade e no crime, às custas dos nossos
impostos e da nossa tolerância; os "gringos" chegam, por
exemplo, a pagar a esse matuto, e, muitas vezes, para crianças,
filhas dos matutos, R$5,00 por uma aranha, cujo veneno põe em risco
a vida de quem a manipula, e que levada para a Europa pode ser vendida
por algumas centenas de dólares e, pior, que servirá para
o desenvolvimento de medicamentos, que depois nos serão vendidos
a preços imorais.
Agredir as Organizações Não Governamentais internacionais,
sem citar nomes e colocando-as todas no mesmo nível de falta de
seriedade, idoneidade e imparcialidade, argumentando que são responsáveis
por um complô para nos manterem em condição de subdesenvolvimento,
seria ingenuidade, ignorância, ou puro descaramento mesmo? Reflita
o leitor, eu já tenho minha opinião... o fato é que
as ONGs são a alternativa a essa imoralidade, a essa hipocrisia,
a essa agressão, a essa insensatez, a essa inépcia, a essa
inação, que teimamos em chamar de governo: A corte que mudou
de nome, a escravidão que mudou de nome, o despotismo bestial que
mudou de nome. O próprio deputado, traído pelo subconsciente,
deixa escapar "...A jóia da coroa é o Centro Tecnológico
da Marinha..." - Jóia da Coroa! Não do povo...
Não precisamos construir, ou ter condições para a
construção de uma bomba atômica, para concluirmos
que o programa nuclear é uma grande falácia.
O pior é que a visão de Sua Excelência é a
que infelizmente, ainda, predomina nos três Poderes e nas instituições
sociais e governamentais, que têm o poder de decisão do nosso
futuro. É lamentável ainda encontrarmos esses enganos e
desinformações em nossa sociedade e, principalmente, em
nossos governantes.
E, mais uma vez traído pelo subconsciente, ou pelo desconhecimento
histórico, a proposta do nome para o submarino vem bem a calhar
para desmascarar a fachada comunista adotada por Sua Excelência,
ou para pôr em dúvida a coerência ideológica
de seu partido: José Bonifácio de Andrada e Silva não
era um homem do povo; era, sim, um representante da elite brasileira que
se formara e ganhara força; Sim, tinha intenção de
tornar o Brasil independente de Portugal... mas para torná-lo dependente
da elite que representava.
Fascista, nazista, anarquista, comunista, marxista, trotisquista, lenista,
chauvinista, criacionista, darwinista, lamarquista, o "ista"
que for... Pouco importa! É o paradigma de nação
e de desenvolvimento, que temos cultivado, é que é o grande
equívoco; o resto, são rótulos e visões diferentes,
da mesma fatalidade.
Se os países ricos, e seus ricos habitantes, teimam em usar da
violência, para imporem sua suposta "supremacia" e, de
meios agressivos e antiecológicos, para a produção
de sua energia, isso não quer dizer que devamos cometer a mesma
estupidez; devemos mostrar ao mundo os bons exemplos de que somos capazes:
Energia eólica, energia solar, energia de biomassa, aperfeiçoamento
dos geradores das hidrelétricas já existentes, energia do
hidrogênio e tantos outros... Será que, ainda assim, devemos
pensar em submarinos e energia nuclear? Nem para a segurança nacional!
Segurança nacional se faz com eqüidade e com igualdade social,
material e educacional.
E, se temos que conviver com esse modelo de nação, que seja,
no mínimo, com parlamentares que ao menos honrem o gordo salário
que recebem, além das tantas outras imorais ajudas de custo e dos
salários extras para convocações extraordinárias
inúteis, como todos, a nação inteira estupefata,
indignadamente temos assistido atualmente! Esse sim deveria ser o principal
assunto de Sua Excelência...
Eduardo Ayres.
eduardoayres@yahoo.com.br
-----Mensagem original-----
De: Gerhard Erich Boehme
Enviada em: segunda-feira, 9 de janeiro de 2006 18:23
Para: Alerta em rede
Assunto: A Globalização não é causa do desemprego
Globalização não é causa do desemprego
Resumo: Algumas críticas às afirmações do
Diretor de Emprego da International Labour Organization (ILO) são
formuladas pelo Engenheiro e Administrador Gerhard Erich Boehme, quando
a OIT aponta a Globalização como principal causa do desemprego.
Segundo o Sr. Boehme, para o Brasil e muitos outros países, a Globalização
não é causa, mas sim oportunidade que não sabemos
aproveitar. Segundo seu ponto de vista três entraves, que exigem
Reformas urgentes por parte do Governo, aliada a falta de compromisso
com a mobilização nacional para agregar valor aos produtos,
bem como com a educação básica de qualidade é
que são as principais causas do desemprego no Brasil.
Devido a inconsistência das afirmações apresentadas
no artigo sobre emprego e globalização foram encaminhadas
algumas críticas à OIT.
(Veja: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/efe/2005/12/09/ult1767u56371.jhtm)
José Manuel Salazar-Xirinachs
Diretor de Emprego
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Organización Internacional del Trabajo (OIT)
International Labour Organization (ILO)
Caro Senhor José Manuel Salazar-Xirinachs,
com referência a análise sobre a Globalização,
temos que entender que alguns pontos importantes não foram analisados
em sua declaração como representante e diretor de Emprego
da OIT - Organização Internacional do Trabalho, conforme
apresentadas em suas declarações na entrevista à
Agencia EFE, reportadas no artigo:
http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/efe/2005/12/09/ult1767u56371.jhtm
As duas últimas décadas foram marcadas fundamentalmente
por dois movimentos sociais muito intensos, primeiro se consolidou a entrada
das mulheres de forma efetiva no mercado de trabalho, antes ocupavam poucas
posições reservadas a elas, limitadas principalmente à
área do ensino e da saúde.
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT618382-1664,00.html
A década atual está sendo marcada pela valorização
delas, muito a contragosto "dos" latino-americanos e seu modo
de pensar, diga-se de passagem, basta observar a diferença existente
na remuneração e no acesso delas a novos empregos e frente
a participação político-partidária.
A segunda questão importante é que, com a queda do Muro
de Berlin em 1989 e a subseqüente dissolução da União
Soviética, estamos tendo um reordenamento, que ainda está
em vias de se harmonizar. Acredito que levará ainda alguma décadas,
seguramente uma geração .
Nos países do leste, em especial junto a antiga DDR, o que se viu
foi que muitos trabalhadores estavam preparados para o livre mercado,
ansiavam por ele, outros, infelizmente a grande maioria, não. Existe
um trauma ao se passar de um estado socialista, policial, clientelista²
e corrupto, gerenciado por uma Nomeklatura, para um estado livre, que
requer responsabilidades e competência em gestão - administração
de empresas.
O processo não foi saudável, pois os valores fundamentais,
que se aperfeiçoaram no mundo livre para fazer frente as imperfeições
do capitalismo, ainda não foram entendidos. A Rússia é
o melhor exemplo disso, supera o Brasil em termos de corrupção
e desrespeito aos valores éticos e morais. No Ranking da Corrupção,
junto com o Brasil, temos além da Rússia, a Índia
e a China Continental, os mais populosos do mundo. E afastamos-nos ainda
mais do Estado de Direito: Sempre lideramos as avaliações
referentes a corrupção.
Veja: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/10/051016_corrupcaosilvia.shtml
Neste reordenamento, assistimos países que ainda não abandonaram
o socialismo ou o comunismo, mas que estão adotando a economia
de mercado e que experimentam um crescimento fantástico, parcial
sem dúvida, mas fantástico. A República Popular da
China, comunista em termos políticos, agora mantém seus
paraísos liberais herdados do imperialismo britânico ou português
(Hong Kong, Macau, etc. ) e cria outros, é um bom exemplo. Cuba
mantém seu business tourism no melhor estilo capitalista, criando
uma nova sociedade entre a "milionária" Nomenklatura
e o povo em geral, este ansioso em emigrar para os Estados Unidos quando
deseja progredir. A República Socialista de Vietnam depois de 10
anos lutando para fazer parte da OMC, agora já começa a
experimentar crescimentos fantásticos. Desde 2000, cinco anos depois
do restabelecimento de relações diplomáticas, o Vietnam
e Estados Unidos mantém relações comerciais crescentes.
Temos que entender que os chineses estão sendo extremamente competentes
no que se refere a investir em fatores que geram emprego e distribuição
de renda: buscam agregar valor aos seus produtos. Mas o regime comunista
não os livra da corrupção e da falta de princípios
éticos e morais, somente a liberdade e seu Estado de Direito é
o antídoto necessário: a liberdade pessoal e econômica.
Enquanto isso no Brasil estamos deixando de agregá-los e cada vez
mais estamos retrocedendo para uma economia baseada unicamente na exportação
de produtos sem valor agregado, como commodities (soja, açúcar,
etc..) e minerais. O país é mal administrado e desprestigiamos
principalmente os engenheiros e administradores, responsáveis principais
por agregar valor aos produtos e fazer boa gestão. Basta ver o
número de administradores em Brasília, junto a "administração"
federal, razão pela qual o Professor Kanitz afirma que o Brasil
é um país mal administrado (http://www.kanitz.com.br/veja/pais.asp).
Outro fator que não foi considerado em sua análise, foi
a rápida informatização e o desenvolvimento das telecomunicações,
com soluções inovadoras. Por conta disso o mundo encolheu
e as transações internacionais se aceleraram, a globalização
que sempre existiu tornou-se mais flexível, viável e transparente.
A expedição de Pedro Álvares Cabral foi um bom exemplo
da Globalização, o Império Romano idem, cada qual
em sua época e realidade.
Quando o senhor afirma que o crescimento econômico global não
conseguiu transferir riqueza para a criação de novos e melhores
empregos que combatam a pobreza no mundo, o senhor esquece de mencionar
que dois fatores são essenciais para obter este intento, como foi
bem observado em países que viviam à margem do mercado globalizado,
mas que fizeram sua lição de casa, como a Irlanda, Coréia
do Sul, até mesmo a sua Costa Rica, Singapura, etc..:
O investimento em EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE e
o efetivo COMBATE À CORRUPÇÃO, política em
especial, limitando o tamanho do Estado e aproximando eleitor dos eleitos,
através do voto distrital.
Desemprego: de quem é a culpa?
Nos responde o Sr. Júlio Clebsch, uma das maiores autoridades no
assunto no Brasil. Ele é o responsável pela redação
da Revista Profissão Mestre. http://www.profissaomestre.com.br/smu/smu_vmat.php?s=501&vm_idmat=615
Infelizmente nós brasileiros não fizemos a lição
de casa, investimos mal em educação básica e ela
é ainda de baixa qualidade, investimos recursos retirados à
fórceps da sociedade e os investimos em um processo concentrador
de renda, um bom exemplo disso é o que ocorre quando investimos
mais de 60% da verba da educação em ensino superior, nas
chamadas universidades estatais, justamente elas que tem a capacidade
de se auto-financiar. Na Irlanda o ensino superior é pago, nos
países onde temos mais justiça social o ensino superior
é pago. Aqui optamos pelo efeito Robin Hood às avessas.
As Universidades Estaduais quando gratuitas são mais perniciosas,
pois os recursos para o seu orçamento vêm dos impostos que
incidem sobre o consumo de produtos essenciais, aqui no Brasil sobre o
arroz e feijão, prato popular típico, pagos por todos, na
sua maioria pelos menos favorecidos, mas isso não isenta as Federais,
cujos recursos têm origem principalmente no Imposto de Renda, com
suas tabelas sempre defasadas, saqueando o trabalhador que tem na fonte
sua remuneração pelo seu trabalho seqüestrada. Recursos
que, pela gravidade da situação brasileira, deveriam ser
alocados no ensino básico de qualidade.
Criamos a cultura da alelopatia¹ nas organizações e
privilegiamos o conceito junto aos brasileirinhos de que é mais
importante estudar para passar de ano do que estudar para aprender. No
Brasil até mesmo a quase totalidade dos pais pensa assim. Obviamente
isso diminui a responsabilidade dos que dirigem o Estado, em especial
os que estão à frente das Secretarias Estaduais e Municipais
da Educação, o indicador deixa de ser o potencial do brasileirinho,
o que ele aprendeu para disputar seu lugar ao sol quando adulto, mas o
indicador sem dimensão da qualidade: quantos alunos cursaram esta
ou aquela série. Os atoleimados preocupam-se com a aceleração.
Diminuímos o tamanho do Estado, mas o fizemos de forma errada,
fomos coniventes com as "privatarias" do ex-Presidente Cardoso
e estamos sendo incompetentes na administração de nossas
Agências Reguladoras, justamente elas que deveriam proteger a sociedade.
Só neste (des)governo Lulla elas viraram nitidamente cabide de
emprego ou foram desprestigiadas em termos de uma gestão competente.
A tão cobrada Auditoria da Dívida Externa, um dos compromissos
de nosso principal partido político - infelizmente ainda no poder
- durante seus 25 anos de existência sempre exigiu a sua realização.
Agora se alimenta uma dos principais fontes da corrupção
estatal, que é o endividamento externo e o pagamento destas dívidas,
enquanto ocorre de forma acelerada o endividamento através de títulos
públicos ofertados no mercado externo e compulsoriamente no mercado
interno.
Peço a liberdade para abrir uma pausa para um interessante artigo
sobre a corrupção:
O poder tende a corromper (www.institutoliberal.org.br/coanter/31-05-2004.htm)
Esta é a conhecida máxima de Lord Acton, o grande pensador
liberal britânico do século XIX. Mas ela tem um importante
complemento: "e o poder absoluto corrompe absolutamente". Assim
se explica o que os brasileiros têm assistido há décadas:
notícias atrás de notícias sobre corrupção
nos três Poderes. Findo o ciclo militar, diversos partidos alternaram-se
no poder, mas os escândalos continuaram surgindo na esfera federal.
Também é difícil encontrar um estado ou município
de médio ou grande porte - governados pelos mais diferentes partidos
- que não tenha vários escândalos ou graves suspeitas
sendo apurados neste exato momento.
A causa de tantos escândalos está na concentração
de poder. Nunca o Estado brasileiro (União + estados + municípios)
concentrou tanto poder, nem no tempo dos militares. Primeiro, através
da opressiva carga tributária, que alcança quase 40% de
toda a riqueza gerada no País. Em segundo lugar, através
das empresas estatais e das privadas controladas pelo Governo. Nada se
faz no Brasil em termos de energia, telecomunicações ou
finanças sem as bênçãos das autoridades. Os
bancos privados, para ficar num único exemplo, somente podem fazer
aquilo que o Banco Central autoriza. A maior fatia de seus lucros não
é distribuída para seus acionistas sob a forma de dividendos.
É recolhida a favor dos cofres da União a título
de tributo. O gigantesco spread bancário brasileiro, possível
pelas graças do Banco Central, resulta numa verdadeira cornucópia
para o Governo Federal.
Além disso, o volume de recursos que circula pelos orçamentos
públicos e das empresas estatais, e o poder desmesurado outorgado
à burocracia através da regulamentação, só
servem como combustível para a corrupção. A média
da estatura moral dos atuais ocupantes de cargos no Executivo Federal,
ou no dos estados, ou dos municípios (e as respectivas legislaturas)
não é superior ou inferior a de seus antecessores. Ou seja,
devido à forma como se organiza o Estado brasileiro, mesmo um São
Francisco de Assis à frente do Executivo vai precisar de um verdadeiro
exército de pessoas para ocupar os diferentes escalões do
Governo. Um país já pode se considerar abençoado
se encontrar um único santo como líder, mas é virtualmente
impossível encontrar um exército de santos dispostos à
causa pública. E os não-santos irão de fato exercer
o poder e dele irão abusar, das mais diversas maneiras, por maiores
que sejam as preces do santo de plantão.
Em função dessa realidade é que a questão
da limitação dos poderes dos governantes é tão
relevante para a democracia. A Constituição brasileira nesse
aspecto é um vasto deserto. Deixa o cidadão, ou o contribuinte,
ou o eleitor, ou o administrado, no completo desamparo. E são tantas
as reformas necessárias para estabelecer limites ao poder no Brasil,
que irrigar o deserto do Saara seria comparativamente mais fácil.
Escrever uma nova Constituição diante dessa situação
seria uma boa idéia. Evidentemente que não poderia ser nos
moldes da venezuelana que, com sua pitoresca república "bolivariana",
terminou aumentando o poder estatal. E, como conseqüência,
nunca se viu tanta corrupção e opressão naquele país
vizinho. Quanto tempo ainda tardará para o Brasil compreender a
lição de Lord Acton de que "o poder tende a corromper;
o poder absoluto corrompe absolutamente"?
Este artigo é do Prof. Cândido Prunes.
Voltemos à discussão:
Quando vemos que a metade dos trabalhadores, cerca de 1,38 bilhão
de pessoas, que não ganha o suficiente para que suas famílias
ultrapassem a linha da pobreza, fixada em US$ 2 por dia, isso reflete
bem que eles não foram preparados para atingir o seu potencial,
já que para isso é necessário a educação
básica de qualidade, e esta não aceita a corrupção.
Se o próprio estudo confirma, que, enquanto algumas áreas
em expansão econômica na Ásia registram um sólido
crescimento do emprego e conseguem melhorar suas condições
de vida, "outras, na África e na América Latina, têm
cada vez mais trabalhadores com condições trabalhistas menos
favoráveis, especialmente no setor agrícola", temos
que analisar quais foram estes fatores. Seguramente a educação
básica de qualidade e a abertura para o mercado globalizado são
algumas delas.
Na África e na América Latina, onde impera o paternalismo
de Estado, o que temos é o anseio de que o Estado cumpra inúmeros
papéis, transferimos responsabilidade a este "ente" impessoal
e monstruoso - não a assumimos, ocorre entretanto que esquecemos
que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, como bem
nos alertou o Sr. Prunes, que está revolucionando o modo de pensar
dos brasileiros. Recomendo que leia atenta e novamente o texto acima.
Se a OIT cita que na América Latina e do Caribe seis e sete em
cada dez empregos criados na última década pertencem à
chamada economia informal, este fato ocorre pois não se resolve
seus três principais entraves na geração de empregos,
boa parte da América Latina comete o mesmo erro. Somente o México
e o Chile tomaram o bonde na direção certa, nós ficamos
na posição confortável de criticá-los e não
assumir responsabilidades.
Quando o senhor defende que "o mercado de trabalho é a única
ligação entre o crescimento econômico e a redução
da pobreza", necessita também dizer que é necessário
que as principais externalidades negativas sejam superadas: a educação
básica de qualidade e a saúde preventiva, bem como que devem
existir políticas públicas que privilegiam ou promovam o
chamado "AGREGAR VALOR AOS PRODUTOS". Um bom exemplo disso é
o interior de Santa Catarina, não exportava nada, passou a exportar
cortes de aves e suínos a granel e hoje sim, exporta os produtos
preparados e embalados para serem expostos nas gôndolas dos supermercados
no mundo inteiro e serem consumidos diretamente pelas pessoas em suas
residências. Exporta produtos com alto valor agregado. Obviamente
enfrenta distorções devido a empresários que se aliam
ao "Governo" e criam, desta forma, vantagens pessoais, mas temos
o melhor antídoto: as cooperativas, com seus braços agro-industriais.
Os produtos são desenvolvidos no Brasil e que utilizam na sua maior
parte tecnologia brasileira.
Perdemos o bonde da história
Poderia dizer que perdemos o bonde da história com um Golpe Militar
chamado de "Proclamação da República",
continuamos a pagar caro por isso...
... mas limito-me, por hora, a dizer que perdemos o bonde da história
quando, ainda na década de 30, um alemão, exportador de
café em Santos/SP - Sr. Wille - http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0150h.htm,
alertava o Presidente Getúlio Vargas sobre a importância
de investirmos nessa direção, na época ele sugeria
a criação de entidades de ensino superior e políticas
públicas para fomentar a agro-indústria, só encontrou
perseguição e ódio. Um imigrante italiano foi um
bom exemplo de que ele (Sr. Wille) estava certo: O Conde Francisco Matarazzo
- http://www.estadao.com.br/450/historia13.htm. O Sr. Vargas com seu populismo
destruiu o que tínhamos de mais promissor, em vez de capacitar
pessoas e fomentar a concorrência ao Sr. Conde, optou por querer
distribuir a riqueza por ele gerada, riqueza essa resultado de alguém
que sabia como agregar valor aos produtos, coisa ainda rara na época.
Vargas em vez de utilizar o mesmo remédio: tecnologia e competência,
trouxe-nos o que existia de pior: a intervenção estatal
e a legislação fascista na área do trabalho, que
perduram até os dias atuais.
Pagamos caro por isso. Em vez de engenharia e gestão, trouxe-nos
o poder estatal de intervenção e mais leis, estas para não
serem cumpridas. Vale lembrar que com a "República",
"das leis" e não do exemplo, instituiu-se o modo brasileiro
de pensar, próprio de um país recheado de advogados: essa
lei pegou, essa lei não pegou. Pegou pois interessa ao poder político
ou econômico. Pegou pois interessa a segmentos mobilizados ou que
conseguem se articular junto à sociedade. Pergunto: E o pobre cidadão?
A Justiça pode ser administrada desta forma?
Como um exemplo de agregação de valor - já que citei
o Sr. Willie e o café - é a alemã Melitta, produz
mais de 300 produtos ligados ao ou do café, tem sua sede na Alemanha,
gera a maioria de seus empregos lá e em uma centena de outros países
que não produzem café comercialmente (www.melitta.de). Nós
produzimos café, da lavoura, para o saco e deste para o navio,
sem valor agregado. Sem potencial para gerar emprego ou distribuir riqueza.
Outro exemplo pode ser verificado no Brasil, resultado do empenho de verdadeiros
brasileiros, dos que lutam pelo cooperativismo (www.cocamar.com.br, www.agraria.com.br,
etc.), que lutam pela agro-indústria junto às suas cooperativas,
justamente elas que décadas seguidas sofrem as conseqüências
da má gestão pública e ingerência predatória
em seus negócios por parte dos políticos de plantão.
O brasileiro, em especial os que estão em Brasília, ainda
não entenderam que as Cooperativas são parte da solução
para transformar pequenos em grandes e assim poderem agregar valor com
competência aos seus produtos, iniciando a agregação
de valor através da agro-indústria. O Cooperativismo é
uma das soluções na geração de emprego e renda.
A outra solução chama-se Incubadora. As Incubadoras são
entidades que viabilizam novas empresas que agregam valor aos produtos,
normalmente com alto conteúdo tecnológico. O Brasil evolui
muito nesta direção. Falta o entendimento e divulgação
junto a sociedade. O Brasil somente não faliu, ainda, devido a
estas entidades: cooperativas e incubadoras, bem como o mercado informal.
Os chamados "especialistas" citados pelo senhor, que identificaram
como um dos principais problemas nos países em desenvolvimento
a escassez de oportunidades para encontrar um trabalho decente e produtivo,
esquecem que isso é resultado ... ... efeito e não causa.
Os trabalhadores precisam "trabalhar muito por muito pouco, pois
a alternativa é ficar sem salário" e isso só
ocorre devido a dois fatores principais, falta de educação
e baixo potencial em saber agregar valor aos produtos e serviços.
Um bom exemplo é o que fazemos com a nossa mais promissora fonte
de geração de emprego e renda: o turismo. Se a Espanha com
uma economia com dimensão similar a nossa, gera metade de seu PIB
com o turismo, nós ao contrário, com um potencial muito
maior nesta área, temos milhares de quilómetros de praias
e o ecoturismo. Mas tratamos o turista de forma amadora, não agregamos
valor aos serviços. Quando não, agregamos valores negativos,
deixamos que ele possa vivenciar "verdadeiras emoções",
como visitar favelas, participar de arrastões nas praias e sentir
o gostinho do excelente atendimento prestado em nossas delegacias, após
ser furtado ou roubado, estas muito "bem equipadas" por nossos
políticos e que contam também com profissionais muito "bem
remunerados e treinados", também resultado da "excelente"
gestão de nossos "competentes" governadores que tratam
a questão diretamente e com o maior empenho possível, como
o "nosso" Alkimin, ou a Rosinha que indica seu "competente
maridão", ou o Requião que assume ele próprio
a "boa gestão", estes são alguns governadores
das províncias brasileiras. Segurança pública não
é um problema dos brasileiros, ao menos é o que parece aos
olhos dos políticos de plantão, mas é um dos fatores
que afastam os turistas.
IMPORTANTE
O relatório da ONU não menciona a questão do crescimento
demográfico irresponsável verificado pelas populações
mais pobres, que seguramente é um dos mais importantes fatores
de concentração de renda.
Se por um lado uma família pertencente a classes sociais mais altas,
ou com educação superior, passa a ter entre 1 e no máximo
2 filhos, aqueles sem acesso a educação básica de
qualidade passam a ter entre 3, .. .. 5 ou mais filhos. É um modo
perverso de crescimento demográfico de um lado, com concentração
de renda de outro.
Vivemos a irresponsabilidade coletiva. Só para citar um exemplo:
na Bahia, uma das provícias do Brasil, cerca de 60% das famílias
são mantidas por mulheres, que asseguram o principal sustento dos
filhos. Faltam homens com "H". O baiano é motivo de piada
nacional pelo seu compromisso com o trabalho, lá a opção
é deixá-lo às mulheres. É o que chamo de "paternidade
responsável" entre aspas mesmo e com revolta. Os nossos políticos,
jornalistas, ... ... a mídia de uma forma geral somente valorizam
essa irresponsabilidade, desprestigiam valores e entidades que lutam para
uma sociedade mais justa, que reconhecem valores fundamentais como a valorização
da educação básica de qualidade, o trabalho e a família.
Novelas da Globo
Basta ver que em todas as novelas da Rede Globo de Televisão, estas
comercializadas mundialmente, são raras as famílias ou personagens
que efetivamente trabalham para seu sustento ou aquisição
de seus bens ou suas propriedades. São raras as famílias
normalmente constituídas, são raras as que pagam impostos
e que sempre têm mês sobrando quando o salário acaba.
Valorizam o "ter algo" e não o "ser algo".
ASSASSINATO INTRA-UTERINO
Optamos pelo aborto - agora discutido sem a participação
da sociedade no Congresso, a nossa mais nova burrice, é coletiva
e a reforçamos com o auxílio dos nossos representantes em
Brasília, optamos por discutir amplamente, inclusive com um milionário
plebiscito nacional, a questão do desarmamento, mas agora optamos
por transferir responsabilidades para alguns poucos iluminados em Brasília,
quando se discute a perda do direito à vida na sua essência
- legalizamos o assassinato intra-uterino - e não nos empenhamos
por uma série de medidas preventivas, que deveriam ser prioritárias
e alvo de políticas públicas:
promover uma educação sexual adequada e conscientizar para
a necessidade do planejamento familiar;
reavaliar a prática sexual masculina e insistir em que os homens
assumam a responsabilidade pela vida que geram;
promover leis severas que visam punir o estupro e coíbem a violência
sexual;
facilitar o acesso a métodos anticoncepcionais e a informação
sobre estes, para evitar que gestantes se vejam em situações
em que a única saída parece ser o aborto;
pressionar o Estado para que seja cumprido o direito de crianças
e adolescentes para assegurar vida digna a toda vida que está aí
e que está para nascer.
A África subsaariana é o melhor exemplo disso também,
assim como em muitos outros lugares no mundo, até mesmo nos Estados
Unidos, naqueles Estados onde os democratas fincaram o pé com suas
políticas de Welfare State.
Se o estudo aponta que o setor que mais cresceu nos últimos anos
foi o de serviços, "o que representa uma boa notícia,
já que é o que cria mais empregos, por ser o mais intensivo
em mão-de-obra", como o senhor mesmo afirma, esquece porém
de dizer que estes empregos somente são disponibilizados para pessoas
que possuem algum potencial, sendo necessário prioritariamente
a educação básica de qualidade.
Países como a Índia, China, Rússia, Filipinas, México,
África do Sul, Hungria, Polônia, Costa Rica, República
Tcheca, etc... nos mostram que, ao contrário do que é menciona
no texto, as economias com elevados salários são sim, e
muito, ameaçadas pelos baixos custos trabalhistas de outros países.
Hoje em muitos países emergentes, infelizmente não incluindo
também os da América Latina, exceto talvez o México
e principalmente o Chile, a produtividade é cada vez maior, até
mesmo na China. Os produtos chineses eram inicialmente de baixa qualidade,
hoje nos deparamos com excelentes produtos, quando comparados aos brasileiros,
ou produtos brasileiros que deixamos de produzir. As grandes empresas
transnacionais sempre optaram, optam e continuarão a optar por
países com menores cargas tributarias, legislação
trabalhista racional e principalmente onde encontram capital humano que
as permita empreender novos negócios e agregar valor aos seus produtos.
Perdemos mais uma vez o bonde da história. E pensar que aqui no
Brasil tudo começou com um Golpe Militar lá nos idos de
1889...
Como brasileiros necessitamos resolver os nossos três principais
entraves à produção de riqueza e geração
de emprego e renda.
O primeiro deles diz respeito à legislação trabalhista
e à forma de solução dos conflitos trabalhistas.
O ônus imposto aos empregadores do mercado de trabalho formal desestimula
novas contratações. A evolução tecnológica
e das relações interpessoais tornou obsoleta a legislação
fascista brasileira, imposta ainda durante a ditadura Vargas. Nem ela,
nem a Justiça do Trabalho, criada na mesma ocasião, atendem
às necessidades de arranjos mais flexíveis entre patrões
e empregados, em que todas as partes sairiam ganhando. Os milhões
de processos trabalhistas que se arrastam por anos também representam
um custo injustificável, tanto para a União, que tem a obrigação
de manter essa onerosa estrutura, como para os empregadores.
O segundo entrave diz respeito à Previdência Social. O atual
sistema de repartição (no qual as contribuições
previdenciárias dos atuais empregados e empregadores financiam
os benefícios dos aposentados e pensionistas) precisa ser urgentemente
alterado para o sistema de capitalização (no qual as contribuições
dos atuais empregados e empregadores são depositadas em contas
de fundos de pensão que irão servir para pagar os futuros
benefícios). Entre várias vantagens que essa reforma trataria,
destaca-se o da formação de uma poupança significativa,
que dinamizaria o mercado de capitais e de outros investimentos.
O terceiro entrave institucional refere-se ao sistema tributário.
Além de ser um verdadeiro manicômio, a carga de impostos,
taxas e contribuições cobradas das pessoas e empresas drena
todos os recursos da sociedade que poderiam estar sendo aplicados na produção
e consumo. Assim, além de simplificar a legislação
tributária, a União, os estados e municípios deveriam
se comprometer em reduzir significativamente a carga de impostos.
Faltou dizer que basta os nossos políticos corruPTos deixarem de
roubar que a geração de empregos irá também
crescer.
Defender a teoria da Globalização é levar o problema
para o campo político-ideológico, reforça a teoria
da necessidade de uma maior presença do Estado para regular o comércio
internacional, próprio dos regimes de esquerda.
Apontar a Globalização como um mal é desviarmos-nos
do foco principal que é aquele que o Estado não cumpre seu
papel principal: educação básica de qualidade, segurança
pública, justiça, saúde preventiva, defesa nacional,
tributação, ...
"Somos pobres porque acreditamos na distribuição e
não na produção de renda". (Gerhard Erich Boehme)
Abraços, Gerhard Böhme - Engenheiro e Administrador
Curitiba - Paraná - Brasil
De: Celso
Enviada em: segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 09:02
Para: bioenergia-l
Assunto: [Bioenergia-l] RES: e muito ridiculo
Prezado Fendel,
Concordo com você em gênero tamanho e quantidade e muito ridículo
a forma como as coisas são feitas nesse pais, por isso convoco
todos a votarem nulo na próxima eleição,eu adoraria
ver a cara desses políticos filhos de uma p...... Se todos ou pelo
menos 50% + 1 votassem nulo e os mesmos não puderem mais se candidatar
na mesma eleição tendo esses bandidos que esperar a proxima
acho que seria uma reviravolta no cenário político nacional
por isso estou fazendo a campanha do NULO, por favor, votem nulo acho
que e a única forma de mostrar nossa indiguinação
e nosso repúdio com essa classe de assassinos que matam de fome
centenas de pessoas com suas políticas corruptas e covardes em
seu beneficio próprio.
VOTEM NULO
Sds, Celso
Date: Fri, 13 Jan 2006 11:34:57 -0200
From: Biopirol
Subject: Re: [Bioenergia-l] ENC: A arte de complicar
CALMA FENDEL, ENSINE A SEGUIR TODOS OS PASSOS E QUANDO CHEGARMOS DO OUTRO
LADO MORREREMOS DE DAR RISADA.
De: PRECISÃO
Enviada em: segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 10:28
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: BINDGALVÃO
Sr. Thomas. Bom Dia.
A respeito do kits para motores a diesel para funcionamento com oleo vegetal,
si é possivel montagem em grande escala, e tambem em diferentes
ponto do país, sem problema para o produto e no motor.
Pois nosso equipamento consegue extrair oleo vegetal a frio e tambem sendo
este oleo decantado e filtro logo após, 5 microns, e de facil operação
e em pequena escala de produção e atende desde o pequeno
agricultor até o grande. Seus kits viriam a atender o restante
do processo até a queima do oleo vegetal no motor diesel.
Visite nosso site. www.bindgalvao.com.br
Att. Paulo. Bindgalvão.
De: migueljorgems
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 12:31
Para: Fendel
Assunto: RE: A LEI DE BIO(INS)SEGURANÇA
Oi Fendel
Tenho muito orgulho de constar da sua lista, você continua atento
e brilhante nas suas peregrinações por este país
ainda extremamente pouco soberano.
Mas caminhamos e isto importa muito.
Abraços do amigo
Miguel Jorge (Niterói-RJ)
De: rbaldini@brsolar.com.br
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 13:34
Para: Fendel tecnologia; Heider, Almute
Cc: Lista bioenergia; Langbein, Joachim
Assunto: RES: Evento sobre biocombustíveis na Alemanha
Prezado Fendel,
Lamentei a sua ausencia e dos demais colegas da viagem Bioenergia/Inwent
no 2º SAAGLE ( www.abeama.org.br) realizado na FIRJAN-RJ nos dias
24 e 25 de novembro passado, um forum adequado para tratarmos destas questões.
Para sua informação, houve debates interessantes sobre o
uso sustentavel de tecnologias para geração localizada de
energia, nos quais tenho certeza a sua contribuição, como
a dos demais colegas enriqueceria ainda mais o seminário. Assim
foi a participação do Orlando Cristiano Silva, que apresentou
um estudo de caso" A geração localizada com óleo
vegetal em comunidades da Amazônia", através do parceiro
da Coppe Prof. Belchior ( ver painel 3 Biomassa).
Além da participação de várias empresas como
Eletrobras ( Presidente), Petrobras e empresas fornecedoras houve o debate
técnico/político com representantes do Governo Federal do
Rio de Janeiro e da Bahia, além das varias entidades academicas
e Ongs que atuam no setor, gerando um documento que estará sendo
encaminhando a Frente Parlamentar de Energia Renovável, recentemente
criada no Congresso Federal.
Com estas ações decorrentes do seminário, consideramos
que a ABEAMA contribuiu mais uma vez com o desenvolvimento das Energias
Renováveis no Brasil. Espero que para o 3º SAAGLE em 2006,
possa contar com a participação efetiva de todos.
Com meus Votos de Sucesso a todos aproveito para desejar BOAS FESTAS e
um 2006 ENERGÈTICAMENTE RENOVÁVEL
Ruberval Baldini _ Presidente
-----Mensagem original-----
De: Paulo Sgroi
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 20:50
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: Estou rodando com oleo de soja
Caríssimo oleaginoso amigo,
agradeço suas dicas. Estou no 50-50 por enquanto mas meu objetivo
é 90 - 10 como você (ou até 100% se for possível)
com oleo de fritura. Penso em montar um esquema de retirada do óleo
nas residências de condomínios em Sorocaba e com isso cumprir
um serviço ambiental além de me abastecer com isso, reduzindo
meu maior custo de projetos hoje que é deslocamento.
Passei hoje em uma pastelaria e descobri que eles utilizam uns 200 l de
óleo por mês e que vendem o óleo usado para um fabricante
de massa de vidraceiro por R$ 0,50 o litro.
Notei que o carro perdeu um pouco de potência em subidas, mas meu
motor não tem turbo, portanto nunca foi dos mais fortes. A perda
não foi tão grande e chego até a ficar na dúvida
se realmente perdeu mesmo ou se é apenas sugestão.
A partir do próximo abastecimento vou fazer medidas de consumo
...
Por enquanto vou rodando desta forma onde já estou economizando
uns 20% pois o óleo de soja é mais barato que o diesel.
Eu gostaria de saber quais seriam as vantagens de colocar o adaptador
que você tem, já que aí sim começo a correr
risco com a polícia ... Por enquanto o máximo que pode acontecer
é eu parar no farol e alguém me pedir um pastel hehehe.
Quem sabe com o combustível grátis eu me animo a descer
para o sul te visitar ?
Apastelantes e acoxinhantes abraços, Paulo
De: Paulo Sgroi
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 08:54
Para: Fendel
Assunto: Estou rodando com oleo de soja
Caros amigos,
gostaria de compartilhar com vocês meu experimento, depois de algumas
mensagens trocadas com o Fendel. Estou rodando com oleo de Soja e Diesel,
50% - 50%. Pretendo rodar 1.000 km nestas condições e avaliar
o rendimento do motor, consumo de combustível.
Compro óleo de soja no supermercado em latas de 18 litros, a R$
1,50 o litro.
Compartilho com os amigos algumas inquietudes ...
- Que outros parâmetros eu poderia avaliar para saber se tudo vai
bem ?
- Fendel, você tinha comentado sobre uma possível "platificação"
do óleo lubrificante ... como eu poderia verificar se tudo vai
bem com o óleo do motor ?
- É uma checagem manual (não sei se tenho sensibilidade
pra isso) ?
- É possivel algum dano na bomba injetora ? Como eu poderia monitorar
?
- Preciso de uma regulagem diferente ?
Joao, para seu acompanhamento, meu carro é uma Toyota Hilux 1996
com camara indireta de combustão e vela aquecedora.
Abraços !
Paulo Sgroi
Produtor utiliza óleo de soja como combustível alternativo
23/11/2005
Os produtores da região conseguem o óleo refinado de soja
a granel por R$1,20, colocado na fazenda
Os produtores rurais da região de Chapadão do Sul (MS) e
de Chapadão do Céu (GO) iniciaram a utilização
de óleo de soja refinado, fabricado para alimento, em máquinas
agrícolas, camionetas e caminhões.
Para os motores a diesel, a utilização do óleo refinado
de soja não requer nenhuma adaptação e o motor tem
o mesmo desempenho e o mesmo consumo por hora trabalhado.
No TRR e nos postos revendedores, o óleo diesel é vendido
de R$1,99 até R$2,18. Os produtores da região conseguem
o óleo refinado de soja a granel por R$1,20, colocado na fazenda.
Na refinaria de Jataí (GO) o óleo é vendido a esse
preço, em partidas de 5.000 litros, correspondentes ao compartimento
do caminhão-tanque.
Nos supermercados da região o óleo de soja, em pequena quantidade,
é comprado a R$1,69 o litro, mas em atacadista de São José
do Rio Preto pode ser adquirido a R$1,45 o litro.
Embora não exista nenhum registro de anomalia ou disfunção
no motor pelo uso do óleo de soja, os produtores o utilizam em
30% a 50% de mistura ao diesel. Há agricultor que utiliza, em fase
experimental, 100% do óleo de soja nas camionetas.
Durante a EXPOSUL, Exposição Agropecuária e Industrial
de Chapadão do Sul, o produtor e engenheiro mecânico Herbert
Schlatter, em 2003, fez demonstração de um trator que funcionou
com óleo de girassol comprado no supermercado. Tinha um excelente
desempenho.
Agora com o aviltamento do preço da soja e de outros produtos agrícolas,
passa a ser o óleo vegetal uma alternativa economicamente viável
para o agricultor.
Essa viabilidade aumenta à medida que sobe o preço do barril
de petróleo no mundo, cuja expectativa é que chegue a US$100
dentro de cinco anos.
Para produzir soja, o produtor consome 33 litros de óleo combustível
ou diesel por hectare no plantio direto e 46 litros no plantio convencional.
Ao preço médio de R$1,99 o litro do diesel e o óleo
de soja a R$1,20, chega-se a uma economia de R$26,07 por hectare no plantio
direto e R$36,34 no plantio convencional, com uso de 100% de óleo
vegetal.
Além de ser economicamente vantajoso, o uso do óleo vegetal
é ecologicamente correto. Não polui o ar, não é
inflamável e não é tóxico em contato com a
pele ou por ingestão.
Fonte: Sindicato Rural de Chapadão do Sul/MS
Sem fiscalização do Brasil ou do Paraguai, Itaipu movimenta
irregularmente US$ 2 bilhões. Ex-gerente financeiro é a
principal testemunha na mira da CPI
Luiz Cláudio Cunha
Olhando de longe, a hidrelétrica de Itaipu é motivo de orgulho.
Idealizada pelos governos militares do Brasil e do Paraguai em 1973, a
binacional virou exemplo de desenvolvimento. É a maior hidrelétrica
do mundo, com 18 turbinas que geram 14 milhões de megawatts e este
ano tem a previsão de um faturamento superior a US$ 2,5 bilhões.
Quando se ultrapassam os limites da usina, porém, constata-se que
Itaipu esconde uma caixa-preta tão grande quanto seu potencial
hidrelétrico. De fora, Itaipu chama a atenção por
sua engenharia, tida como uma das obras mais complexas do planeta. Por
dentro, o que se destaca é a engenharia jurídica montada
por brasileiros e paraguaios para gerir a hidrelétrica. Na prática,
Itaipu movimenta bilhões de dólares todos os anos e não
se submete às leis brasileiras, nem às leis do Paraguai.
A binacional está imune a qualquer controle: nem o Tribunal de
Contas da União (TCU), nem a Receita Federal, nem o Supremo Tribunal
Federal conseguem atravessar seu concreto. Com essa blindagem, Itaipu
criou uma moeda própria, a Unidade de Correção Monetária
(UCM), uma nota fiscal exclusiva, chamada Nota de Débito, e um
dólar contábil com cotação autônoma.
Nessa mixórdia financeira, Itaipu desenvolveu uma contabilidade
oficial pela qual paga fornecedores e outra, paralela, que multiplica
saldos e gera um megacaixa 2 – estimado, no ano passado, em US$
2 bilhões.
Na salada de siglas criada pela binacional, os pagamentos por mercadorias
e serviços são adiados para cair em dois cestos generosos:
a Correção Monetária por Atraso de Pagamento (CMAP)
e o Crédito de Contas a Pagar (CCP). Esses dois índices
aleatórios, combinados com três tabelas diferentes, que podem
variar em até 40%, determinam os saldos a pagar no futuro, que
ficam estocados na conta secreta. Como Itaipu, os cerca de quatro mil
fornecedores de serviços e mercadorias para a binacional também
se beneficiam de total isenção – e são dispensados,
nas transações com a usina, de emitir a nota fiscal tradicional.
O que vale, no país de Itaipu, é a Nota de Débito,
que ninguém controla, ninguém confere. Os débitos
reclamados pelos fornecedores são, em geral, menores do que os
débitos registrados na usina. A diferença de valor alimenta
o caixa secreto.
Nos próximos dias, essa caixa-preta começará a ser
desvendada pela CPI dos Correios, que já tem em mãos parte
da documentação referente ao caixa 2 da binacional. “Não
há como deixar de investigar o que acontece em Itaipu com uma força-tarefa
do Ministério Público, da Polícia Federal e da própria
CPI”, adverte o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), perplexo com
a papelada que já recebeu. O presidente do TCU, ministro Adylson
Motta, vai pedir uma audiência ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, na semana que vem, para discutir a blindagem da binacional:
“É preciso quebrar a caixa-preta de Itaipu”, recomenda.
Testemunha chave – O caixa secreto de Itaipu foi montado em 1991,
ainda no governo do então presidente Fernando Collor de Mello,
pelo economista Laércio Pedroso. Ele começou a trabalhar
na usina 11 anos antes, em 1982, como escriturário. Era gerente
financeiro quando recebeu a ordem para criar uma “Listagem de Registros
Eliminados do Arquivo Principal e Bloqueados nos Relatórios”.
Apesar da extensão do nome, pouca gente sabe de sua existência
e quase ninguém tem acesso a ela: “Só os diretores
do lado brasileiro de Itaipu. O Paraguai não sabe e não
acessa”, diz Laércio, localizado por ISTOÉ em Curitiba
(PR). Hoje, ele é dono de uma consultoria que atende mais de 1.200
empresas que tentam cobrar créditos dessa conta secreta. Denunciado
pela Itaipu à Polícia Federal como falsificador e ladrão
de documentos, Laércio sofreu várias ameaças de morte
e o seqüestro relâmpago da mulher e do filho de 14 anos, em
setembro passado. Dois homens armados invadiram o carro, no centro de
Curitiba, e rodaram com eles durante 40 minutos. Não roubaram nada
e, ao liberar a mãe e o garoto, advertiram: “Fala pro teu
marido parar com esta tal de Itaipu!...”
No Congresso, diante da CPI, Laércio vai contar toda a história
da caixa-preta da binacional. Em março de 1991, no governo Collor,
quando Itaipu tinha pendências com protestos de 20 fornecedores
em cartórios de São Paulo, Laércio foi chamado pelo
então superintendente financeiro, João Alberto da Silva,
e encarregado de criar um arquivo paralelo: “Não podemos
mostrar isso nos relatórios de diretoria”, teria dito João
Alberto. “A idéia era deletar as pendências, para evitar
a emissão de recibo de contas a pagar”, lembra Laércio.
Um mês depois, a lista clandestina entrou no ar num sistema paralelo:
“O arquivo oficial era IBM e o clandestino só rodava em Edisa,
a que menos de dez pessoas, de confiança dos diretores, tinham
acesso”, lembra Laércio. Em meados de 1991, todo o arquivo
de Itaipu foi transferido para Curitiba, com incidentes pelo caminho.
Dois caminhões da transportadora pegaram fogo na BR-116. O rescaldo
foi levado em três kombis alugadas para a sede em Curitiba. Durante
40 minutos, no final da tarde, Laércio e mais três funcionários
descarregaram caixas de documentos na sobreloja, onde funciona a Associação
dos Empregados da Itaipu Binacional (Assemib). “Guarda na churrasqueira”,
ordenou o superintendente João Alberto. “No dia seguinte,
quando voltei lá, pouco depois das 8 horas, tudo tinha virado cinzas”,
conta Laércio.
O arquivo clandestino resiste até hoje, nos computadores restritos
de Itaipu e num fichário bloqueado por dois cadeados num canto
escondido do Centro de Documentação, na sede da usina, em
Foz do Iguaçu. Ninguém chega lá, por força
da blindagem jurídica que torna a binacional imune à fiscalização
convencional. O máximo que o TCU consegue é verificar se
a Eletrobrás, a quem Itaipu se subordina, realiza ou não
inspeções periódicas. Se realiza, são inspeções
mais técnicas do que contábeis. Num universo de mais de
quatro mil fornecedores ativos, que movimentam um catálogo eletrônico
de quase 30 mil itens, Itaipu é um inferno para qualquer fiscal.
Nenhuma empresa é localizada pela razão social. Existe um
código de correntista, que pode ser fracionado em vários
códigos para a mesma empresa: “É como se um sujeito
tivesse vários CPFs, só para dificultar o acesso ao saldo
que a empresa tem a receber”, explica Laércio. A Siemens,
por exemplo, tem nove códigos. Quando uma empresa reivindica um
saldo residual, diz ele, Itaipu escolhe alguns entre os diversos códigos
– paga o correspondente e recebe a quitação como se
fosse o total. “A empresa não sabe que, além do que
recebeu, tem outros créditos em aberto, que só Itaipu conhece
porque está registrado na conta clandestina”, acusa Laércio.
Documentos – A impunidade contábil de Itaipu é tão
grande que, na papelada interna, a secreta “Conta de Bloqueados”
é citada em alguns papéis timbrados que agora vão
cair na CPI: documentos secretos de 1994, assinados pelo então
diretor-geral, Francisco Gomide (depois ministro de Minas e Energia de
FHC), e endereçados ao ex-diretor financeiro-executivo Edson Neves
Guimarães, em papel timbrado de Itaipu, reconhecem explicitamente
os “Saldos Remanescentes” com base em “análise
efetuada no sistema ‘Listagem dos Registros Bloqueados no Arquivo
e Eliminados dos Relatórios’, verificando-se a pendência
dos pleitos”. Ou seja, a direção da usina reconhece
dívidas, candidamente, com base num “registro bloqueado e
eliminado”. Aberrações contábeis dessa gravidade
vão fundamentar o pedido do presidente do TCU ao Palácio
do Planalto para que Brasil e Paraguai revejam o acordo assinado pelos
generais Emílio Garrastazu Médici e Alfredo Stroessner,
em 1973. “Em plena democracia, não é possível
a existência de uma estatal sem controle de ninguém, nem
do Ministério Público, nem do Congresso brasileiro e paraguaio”,
afirma o deputado Hauly. No lado de lá da fronteira, a Controladoria-Geral
da República, versão local do TCU, padece da mesma impotência.
E os políticos paraguaios, da mesma insatisfação:
“Itaipu gera 10% do orçamento de US$ 3,5 bilhões do
Paraguai”, lembra o senador paraguaio Armando Espínola, líder
do oposicionista Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA). “Estes
recursos se distribuem pelo país sem nenhum controle. Temos todo
o direito de suspeitar que se utiliza o dinheiro para campanhas políticas
ou corrupção. O Congresso mandou seis pedidos de informações
sobre Itaipu ao Executivo e nunca recebeu uma resposta”, lamenta.
Publicado em: 16/01/06 - 09:19:00
Fonte: Revista ISTOÉ (16/01/06)
Buchada de dinossauro ?
Consta que dentre os dinossauros, alguns tinham parte do cérebro
localizado na cabeça e parte no rabo, ou seja, um duplo comando
integrado. O leitor há de convir que apenas num “desenho
animado” seria possível imaginar o comportamento errático
de um dinossauro fumado em que cabeça e rabo se desentendessem,
exibindo ações desconexas. Pegos com a mão na cumbuca
duma mastodônica maracutaia visando apropriação de
recursos para a conquista e manutenção do poder, aqueles
hoje ainda “por cima” querem nos convencer que sua organização
política funcionava como um dinossauro psicodélico. Ou seja,
a cabeça não saberia o que o rabo fazia ou, pior, não
se saberia quem era a cabeça, quem era o rabo. .
Sim, pois os burocratas do partido, Secretário Geral e Tesoureiro
(põe maiúsculo nisso!) teriam se esquecido de sua posição
subalterna e agido por conta própria na gloriosa campanha de arrecadação
de fundos e sua aplicação. Enquanto isso se dava “na
moita”, os recursos apropriados através do acasalamento do
poder com o submundo da coisa pública e privada azeitavam a conquista
e o exercício do mando. Tudo era um paraíso, com direito
a presentões, farras graciosas, cuecões de ouro e costas
largas para o que desse e viesse.
“Êta, mundo bão, sô”, com certeza diriam
nossos heróis absorvidos na colorida construção do
“novo paradigma” socialista que os motivaria. A burguesia,
fisiológica, fabricava a corda com que seria enforcada, concordando
ainda em pagar comissões na venda do produto que os aguardaria,
conforme expressão de Lênin... Que doce caminhada, se comparada
com a “Grande Marcha” de Mao, ou a guerra civil russa, em
1917!
Mas como na pataca do velhaco o diabo tem um terço e a esperteza
quando é muito cava sua própria ruína, a coisa desandou
quando virou briga de quadrilha, como diria o doce-veneno Senadora Heloisa
Helena. Armaram para um deputado bufão que não hesitou em
chutar o pau da barraca. A Imprensa divulgou os fatos e, de repente, se
descobre que o Rei está nu, embora não perca a pose. Um
grande embuste vem à tona e, no lugar da “Grande Marcha”
se vê “a grande farsa”.
Aqueles pegos com a mão na massa malufaram de vez e, negando os
fatos, descobrem que tudo é “conspiração das
elites contra o governo popular”. “Nada se provou” e
haveria um denuncismo subversivo da Imprensa a serviço das elites.
A CPI dos Correios, seu Presidente, Relator, suas apurações,
tudo seria um vasto delírio reacionário!
Pois é, leitor e eleitor... Já se falou muito em cheiro
de pizza no ar, de pizzaiolos... Com ou sem punição, compra
quem quiser. Agora, tenha-se a santa paciência! Buchada psicodélica,
não! Pensar que o povo brasileiro vai engolir essa buchada de dinossauro
mal cozida temperada por impunidade é crer que somos uma Nação
de estúpidos! Um povo que gerou Betinho, Juscelino, Tom Jobim,
Mario Covas, Tancredo, Nara Leão, Prestes, imaginar que seja tão
parvo a ponto de se crer que todo ele possa engolir esse mal cheiroso
prato... Isso supor é apenas mais um insulto à Nação,
do dinossauro psicodélico que, ensandecido pelo poder, criou o
mensalão, dele fez uso e quer “sair por cima”, nos
mandando a conta para pagar. Então? Quem é servido da buchada?
Os dinossauroiolos aí estão. Chame-os ou os despache, caro
leitor...
Valfrido M. Chaves Pantaneiro, psicanalista.
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