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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

2006
         
             

2005
 

2004

JANEIRO / 2006

Meu caro Telmo

Embora o abaixo mencionado aditivo natural para vacas possa reduzir o imposto da flatulência na Nova Zelândia, no Brasil os cálculos do mercado de carbono, poderão nos tachar como promotores do efeito estufa, pois multiplicando 500 litros de metano por vaca por dia resulta num número que qualquer ecologista vegetariano tem prazer em bradar aos 4 ventos, e então estes doutos divulgam pérolas, como por exemplo: que nossas hidroelétricas emitem mais CH4 que as imundas termoelétricas em implantação, o que por sua vez, se tornam estúpidas "verdades" espalhadas pela vassala e acéfala mídia.


Meu caro Miguel

Dias destes senti na pele a mediocridade que vc descreve de nossos meios de comunicação e de seus âncoras.
Acompanhei meu ídolo Bautista Vidal, num programa de televisão na Rede Vida, no debate dos candidatos à presidência do CONFEA.
Embora o candidato de SP roesse a corda e nem apareceu ao debate, o âncora gastou mais tempo no ar, repetindo que o dito engenheiro não pôde comparecer, enaltecendo suas virtudes, do que o tempo dado aos candidatos que compareceram...
Noutra ocasião, iria eu ser entrevistado pela BoboNews no RJ, para falar sobre bioenergias, e a caminho recebi um telefonema me avisando: Como não havia vínculo a nenhuma universidade ou instituto de pesquisa, minha entrevista havia sido cancelada...


Meu caro Clérinson

A mídia trabalha em prol da oligarquia.
Por acaso nossas eleições são melhores ou diferentes das últimas eleições no Iraque, onde o ditador Saddan obtinha 100% dos votos?
Aqui a mídia esconde a opção de anular o voto, para legitimar os ratos que conseguem se apresentar como coisa decente.
Aqui a obrigatoriedade do voto, faz com que a maioria dos eleitores não saiba sequer o nome dos votados, e o sistema maquinado acaba transformando estes roedores em nossos legítimos "representantes".
Representam pois quem mais mente, quem mais rouba e quem mais engana.


Meu caro Zoccola

Para um rato faminto rejeitar queijo Mineiro (real), pra não dizer queijo Suiço (US$), é porque realmente é uma grande sacanagem receber "jetons" sem comparecer ao "trabalho" parlamentar no recesso...
A reforma política efetiva e necessária, começaria espalhando fubarim nas esplanadas.


Meu caro João Luiz

Olha, é infinita a palhaçada que envolve o setor industrial das energias, mais precisamente as bioenergias e especificamente os óleos vegetais. Realmente não dá pra saber o que é certo e o que é errado, o que é falácia e o que é real.
Fato é que quando eu tinha uma merda de um Corsa da GM, por várias vezes arrebentou a correia sincronizadora do comando de válvulas, sempre com kilometragem abaixo da recomendada para troca no manual de proprietário (50.000 km), e sempre sobrou pro marmitão aqui arcar com os custos do estrago, da ordem de R$ 3.000,00 cada vez. A revenda GM coloca a culpa na gasolina, mas troca as correias com 1/3 da quilometragem recomendada no manual, claro, às custas do cliente.
Cito este caso, apenas para exemplificar as dificuldades de qualquer cidadão, para tratar com os oligopólios oficiais.
Então imagine só o calvário para se utilizar um combustível não convencional, e que por enquanto, por pura ignorância e sacanagem, é inclusive boicotado, como é o caso do óleo vegetal.
Não posso te dizer se vc vai ter problemas ou não utilizando os óleos vegetais, pois pessoalmente ainda tenho pouca, embora valiosa, experiência própria a respeito.
Veja, apesar de eu fabricar kits conversores de motores Diesel para óleo vegetal, não posso utilizá-los... pois já foram apreendidos meu caminhão 1113 e minha Suprema, que os utilizavam.
O que posso te garantir, é que já rodei 42.000 km no meu carro Caldina Toyota japonêsparaguaio ano 92, que comprei com 191.000 km, e rodei e estou rodando com 93% de óleo vegetal e 7% de etanol... sem sequer trocar a correia sincronizadora... sem kit... e sem problemas.
Saliento que este meu motor do ciclo Diesel é de injeção indireta com pré-câmara, muito favorável aos óleos vegetais, pois sua compressão e temperatura de operação são maiores do que a dos motores de injeção direta.
Portanto, meu caro João Luiz, o que quero dizer é o seguinte: Meu carro nacional zero km com combustível fóssil padronizado, fiscalizado, marqueteado, distribuído pela porcobrás, me deu um monte de aborrecimentos caros e cabeludos, enquanto meu carro paraguaio, verdadeira sucata japonêsa, andando com magnífico biocombustível desprezado, sacaneado, malfalado, roda que é um espetáculo.
E para completar, o setor dos oligopólios de óleos vegetais é como vc diz, a putaria é tamanha, que vc consegue comprar óleo mais barato no supermercado, na lata de 900 ml, do que a granel na grande indústria.


Meu caro Demetrius

Realmente, o mundo todo baba pelo nosso álcool, pela nossa bioenergia, pela nossa hidroeletricidade, e aqui, graças à abestalhante mídia, falamos mal destas dádivas da natureza. Somos um bando de frouxos, que deixamos nos ludibriar com besteiras, feito vacas de presépio a serviço dos ladrões de colarinho branco.
Vcs aí no Japão não têm um pingo de energia, importam até água, e mesmo assim o povo é bem pago, enquanto aqui temos de tudo, e o povo trabalha por ninharia. A lógica seria inversa. Só Freud explica...


Meu caro Deputado Elimar

Por que se demora tanto a aprovar um projeto de lei relevante a nosso povo?
Está se esperando o quê?
Aí só se aprovam projetos com negados mensalões e camufladas percentagens?
O que realmente acontece de bom aí neste reinado babilônico?


Meu velho guerreiro Oscar

Foi um prazer conhecer-te pessoalmente em minha última viagem ao Paraíso, digo Paraguai.
Paraíso porque lá a polícia se contenta com pouca propina, e não te impede de andar com a carbono sequestrante bioenergia...
Enquanto não nos rebelarmos contra a falácia das mídias, e a responsabilizarmos pelas mentiras veiculadas, continuaremos sendo explorados feito prostitutas analfabetas, por cafetões da pior espécie.
Para corroborar com esta triste realidade, colo abaixo um texto que explica a saída de Boris Casoy da Record, para "preservar" a reeleição do Sr. Inácio.

Também abaixo um texto sobre a putaria dos preços do álcool da atual entressafra. E mesmo assim, nenhum destes especialistas pensa em permitir ao pequeno produtor fazer etanol para venda. Preferem importar o produto, a "perder" a mamata dos oligopólios, caixinhas, abraços, favores, etc.

Para levantar mais um pouco a saia do prostíbulo nacional energético, acrescentei um texto sobre o prejuízo das porcas e estúpidas termoelétricas nacionais...

E por fim, mais um ótimo texto de meu amigo Raimundo, sobre bio(inse)gurança...


Antiabestalhantes bioabraços

Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Qual ofensa é maior, chamar alguém de burro ou de humano? Você já viu algum burro explorar outro burro? Declarar guerra? Matar?" - Georges Bourdoukan

-----Mensagem original-----
De: Telmo Heinen
Enviada em: sexta-feira, 6 de janeiro de 2006 12:43
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Gerth Roland Fischer
Assunto: Bovinos (-)Menos metano?

Cientistas criam forma de reduzir gases (metano) do gado
O gado pode produzir 500 litros de metano por dia
Cientistas do Rowett Research Institute, da Grã-Bretanha, estão testando comercialmente um aditivo alimentar natural que pode diminuir a quantidade de gás metano produzido naturalmente pelo gado durante a digestão.
O metano é um dos gases do efeito estufa. O gado pode liberar até 500 litros por dia desse gás, a maior parte disso ao arrotar.
Os pesquisadores descobriram que esse aditivo diminui a produção de metano pelos ruminantes e começaram um processo de produção comercial por um ano com um parceiro não identificado.
"Fizemos um teste com cordeiro recentemente e obtivemos uma redução de 70% na formação de metano", disse John Wallace, chefe da equipe.
Ganho de peso
"É muito bom para o meio ambiente, mas é vantajoso para todos, pois o fazendeiro se beneficia também, já que a energia do metano é mantida no corpo do animal".
"Isso significa que os animais ficam 10% mais eficientes. Para cada 10 quilos de alimento que consomem, eles produzem 10% mais de peso corporal", explicou. Wallace.
A esperança é conseguir a mesma redução na produção de metano obtida com cordeiros para ovinos e bovinos.
http://www.agrolink.com.br/inc/jr.asp?cn=72131&ul=90890&cid=29739&rt=1&cnd=0
Telmo.

-----Mensagem original-----
De: migueljorgems
Enviada em: quinta-feira, 5 de janeiro de 2006 08:34
Para: Fendel

JORNAL NACIONAL
Laurindo Lalo Leal Filho
"De Bonner Para Homer", copyright Carta Capital, 5/12/05
"Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.
Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por
terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar
referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático "bom-dia", Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família
Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. "Essa o Homer não vai entender", diz Bonner, com convicção, antes de rifar
uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos - atender ao Homer -, passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem
o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.
Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas "praças" (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.


-----Mensagem original-----
De: brazico
Enviada em: sexta-feira, 6 de janeiro de 2006 08:49
Para: katavento@grupos.com.br
Assunto: [Katavento] Sobre o projeto das florestas públicas

O governo (leia-se Congresso) vai sempre estar fazendo o jogo dos plantadores de soja, criadores de gado e madeireiros. Muitos deputados são delegados desta elite de destruidores, e isso já vem de governos passados. Também muitos juízes e gente do primeiro escalão são manipulados por esta gente. Haja lei ou não para o uso das florestas públicas, tudo vai continuar como está: falta de fiscalização, corrupção, influência forte de políticos comprometidos com os monoculturistas, grilagem escondida debaixo do tapete, ação de corruptores até sobre as tribos indígenas, ministros do "faz de conta", etc,etc. Se não elegermos ecologistas de verdade a destruição vai continuar.
Sempre é bom lembrar que quem aprova ou não projetos de lei nesse país continua sendo o Congresso Nacional, formado por integrantes de todos os partidos. Ao invés dessa gente votar projetos para reforma política, reforma judiciária e outras mais, que realmente poderiam melhorar o país, prefere o blá-blá-blá das CPMIs: Campanha Presidencial Maquiada de Investigação. Sabemos que o Congresso que tá cheio de gente que manipula os meios de comunicação em seus estados, e talvez por isso, o povo mal informado vai continuar votando pra esse pessoal. Infelizmente.

Clérinson Dias. Curitiba/PR


-----Mensagem original-----
De: Armando Zoccola Filho
Enviada em: sexta-feira, 6 de janeiro de 2006 08:51
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Plenário vazio e o bolso de parlamentar cheio

Plenário vazio e o bolso de parlamentar cheio
Comentário da cientista política Lucia Hippolito na CBN:
" Todo ano é a mesma história. Deputados e senadores não conseguem dar conta de toda a pauta, e o Congresso acaba sendo convocado extraordinariamente para trabalhar durante o recesso.
Cada convocação custa uma fortuna para o país, e os resultados têm sido pífios, menos do que medíocres. Quase nada é votado durante essas convocações. Mas o custo político para o Congresso tem sido enorme.
Este ano, parecia que as coisas seriam diferentes. O Congresso não precisava ser convocado, apenas as CPIs e o Conselho de Ética da Câmara precisavam continuar funcionando. Afinal, não dava para interromper as investigações do valerioduto.
Mas não se encontrou nenhuma fórmula regimental que permitisse apenas o funcionamento dessas comissões.
Por isso, o Congresso foi mais uma vez convocado extraordinariamente. E, mais uma vez assistimos ao espetáculo de parlamentares devolvendo os subsídios extras, outros que disseram que devolveram mas embolsaram, outros ainda que pura e simplesmente receberam o dinheiro e ponto final.
Resultado: foi elaborada uma pauta com temas que deveriam ser discutidos, mas como se sabe, é sempre uma lista “para inglês ver”. Porque ninguém comparece, ninguém vota.
E fica tudo por isso mesmo.
Para diminuir o “mico” das próximas convocações extraordinárias, bem que o Congresso poderia promover uma reforma nos regimentos das duas casas, para que as Comissões Parlamentares de Inquérito e os Conselhos de Ética, tanto da Câmara quanto do Senado, possam funcionar independentemente da convocação de todos os parlamentares.
O país economizaria uma fortuna. E os parlamentares seriam poupados desse “mico” inacreditável.
Plenário vazio e bolso cheio. Ninguém merece."


-----Mensagem original-----
De: João Luiz Ryzik
Enviada em: quinta-feira, 5 de janeiro de 2006 11:32
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Queimar óleo de soja!

Gostaria que me informassem sobre a conversão do motor cummis para queimar só o óleo de soja ou qualquer outro motor.
Eu estou usando o óleo de soja na S-10, 50% para diesel e 50% para óleo de soja; e na fazenda estou usando até 100% de óleo de soja.
Na região de Campo Mourão - PR, já tem agricultor usando óleo de soja a mais de anos e sem nenhuma adaptação.
Sou morador de Floresta - PR, perto de Maringá, aonde tem um engenheiro agrônomo que você deve conhecer - Paulo Milagres - ele já usa o óleo de girassol 100% na Saveiro da Emater.
Fico feliz de saber que tem pessoas como você ainda no Brasil, porque a maioria são covardes, com medo de abrir a boca para falar de coisas boas, que no futuro próximo vai trazer benefícios para a agricultura, que hoje se encontra no fundo do poço; eu também sou curioso só que não tenho nenhuma formação acadêmica.
Fui em busca de comprar o óleo de soja na Cocamar e eles me informaram que não tem interesse de vender o produto para agricultores.
É uma covardia você integrar matéria-prima para esses vagabundo e não poder retirar a mesma e nem poder comprar o produto Agranel. Enquanto a maioria ficarem calados eles vão continuar fazendo o que querem.


-----Mensagem original-----
De: demetriustavares
Enviada em: terça-feira, 3 de janeiro de 2006 05:08
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: cogeracao

Nao o conheço pessoalmente, mas como sou engenheiro industrial eé pesquisando esta tecnologia, alem de estar morando atualmente no Japao, pude atestar que, até este pais está aderindo ao nosso proalcool. Infelizmente, ainda
estamos na idade da pedra, pois somos ainda governados por filhos da puta e desejaria que Jesus, como espirita que sou e, acreditando e tendo a certeza da imortalidade da alma, deveria pedir emprestado por 50 anos ao Diabo o
Sr.Adolph Hitler do umbral e trazê - lo para o Brasil , a fim de que ele fizesse a mesma limpeza, como foi feito no CRIME DA CERVEJARIA .Mas tambem, acreditando no progresso das almas, tenho a certeza de que um dia , seremos uma grande naçao de respeitadores da natureza, guardando o nosso planeta para as futuras geraçoes. Por isso Sr. Thomas, a sua luta não é em vão.
Desejo - lhe todo sucesso na divulgação e no esforco deste trabalho tecnico e economicamente viavel e certamente veremos, um dia, nosso país aderindo a tal tecnologia, permitindo-nos ser mais rapidamente independentes dos
filhos da puta das multi e dos tecnocratas.

Felicidades.
Demetrius Tavares Silva.


De: Dep. Elimar Máximo Damasceno
Enviado em: quinta-feira, 29 de dezembro de 2005 21:17
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Agradecimento

Prezado Sr. Thomas,

Apesar do atraso da mensagem, agradeço sensibilizado suas palavras em apoio ao PL de minha autoria e do Dr Enéas
Estaremos sempre ao inteiro dispor na construção de um País verdadeiramente livre nas questões de soberania nacional.
Atenciosamente,
Deputado Elimar Máximo Damasceno
PRONA/SP


De: Oscar Baldoni
Enviado em: sexta-feira, 30 de dezembro de 2005 10:28
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Biodiesel

Dionisio Cerqueira, Santa Catarina, 30 de dezembro de 2005

Engenheiro THOMAS RENATUS FENDEL

Ilustre amigo de lutas :
Sabe o que penso ? Vivemos numa espécie de idade média, onde o senhor feudal foi trocado por uma caterva de cretinos travestidos de governantes. O senhor definiu-os como cleptocracia e acho que está certo. Entre eles temos pouquíssimos exemplares que fazem alguma coisa em pro dos idiotas que pagamos impostos. Situações extremas de injustiças, levam ao cúmulo de entender os anarquistas, que pregavam a rebelião contra as "autoridades".
Ontem descobri uma realidade, que é páreo junto à sua vivência da proibição de empregar óleo para os veículos = Respeito seu ponto de vista contrário ao biodiesel. Mas, por um momento peço lhe o favor de entender o drama dos produtores da fronteira agrícola. Eles estão duplamente penalizados por causa do elevado valor do óleo diesel (R$ 2,11 em Alta Floresta) e do baixo preço que oferecem por suas produções de alimentos = (R$ 11,00 o saco de arroz em Sinop).
Desafio a qualquer um, que possa explicar os custos. A moeda dos dominadores do mundo ( o maldito dólar) esteve a R$ 4,00 e agora está a R$ 2,30 Quero saber a quanto estava o barril de porcotróleo nessa época e quanto está agora e se acompanharam as flutuações. Acho que não.
O que descobri e comentei com autoridades decentes desta cidade (tem algumas), é que a exigência de ter como capital mínimo o valor de R$ 500.000,00 para produzir biodiesel, significa na prática uma reserva de mercado para os graúdos, negando a defesa para o produtor, duplamente penalizado como expliquei.
Toda essa papagaiada que escutamos por ali, inclusive que poderá ser uma solução para os sem terra, é mentira. A lei tem número = 11.116 e obriga a colocar um medidor de fluxo de produção. Francamente, engenheiro, como pioneiro, colono, desbravador e patriota, me sinto lesado.
No tempo do presidente Figueiredo, houve uma tentativa de compensar um pouco o esforço do colono, igualando o valor do combustível no pais inteiro. A idéia era que ajudava de essa forma, porque quanto mais longe estava, significava que estava desarrolhando um sacrifício proporcional. Aconteceu que houve abusos enormes. Eu vi um "posto fantasma", numa estrada rural. Tinha um cartaz com um número, mas não passou do papel. Nem os tanques colocaram, mas deve ter vendido muitos milhões de litros de combustível ... que saiam das destilarias, ficavam no estado de São Paulo e faziam a festa com o valor do frete.
Hoje estamos pior do que nunca. Na Argentina ainda há um pouco de consideração : Há um confisco para a exportação, mas subsidiam um pouco o combustível. Tem gente que carrega em cidades de Misiones, porque aqui, na beirada, nunca tem. A diferença é grande.
Espero que o novo ano esforce nossas já poucas neuronas funcionando, para que inventemos alguma coisa válida. Não tenho mais saco para agüentar injustiças. Estou na idade de me aposentar e isso me da medo. Eu, que não tremi nem na frente das onças, sem armas, tenho medo do futuro, da velhice, de morrer na fila de um mal chamado hospital, de não poder pagar uma mafia da medicina pré paga, de comprovar que há 50 anos eu teve uma esmerada educação muito boa, outorgada pelo estado e hoje, meus sobrinhos tem uma educação medíocre que custou uma fortuna em colégios pagos.
Tenho saudades da liberdade que existia nas ruas, quando podíamos circular livremente sem perigos e o policial era conhecido e amigo da gente correta.
Ainda dou graças por morar no interior, porque em São Paulo você está preso na sua casa. Não que seja uma garantia de segurança, porque ninguém está a salvo. Mas, sai dali, só para se enfiar num shopping, porque a degradação do que era um passeio normal, ficou na lembrança dos mais velhos.
Tenho nojo de políticos que viajam, comparam formas de vida no exterior e nada fazem pelo povo. Não dá para comparar o preço da condução no México, na Argentina, com o que somos obrigados a pagar.
Eu sei que o senhor não acredita em Deus. Não é para acreditar mesmo, porque se existe, é um cretino que nos obriga a passar o inferno aqui, nesta terra eivada de injustiças.
Receba o abraço do Velho Guerreiro, Oscar.


Pressões do Governo derrubam Boris Casoy

BOMBA: Pressões do Governo derrubam Boris Casoy Como já vinha sendo divulgado há tempos, a Record vinha sofrendo pressões do governo para tirar Boris Casoy da sua reportagem.
Boris Casoy vinha sendo duro em suas críticas ao governo, que com isto não estava nada satisfeito. Ele cobrava providências que não eram tomadas e batia forte nos escândalos que estavam sendo encobertos e
transformados em pizzas.
Boris, com seu espírito independente, não aceitava reduzir as críticas, aliás muito bem feitas e fundamentadas. O que, num ano de eleição, é catastrófico.
O afastamento do ÂNCORA do TELEJORNALISMO da Rede Record era um dos objetivos fundamentais para não perturbar a campanha pela reeleição do pres. Lula.
A notícia que circula é que teria havido um acordo, com boa indenização para Boris e seus colaboradores, para a demissão de todos, inclusive da notável comentarista Salete. E deste acordo deve certamente constar que todos ficariam de "bico calado".
Esperemos pela confirmação da notícia e como ela será divulgada pela mídia. Que, de qualquer modo, será uma enorme perda para a liberdade de imprensa e uma demonstração cabal de que estamos diante de um governo que não poupa esforços para se eternizar no poder.


Governo recua e descarta importar álcool

O governo não irá "atropelar" o mercado de álcool, que é livre, mas tentará um acordo com os usineiros para evitar que o preço do produto continue em alta durante a entressafra, segundo afirmou hoje o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele descartou a possibilidade de confisco dos estoques do combustível. O governo também desistiu de importar o combustível dos Estados Unidos.
"Há espaço para construir uma solução sem confronto", afirmou o ministro, que aposta em uma "sensibilidade dos produtores de álcool", que deverão se reunir na próxima semana antes que o governo adote alguma medida sobre o assunto.
Ontem, o diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, havia cogitado medidas como o confisco dos estoques ou a importação do combustível dos EUA caso não houvesse um acordo com os usineiros. Hoje, a única medida que não foi descartada por Rondeau foi a possibilidade de reduzir de 25% para 20% a quantidade de álcool misturada à gasolina "se isso resultar em um benefício para o consumidor". (Fonte: Correio Braziliense)

Termoelétricas deram prejuízo de R$ 1,8 bilhão

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a Petrobras acumula prejuízos de R$ 1,8 bilhão com contratos firmados em 2001 para construção e operação de usinas termoelétricas. O pente-fino do TCU na estatal também aponta irregularidades em contratos de pessoal, de advocacia e de serviços de consultoria, entre outros. Os prejuízos nas operações com usinas termoelétricas estão concentrados em três contratos, celebrados com as empresas MPX Termoceará (R$ 192 milhões), Enron (R$ 1,2 bilhão), El Paso e Sociedade Fluminense de Energia Ltda (R$ 500 milhões). Segundo os auditores, a Petrobras contratou todas sem licitação e firmou compromisso de arcar com quaisquer prejuízos decorrentes dos serviços. Os ministros do TCU determinaram que os técnicos conduzam uma investigação profunda sobre esses contratos. (Fonte: O Povo(CE)

POR QUE LULLA ASSINOU
A LEI DE BIO(INS)SEGURANÇA
Raymundo Araujo Filho*

Em primeiro lugar, por que mais este desatino do nosso presidente eleito (mas muito ruim de governo) faz parte de sua completa ignorância, falta de capacidade e de elementos básicos para poder raciocinar com a grandeza que seria necessária para a tomada de decisões desta magnitude. E isso não tem nada a ver com falta de cultura, mas sim com a sua já famosa tizunâmica preguiça intelectual.
Em segundo lugar, porque este governo tornou-se refém dele mesmo. Ou seja, ficou amarrado no emaranhado de acordos políticos e dependências idem, a partir do momento que oPTou em não se valer da mobilização de um povo esperançoso e majoritário que o elegeu. E não para fazer revoluções, mas apenas simples reformas.
Depois, porque a articulação, já no seu primeiro mês de governo, do seu então primeiro ministro (hoje deputado cassado) José Dirceu que em janeiro de 2003 foi ao RS negociar com o reacionário Carlos Esperoto, o presidente da FARSUL (ruralistas gaúchos) a liberação dos transgênicos, em troca de apoio político da bancada ruralista. Ali começou o processo de liberação fraudulenta pelo governo, ao arrepio da Lei e através de medidas provisórias, da soja transgênica. Hoje a avenida está aberta para o contrabando de milho, girassol e algodão transgênicos, como já é noticiado pelos meios de comunicação.
Ali começou a derrocada da ministra do meio ambiente, Marina Silva, que foi e é enxovalhada cada dia mais neste (des)governo, desnudando (com todo o respeito) a sua fraqueza política e incapacidade de articulação social, como é fato.
Também, porque este governo, que deveria ser dos trabalhadores, nada mais é do que uma casa de tolerância aos lobbys de todos os tipos. Lembrem-se que a ministra de ferro Dilma Roussef recebeu todo o lobby pró transgênico em seu gabinete, pouco antes de enviar para a sanção presidencial o famigerado projeto.
Assim, e ao lado da ala mais reacionária e comprometida com o que a de pior e mais avassalador em termos estratégicos e geopolíticos da dominação internacional, com a qual o presidente Lulla se alinha, sem nenhuma vergonha, estes são os principais motivos desta absurda assinatura desta lei de bio(in)segurança.
Mas há outros aspectos:
O primeiro deles é que temos uma comunidade científica e política de dar dó, de tão reacionária e permeável ao verde poder de $edução que se mostraram.
Nunca tantos cientistas e políticos foram tão tocados por mordomias, viagens, congressos, propaganda enganosa e, por que não dizer, os prováveis mensalões, mensalinhos e merendinhas, símbolo maior, neste momento, da corrupção generalizada e sistêmica que acomete o Brasil.
Vemos um festival de artigos com afirmações duvidosas, quando não falsas, antagonizando questões incompatíveis, como a da permissão da utilização de embriões indiferenciados para as pesquisas médicas, coisa que não poderia nunca ter sido enfiada na mesma medida provisória transgênica. Financiou-se uma torrente de discursos e articulações políticas perversas, por parte dos nossos políticos vaquinhas de presépios que dão leite à base de muita propina.
Dinheiro a rodo rolou, todos intuímos. Mas poucos dizem.
Mas temos ainda outra faceta desta tragicomédia política, que tem o Arlerquim Lulla como protagonista. Como um verdadeiro polichinelo alienado. Ou um Sassá Mutema de sapatos. Um Curupira ou, por que não uma reivivicação do Macunaíma, o símbolo do servilismo “esperto”.
Esta faceta a que me refiro, se personaliza naqueles que deveriam ter responsabilidades sociais, por fazerem parte das direções das organizações do Movimento Social e expressões da inteligência brasileira (não unanimemente, é bom que se deixe claro).
Refiro-me aqui as direções do MST e congêneres, UNE, CUT, FETRAF, ONGs em geral, lideranças como João Pedro Stédille, Manoel Conceição Santos, Olívio Dutra, Vladimir Palmeira, além de personalidades como Frei Beto, Leonardo Boff, Marilena Chauí, Emir Sader, que se dizem identificados com a s causas populares, mas que envoltos, talvez, com as suas relações ambivalentes com o Poder exercido desastrosamente pelo presidente que eles pensavam que iria defender as causas populares, calam-se vergonhosamente.
Alguns estão mudos até hoje, como p.ex., o Olívio Dutra defenestrado do ministério para dar lugar a um seu companheiro, só que do partido político do Maluf. O Manoel Conceição Santos (velho líder dos trabalhadores rurais), prestes a ser homenageado com um livro sobre sua vida recolhe-se após fragorosa derrota no seu estado, o Maranhão. Parece satisfeito com a s migalhas que vem ganhando pra a sua base, a CCAMA, e vai ganhar do (des)governo Lulla, mesmo tendo denunciado publicamente a ilegitimidade do processo eleitoral do PT maranhense, mas permanecendo docilmente no partido.
Outros como a filósofa Marilena Chauí, que há poucas semanas declarou que às vezes os intelectuais deveriam ficar em silêncio (saudades da ditadura?), recentemente deu entrevista no jornal do MST dizendo que apesar de tudo, a solução está em Lulla e no PT.
Na mesma linha Leonardo Boff escreve neste mesmo jornal dois editorias em cerca de sessenta dias dizendo que a esperança está no PT e bola p´rá frente e outras baboseiras que só desnudam a fragilidade intelectual desta desinteligência brasileira. O Frei Beto, este, enganado, tirava onda de íntimo da família do Lulla que, mas tão íntimo que não percebeu a mudança operada em seu íntimo amigo e confidente, o presidente Lulla.
Vamos agora ao Stédile. O que faz este gajo a não ser reclamar do 2º e 3º escalão do governo, como se não fosse o presidente Lulla o responsável pelas políticas de seu (des)Governo? Onde está a sua capacidade de mobilização de sua aguerrida militância para impor ao presidente, pelo menos, uma vigília pacífica de uns dez mil militantes em seus jardins? Para ao menos gerar um ônus político ao seu amigo e correligionário de partido, ao assinar a famigerada Lei de Bio(in)segurança.
E as ONGS, de Boletins em Boletins virtuais e reuniões no setor rural, totalmente fora da mídia, apenas criticam o periférico, negando-se a urbanizar de verdade este debate. Afinal poderia respingar no presidente Lulla, de cujo (des)governo saem grande parte de seus proventos através das verbas ministeriais para seus projetos.
Foi notável a omissão do ex-guerrilheiro Jean Marc von der Weid negando-se a fornecer para a TVE-PR uma filmagem do então candidato Lula, em 2002 e frente a cerca de dois mil agricultores, dizer que “era uma burrice plantar transgênicos”. Burrice foi votar nele!
E já se preparam as ONGS para nomear seus dois representantes no colegiado viciado da CTNBio, já se dizendo vitoriosos pois vigiu a cláusula dos 2/3 necessários no tal colegiado da Monsanto, digo, da CTNBio (Comissão Técnica de Biossegurança), agora plena de poderes. Vão ser institucionais assim na praia!
Assim, o presidente Lulla assinou a Lei de Bio(in)segurança pois não houve verdadeira oposição nem por parte daqueles que deveriam honrar pelo menos os seus passados históricos, hoje ofuscados pela adesão pelega que fazem a este (des)governo.
E todos já se preparam para a campanha do ano que vem com o eslogan: Ruim com ele, Pior sem ele! Lulla presidente.
Vai atrás que eu vou na frente!
*Raymundo Araujo Filho é Médico Veterinário Homeopata

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Meu caro Conte

Esse papo de energia limpa, a partir dos fósseis, é pura estorinha de Papai Noel.
É como dizer que o trenó é movido a pedrada, desconsiderando que os veadinhos certamente comeriam capim e milho. Só que, além de contrariar a lei da gravidade, desrespeitar Newton em sua lei da ação e reação nos cascos dos bichinhos; precisaríamos andar aqui embaixo, de chapéu ou capacete, para nos proteger da chuva de dejetos, em épocas natalinas.
Voltando à realidade, nunca será viável ao homem seqüestrar o CO2 (gás carbônico) dos combustíveis fósseis, a não ser pela magnífica e desprezada fotossíntese. Aliás, foi a própria ignorada fotossíntese que retirou praticamente todo o CO2 da atmosfera nos últimos 650 milhões de anos, e que o homus porkus, nos últimos 100 anos, está devolvendo ao ar.
Quando ainda não havia vida no universo, a 650 milhões de anos, existia 16% de CO2 na atmosfera, acompanhado de mísero 1% de O2 (oxigênio).
Então, por um belo e puro acaso da evolução, surgiu algo como uma célula primitiva, que além de ser a primeira forma de vida, tinha a capacidade de se reproduzir, além da fenomenal capacidade de absorver CO2 do ar, liberando O2 fotossintético. E os acasos foram se sucedendo e surgiram todos os vegetais e na sequência dos acasos, os animais. Em menos de 100 bilhões de anos, os vegetais se multiplicaram exponencialmente e comeram praticamente todo o CO2 atmosférico, com a consequente liberação de enorme quantidade de oxigênio atmosférico, que hoje chega a 21%.
Nos últimos 50 bilhões de anos, excluídos os 100 anos mais recentes, a concentração de CO2 atmosférico era de apenas 0,03%, e hoje, devido ao porco e ignorante homem, caminhamos para 0,04% de CO2 na atmosfera, com tendência de crescimento, gerando o atual desequilíbrio ambiental. E a causa desta elevação de CO2 atmosférico é exclusiva ao desenterramento e queima dos combustívelis fósseis, incluso o sujo gás natural, igualmente emissor de CO2.
Então, meu caro Conte, a única maneira racional de seqüestrar este excesso de carbono no ar, é promovendo a fotossíntese, através do uso e plantio dos espetaculares biocombustíveis, tornando o saldo de carbono sempre negativo, pois nunca se utiliza todo o vegetal, e o carbono do farelo tem de ser creditados aos veadinhos do papai noel ou às vacas dos fazendeiros, e nunca à bioenergia. Portanto o saldo de CO2 dos biocombustíveis não é neutro como pregam os doutores "Maria vai com as outras" mas sim negativo. No lugar do efeito estufa, podemos facilmente promover o efeito refrigerador, através das bioenergias.


Meu caro Mauro e meu caro Eduardo

O resultado da globalização de mão única, é o enricamento dos grandes grupos industriais, em detrimento dos povos, cada vez mais miseráveis.
Assim, a máfia da desinformação trabalha em prol da alienação humana, e temos como resultado a veiculação de crenças e "verdades" que são verdadeiras fábulas mirabolantes e mentirosas.
O Eduardo condena corretamente a energia nuclear, pois a fissão sempre resulta em lixo radioativo e a fusão, tal qual ocorre no sol, nunca será possível aqui na terra. Mas em relação às fabulosas hidroelétricas, o Edurdo escorregou feio no tomate, pois não existe energia mais limpa, bela e barata do que a hidráulica, afora a bioenergia. Os problemas decorrentes de seu mau uso são apenas administrativos, com origem na corrupção e ignorância, onde o crime maior, o das tarifas hipócritas, é completamente ignorado. Também tenho que discordar do Eduardo na questão da bomba atômica ou mais corretamente da bomba nuclear. Afinal, também sou contra, se todos não a possuíssem. Mas deixar apenas alguns ladrões com ela, e o resto sem, para mim é banditismo, é putaria neoliberal escravagista. E por fim, meu caro Eduardo, esqueça o hidrogênio. H2 é falácia, é uma verdadeira estorinha ilusória. Um pedaço de pau molhado e pôdre contém mais energia útil do que um tanque de H2 liquefeito a -253C, de mesmo tamanho, além de ser 1 milhão de vezes mais barato, e de diminuir a concentração de CO2 atmosférico.


Meu caro Gerhard

Teu relato abaixo sobre a globalização retrata a triste realidade atual, e recomendo a todos sua leitura. Parabéns.


Meu caro Celso e meu caro Biopirol

Também acho que votar "00", confirmar e anular o voto, é a única solução pacífica para o Brasil.
Assim a rataiada vai ter muito mais respeito com seus fornecedores de queijo, resultando numa reviravolta política, que finalmente irá moralizar a coisa pública.
Não dá para ter muita calma, chega de engambelação.


Meu Caro Paulo Bindgalvão

Certamente será possível a montagem em grande escala dos kits para transformar motores Diesel para óleo vegetal.
Mas antes disso, temos que qualificar e experimentar exaustivamente os kits e os óleos.
Então, por enquanto estamos na fase de distribuir kits para testes de durabilidade.
Claro que o ideal são motores específicos a óleo vegetal, mas enquanto a grande indústria continua cega, vamos improvisando com óculos, digo, com kits.
Assim com a prensa de óleo vegetal que vcs produzem, estamos caminhando para a racionalidade.


Meu caro Miguel

Obrigado pelos elogios. Realmente, o importante é persistir.


Meu caro Baldini

Só faltou um pouco de comunicação, para que eu tivesse participado de vosso seminário.
Mas certamente, este ano, não cometeremos esta falha, pois como vc bem sabe, eu tenho o máximo prazer e empenho em participar nos eventos que promovam as energias sustentáveis.
Que bom que o Orlando do CENBIO participou falando de motores a óleo vegetal, assim minha consciência pesa um pouco menos.
Parabéns pelo evento.


Meu caro Paulo

No teu caso, utilizando um motor de injeção indireta com pré câmara e óleo vegetal refinado, o kit parece não ser necessário.
Mas sem o kit, logo teu filtro de combustível vai te incomodar.
De qualquer jeito, o kit num motor com pré câmara, aumenta a vida dos filtros, do motor, da bomba injetora, etc.
Com 50% de óleo refinado, penso que vc não vá ter problemas nunca, muito pelo contrário, teus problemas serão menores agora... pois eu já rodei 43.000 km com 90% de óleo de fritura e 10% de etanol.
Para verificar o óleo basta observar a vareta. Quando ele plastifica, ele engrossa na vareta também.
Se vc comprar um óleo lubrificante barato e trocar o óleo a cada 5000 km, vc provavelmente não terá problemas, pois eu agora passei a trocar com 7000 km.
Com 50% de óleo refinado, super filtrado, é provável que tua bomba injetora tenha uma vida maior do que com Diesel...
As regulagens permanecem as mesmas.
Tua única preocupação é com a polícia... caso algum queira mostrar "serviço".


Meus demais caros:

Abaixo segue um texto, que trata sobre o óleo vegetal refinado utilizado em MT como combustível.
Afora os exageros e os erros de mídia, o texto é bom, e demonstra o potencial dos fantásticos óleos vegetais.
Em contrapartida a essa boa notícia, colei outra que demonstra a calamidade, a prostituição energética nacional, no caso sobre a usina de Itaipu, onde malabarismos contábeis resultam num inacreditável caixa 2 de 100% do faturamento.
E por fim, vale a pena ler o texto de meu amigo Pantaneiro, que demonstra serem as pizzas planaltinas, na realidade, buchada azeda de dinossauro...

Antiabestalhantes bioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Qual ofensa é maior, chamar alguém de burro ou de humano? Voce já viu algum burro explorar outro burro? Declarar guerra? Matar?" - Georges Bourdoukan


-----Mensagem original-----
De: Paulo Conte
Enviada em: quarta-feira, 11 de janeiro de 2006 12:24
Para: Fendel
Assunto: POLUIDORES DEBATEM USO DE ENERGIA LIMPA SEM AFETAR CRESCIMENTO

Seis dos países mais poluidores do mundo reúnem-se em Sydney nesta semana para defender a adoção de tecnologias de energia limpa como uma via de combate às mudanças climáticas sem o sacrifício do crescimento econômico. Estados Unidos, Japão, China, Índia, Austrália e Coréia do Sul realizarão o primeiro encontro da Parceria Ásia - Pacífico para o Desenvolvimento Limpo e o Clima, um pacto que, segundo afirmam, complementa o Protocolo de Kyoto. Mas, diferente do que acontece, no caso do protocolo, os seis países não fixarão metas para cortar as emissões de gases do efeito estufa e, segundo alguns analistas, qualquer medida adotada por eles deve ser vaga. Autoridades disseram que a parceria pretende criar um fundo para ajudar a desenvolver tecnologias de energia limpa. A Austrália, por exemplo, doaria inicialmente US$ 75 milhões para dar início a esses programas. Os países presentes em Sydney também devem tentar atrair apoio da iniciativa privada para o desenvolvimento de tecnologias como a do carvão limpo e da energia renovável. Os seis países respondem por 45% da população mundial, por 48% da emissão de gases do efeito estufa e por 48% do consumo de energia. Analistas e grupos ambientalistas acreditam que a tecnologia envolvida no carvão limpo, que usa vários métodos para diminuir a emissão de gases como o dióxido de carbono, será um ponto central da parceria. Fonte: Gazeta Mercantil, 10.01.2006


-----Mensagem original-----
De: Mauro Schorr
Enviada em: domingo, 8 de janeiro de 2006 11:01
Para: vários
Assunto: Triunfo do programa nuclear brasileiro?? - A desinformação de Aldo Rebelo

Sr. Eduardo
Então encontrei um texto de um cara que diz tudo e mais um pouco, do nível que gosto, bem atual
Obvio que o sentimento que fica em meu estômago é de nojo completo sobre esta situação neo-colonial onde a ainda insistente nação está fatiada na mão de ultragananciosos politicos, com seus super egos demoníacos.
Bom, o que dizer deste congresso e senado, desta grana toda, destes 400 a 500 milhões anuais ou mensais que estão chupando com suas mentiras e egoidades, vivdem vida feudal de reis
Deste 2.5 bi que fluiu do valerioduto, sem nem o Lula que voou 5 vezes o planeta nem pode ver, ou nem administrar
Destes milhoes que a rede globo torra com milhares de artistas, que estão a serviço de quem, de nosso povo, de nossa ecologia mesmo?
Bom, ainda tem as religiões, a elitizante e deturpada ou capturada mensagem do Cristo que sabe lá por que, hoje usa barba, roupa vermelha, é bem gordo e mora no artico ...
Mas então, espero que gostem do artigo, é bem sensato, e vamos repúdiar, se possível esmagar esta classe tirana politica e dizer um gde não ao seu Lula e a qq politico babaca, mentiroso e limitado
Mas vejam bem, temos por obrigação nesta encarnação, de montar então um partido politico nosso e termos nossos candidatos, sem a viadagem do Gabeira e seu discurso também pequeno burgues inútil, por ex
Por que o PV é outra inutilidade no Brasil
Desculpem a franqueza, depois de 20 anos nesta estrada a gente sabe onde enfiar bem fundo nosso dedo
Saudações
Orua

Triunfo do programa nuclear brasileiro?? - A desinformação de Aldo Rebelo.
Comentário sobre a matéria "Triunfo do programa nuclear brasileiro, artigo de Aldo Rebelo", publicada no JC e-mail 2928, de 03 de Janeiro de 2006 e no "Gazeta Mercantil": >>
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=34243
O discurso do nobre deputado não é científico; é político! Por isso, nas próximas linhas, refiro-me com tanta ênfase a Sua Excelência e a seus iguais.
É lamentável que um parlamentar com tão importante cargo tenha visão tão limitada, estreita e enganada sobre assuntos de tamanha importância, como geração de energia, segurança nacional, política internacional e organizações não governamentais.
Lamentável, também, é ouvir, de Sua Excelência, que um dos campos em que mais se avançou no Brasil nos últimos 30 anos, foi o da energia nuclear. Mentira! Avançamos timidamente em uma tecnologia medíocre, basta analisarmos os dados referentes às usinas Angra 1, 2 e 3: São ultrapassadas! Aliás, quando foram compradas já eram obsoletas na Europa - e pagamos uma fortuna pela sucata! os melhores argumentos que os "entendidos" no assunto têm, para que concluamos a implantação de Angra 3, são os de que a mão-de-obra especializada para construí-la está envelhecendo e acabará sendo desperdiçada e de que, quanto mais demoramos a construí-la, mais cara ela se tornará... argumentos pífios, para não dizer mais! Ora, então devemos comer comida estragada, só porque custou caro? ou porque o cozinheiro é tradicional e bem treinado?
E, ainda que tal avanço fosse verdadeiro, mesmo assim seria lamentável, pois, à cópia dos soviéticos (e, mais recentemente, dos russos, com o Kursk e o AS-28) e dos outros cegos políticos do mundo, estaríamos comemorando um tremendo desvio ético, social, espiritual e científico – produzimos energia nuclear, somos recordistas em prospecção de petróleo em águas profundas, planejamos transposições mirabolantes das águas dos rios, temos até alguns brasileiros na NASA, projetando estações espaciais e viagens a Lua e a Marte, enquanto nossos irmãos passam fome e morrem de frio e enquanto poluímos de todas as maneiras possíveis o planeta que a Natureza nos emprestou... Que raio de desenvolvimento é esse? Gabar-se de termos desenvolvido algo melhor que os "donos do mundo", nesse tipo de tecnologia, é o mesmo que gabar-se de finalmente termos aderido aos transgênicos (coisa de americano também), ou de termos inventado alguma estupidez mais eficaz para desequilibrar a Natureza.
Ao contrário do que diz Sua Excelência, o verdadeiro desenvolvimento nessa área nuclear é o que tem acontecido nos países realmente mais desenvolvidos socialmente e que têm tido, a cada dia mais, a participação de homens de bom senso e realmente voltados para a verdadeira ciência; nesses países, tanto a população, quanto os governos, já questionam a validade e a segurança da energia nuclear e já há políticas privadas e públicas, concretas, para a geração de energia limpa, seja através do Sol, dos ventos, da biomassa, ou de outras fontes não agressivas aos seres e ao ambiente; discute-se, até, a desconstrução de usinas hidrelétricas, por terem alterado totalmente as paisagens, os microclimas, as dinâmicas de sedimentação, os relevos e as formas dos rios, que, em muitos casos, acabaram sendo transformados em imensos canais retos, entrecortados por barragens. Isso sim é avançar no conhecimento nuclear! Isso sim é Ciência! Não essa mediocridade que Sua Excelência comemora, que não passa de um oportunismo capitalista e tecnológico, sem qualquer ponderação filosófica e realmente Científica; não é porque temos alguma possibilidade técnica ou tecnológica de construirmos alguma nova máquina, equipamento, ou seja lá o que for, que devamos fazê-lo; antes é preciso responder a certas questões: "A quem interessa?"; "Quem lucra?"; "Pode ser prejudicial"; "Há necessidade real para tal?"; enfim, deve haver ponderação Científica e de todos os segmentos da sociedade.
Sua Excelência desconhece que o custo de produção de energia nuclear, hoje, é semelhante ao custo de utilização da energia eólica; e isso, sem falar na complexidade técnica para implantação e manutenção e considerando-se apenas um cálculo econômico simplista, ingênuo e imediatista, pois, no médio e longo prazos, os impactos ambientais e os custos de armazenamento dos rejeitos nucleares superam, em muito, os custos das energias limpas, inclusive da solar, que atualmente, e ainda por pouco tempo, apresenta custos de implantação um pouco mais elevados, segundo os tais cálculos econômicos simplistas.
Sua Excelência desconhece, também, que a visão armamentista, desenvolvida pelas medíocres potências da "Guerra Fria" é pura ilusão ideológica, uma vez que não garante segurança a ninguém; muito pelo contrário, difunde o medo e a violência e aumenta as probabilidades de matarmos pessoas, sejam de que nacionalidade forem, de inviabilizarmos a vida humana e de outros seres no planeta Terra e, até mesmo, de destruirmos fisicamente o planeta e outros astros.
Sua Excelência desconhece que de quase nada adiantaria termos um submarino de milhões de dólares (se funcionar um dia...) para determos as investidas dos "poderosos" do mundo, a não ser para que nossos governantes justifiquem suas mediocridades e antecipem o desencarne de milhares de nossos irmãos, ingênuos militares, que sem razão empunham suas armas e com sua carne lubrificam o canhão, além de milhares ou milhões de civis, que se não morrem pelos conflitos armados, morrem de fome ou de ignorância, por terem seus recursos, de pleno direito, desviados para a guerra, ou para uma suposta prevenção dela.
Sua excelência desconhece que a pirataria e, especialmente, a biopirataria se fazem é por vias muito menos belicosas, com piratas camuflados de turistas ou de cientistas, que, se não nos roubam de alguma forma descarada, podem, aproveitando-se da situação miserável em que nos encontramos como nação, pagar ao matuto brasileiro, que passa fome, não tem emprego nem escolaridade, e que é explorado por uma elite absurdamente mais abastada que ele, que se camufla de "Dotô", de "Otoridade", de "governante", de "magistrado" ou de "parlamentar" e que chafurda na hipocrisia, na iniqüidade e no crime, às custas dos nossos impostos e da nossa tolerância; os "gringos" chegam, por exemplo, a pagar a esse matuto, e, muitas vezes, para crianças, filhas dos matutos, R$5,00 por uma aranha, cujo veneno põe em risco a vida de quem a manipula, e que levada para a Europa pode ser vendida por algumas centenas de dólares e, pior, que servirá para o desenvolvimento de medicamentos, que depois nos serão vendidos a preços imorais.
Agredir as Organizações Não Governamentais internacionais, sem citar nomes e colocando-as todas no mesmo nível de falta de seriedade, idoneidade e imparcialidade, argumentando que são responsáveis por um complô para nos manterem em condição de subdesenvolvimento, seria ingenuidade, ignorância, ou puro descaramento mesmo? Reflita o leitor, eu já tenho minha opinião... o fato é que as ONGs são a alternativa a essa imoralidade, a essa hipocrisia, a essa agressão, a essa insensatez, a essa inépcia, a essa inação, que teimamos em chamar de governo: A corte que mudou de nome, a escravidão que mudou de nome, o despotismo bestial que mudou de nome. O próprio deputado, traído pelo subconsciente, deixa escapar "...A jóia da coroa é o Centro Tecnológico da Marinha..." - Jóia da Coroa! Não do povo...
Não precisamos construir, ou ter condições para a construção de uma bomba atômica, para concluirmos que o programa nuclear é uma grande falácia.
O pior é que a visão de Sua Excelência é a que infelizmente, ainda, predomina nos três Poderes e nas instituições sociais e governamentais, que têm o poder de decisão do nosso futuro. É lamentável ainda encontrarmos esses enganos e desinformações em nossa sociedade e, principalmente, em nossos governantes.
E, mais uma vez traído pelo subconsciente, ou pelo desconhecimento histórico, a proposta do nome para o submarino vem bem a calhar para desmascarar a fachada comunista adotada por Sua Excelência, ou para pôr em dúvida a coerência ideológica de seu partido: José Bonifácio de Andrada e Silva não era um homem do povo; era, sim, um representante da elite brasileira que se formara e ganhara força; Sim, tinha intenção de tornar o Brasil independente de Portugal... mas para torná-lo dependente da elite que representava.
Fascista, nazista, anarquista, comunista, marxista, trotisquista, lenista, chauvinista, criacionista, darwinista, lamarquista, o "ista" que for... Pouco importa! É o paradigma de nação e de desenvolvimento, que temos cultivado, é que é o grande equívoco; o resto, são rótulos e visões diferentes, da mesma fatalidade.
Se os países ricos, e seus ricos habitantes, teimam em usar da violência, para imporem sua suposta "supremacia" e, de meios agressivos e antiecológicos, para a produção de sua energia, isso não quer dizer que devamos cometer a mesma estupidez; devemos mostrar ao mundo os bons exemplos de que somos capazes: Energia eólica, energia solar, energia de biomassa, aperfeiçoamento dos geradores das hidrelétricas já existentes, energia do hidrogênio e tantos outros... Será que, ainda assim, devemos pensar em submarinos e energia nuclear? Nem para a segurança nacional! Segurança nacional se faz com eqüidade e com igualdade social, material e educacional.
E, se temos que conviver com esse modelo de nação, que seja, no mínimo, com parlamentares que ao menos honrem o gordo salário que recebem, além das tantas outras imorais ajudas de custo e dos salários extras para convocações extraordinárias inúteis, como todos, a nação inteira estupefata, indignadamente temos assistido atualmente! Esse sim deveria ser o principal assunto de Sua Excelência...
Eduardo Ayres.
eduardoayres@yahoo.com.br


-----Mensagem original-----
De: Gerhard Erich Boehme
Enviada em: segunda-feira, 9 de janeiro de 2006 18:23
Para: Alerta em rede
Assunto: A Globalização não é causa do desemprego

Globalização não é causa do desemprego
Resumo: Algumas críticas às afirmações do Diretor de Emprego da International Labour Organization (ILO) são formuladas pelo Engenheiro e Administrador Gerhard Erich Boehme, quando a OIT aponta a Globalização como principal causa do desemprego. Segundo o Sr. Boehme, para o Brasil e muitos outros países, a Globalização não é causa, mas sim oportunidade que não sabemos aproveitar. Segundo seu ponto de vista três entraves, que exigem Reformas urgentes por parte do Governo, aliada a falta de compromisso com a mobilização nacional para agregar valor aos produtos, bem como com a educação básica de qualidade é que são as principais causas do desemprego no Brasil.
Devido a inconsistência das afirmações apresentadas no artigo sobre emprego e globalização foram encaminhadas algumas críticas à OIT.
(Veja: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/efe/2005/12/09/ult1767u56371.jhtm)
José Manuel Salazar-Xirinachs
Diretor de Emprego
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Organización Internacional del Trabajo (OIT)
International Labour Organization (ILO)
Caro Senhor José Manuel Salazar-Xirinachs,
com referência a análise sobre a Globalização, temos que entender que alguns pontos importantes não foram analisados em sua declaração como representante e diretor de Emprego da OIT - Organização Internacional do Trabalho, conforme apresentadas em suas declarações na entrevista à Agencia EFE, reportadas no artigo:
http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/efe/2005/12/09/ult1767u56371.jhtm
As duas últimas décadas foram marcadas fundamentalmente por dois movimentos sociais muito intensos, primeiro se consolidou a entrada das mulheres de forma efetiva no mercado de trabalho, antes ocupavam poucas posições reservadas a elas, limitadas principalmente à área do ensino e da saúde.
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT618382-1664,00.html
A década atual está sendo marcada pela valorização delas, muito a contragosto "dos" latino-americanos e seu modo de pensar, diga-se de passagem, basta observar a diferença existente na remuneração e no acesso delas a novos empregos e frente a participação político-partidária.
A segunda questão importante é que, com a queda do Muro de Berlin em 1989 e a subseqüente dissolução da União Soviética, estamos tendo um reordenamento, que ainda está em vias de se harmonizar. Acredito que levará ainda alguma décadas, seguramente uma geração .
Nos países do leste, em especial junto a antiga DDR, o que se viu foi que muitos trabalhadores estavam preparados para o livre mercado, ansiavam por ele, outros, infelizmente a grande maioria, não. Existe um trauma ao se passar de um estado socialista, policial, clientelista² e corrupto, gerenciado por uma Nomeklatura, para um estado livre, que requer responsabilidades e competência em gestão - administração de empresas.
O processo não foi saudável, pois os valores fundamentais, que se aperfeiçoaram no mundo livre para fazer frente as imperfeições do capitalismo, ainda não foram entendidos. A Rússia é o melhor exemplo disso, supera o Brasil em termos de corrupção e desrespeito aos valores éticos e morais. No Ranking da Corrupção, junto com o Brasil, temos além da Rússia, a Índia e a China Continental, os mais populosos do mundo. E afastamos-nos ainda mais do Estado de Direito: Sempre lideramos as avaliações referentes a corrupção.
Veja: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/10/051016_corrupcaosilvia.shtml
Neste reordenamento, assistimos países que ainda não abandonaram o socialismo ou o comunismo, mas que estão adotando a economia de mercado e que experimentam um crescimento fantástico, parcial sem dúvida, mas fantástico. A República Popular da China, comunista em termos políticos, agora mantém seus paraísos liberais herdados do imperialismo britânico ou português (Hong Kong, Macau, etc. ) e cria outros, é um bom exemplo. Cuba mantém seu business tourism no melhor estilo capitalista, criando uma nova sociedade entre a "milionária" Nomenklatura e o povo em geral, este ansioso em emigrar para os Estados Unidos quando deseja progredir. A República Socialista de Vietnam depois de 10 anos lutando para fazer parte da OMC, agora já começa a experimentar crescimentos fantásticos. Desde 2000, cinco anos depois do restabelecimento de relações diplomáticas, o Vietnam e Estados Unidos mantém relações comerciais crescentes.
Temos que entender que os chineses estão sendo extremamente competentes no que se refere a investir em fatores que geram emprego e distribuição de renda: buscam agregar valor aos seus produtos. Mas o regime comunista não os livra da corrupção e da falta de princípios éticos e morais, somente a liberdade e seu Estado de Direito é o antídoto necessário: a liberdade pessoal e econômica.
Enquanto isso no Brasil estamos deixando de agregá-los e cada vez mais estamos retrocedendo para uma economia baseada unicamente na exportação de produtos sem valor agregado, como commodities (soja, açúcar, etc..) e minerais. O país é mal administrado e desprestigiamos principalmente os engenheiros e administradores, responsáveis principais por agregar valor aos produtos e fazer boa gestão. Basta ver o número de administradores em Brasília, junto a "administração" federal, razão pela qual o Professor Kanitz afirma que o Brasil é um país mal administrado (http://www.kanitz.com.br/veja/pais.asp).
Outro fator que não foi considerado em sua análise, foi a rápida informatização e o desenvolvimento das telecomunicações, com soluções inovadoras. Por conta disso o mundo encolheu e as transações internacionais se aceleraram, a globalização que sempre existiu tornou-se mais flexível, viável e transparente. A expedição de Pedro Álvares Cabral foi um bom exemplo da Globalização, o Império Romano idem, cada qual em sua época e realidade.
Quando o senhor afirma que o crescimento econômico global não conseguiu transferir riqueza para a criação de novos e melhores empregos que combatam a pobreza no mundo, o senhor esquece de mencionar que dois fatores são essenciais para obter este intento, como foi bem observado em países que viviam à margem do mercado globalizado, mas que fizeram sua lição de casa, como a Irlanda, Coréia do Sul, até mesmo a sua Costa Rica, Singapura, etc..:
O investimento em EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE e o efetivo COMBATE À CORRUPÇÃO, política em especial, limitando o tamanho do Estado e aproximando eleitor dos eleitos, através do voto distrital.
Desemprego: de quem é a culpa?
Nos responde o Sr. Júlio Clebsch, uma das maiores autoridades no assunto no Brasil. Ele é o responsável pela redação da Revista Profissão Mestre. http://www.profissaomestre.com.br/smu/smu_vmat.php?s=501&vm_idmat=615
Infelizmente nós brasileiros não fizemos a lição de casa, investimos mal em educação básica e ela é ainda de baixa qualidade, investimos recursos retirados à fórceps da sociedade e os investimos em um processo concentrador de renda, um bom exemplo disso é o que ocorre quando investimos mais de 60% da verba da educação em ensino superior, nas chamadas universidades estatais, justamente elas que tem a capacidade de se auto-financiar. Na Irlanda o ensino superior é pago, nos países onde temos mais justiça social o ensino superior é pago. Aqui optamos pelo efeito Robin Hood às avessas. As Universidades Estaduais quando gratuitas são mais perniciosas, pois os recursos para o seu orçamento vêm dos impostos que incidem sobre o consumo de produtos essenciais, aqui no Brasil sobre o arroz e feijão, prato popular típico, pagos por todos, na sua maioria pelos menos favorecidos, mas isso não isenta as Federais, cujos recursos têm origem principalmente no Imposto de Renda, com suas tabelas sempre defasadas, saqueando o trabalhador que tem na fonte sua remuneração pelo seu trabalho seqüestrada. Recursos que, pela gravidade da situação brasileira, deveriam ser alocados no ensino básico de qualidade.
Criamos a cultura da alelopatia¹ nas organizações e privilegiamos o conceito junto aos brasileirinhos de que é mais importante estudar para passar de ano do que estudar para aprender. No Brasil até mesmo a quase totalidade dos pais pensa assim. Obviamente isso diminui a responsabilidade dos que dirigem o Estado, em especial os que estão à frente das Secretarias Estaduais e Municipais da Educação, o indicador deixa de ser o potencial do brasileirinho, o que ele aprendeu para disputar seu lugar ao sol quando adulto, mas o indicador sem dimensão da qualidade: quantos alunos cursaram esta ou aquela série. Os atoleimados preocupam-se com a aceleração.
Diminuímos o tamanho do Estado, mas o fizemos de forma errada, fomos coniventes com as "privatarias" do ex-Presidente Cardoso e estamos sendo incompetentes na administração de nossas Agências Reguladoras, justamente elas que deveriam proteger a sociedade. Só neste (des)governo Lulla elas viraram nitidamente cabide de emprego ou foram desprestigiadas em termos de uma gestão competente.
A tão cobrada Auditoria da Dívida Externa, um dos compromissos de nosso principal partido político - infelizmente ainda no poder - durante seus 25 anos de existência sempre exigiu a sua realização. Agora se alimenta uma dos principais fontes da corrupção estatal, que é o endividamento externo e o pagamento destas dívidas, enquanto ocorre de forma acelerada o endividamento através de títulos públicos ofertados no mercado externo e compulsoriamente no mercado interno.
Peço a liberdade para abrir uma pausa para um interessante artigo sobre a corrupção:
O poder tende a corromper (www.institutoliberal.org.br/coanter/31-05-2004.htm)
Esta é a conhecida máxima de Lord Acton, o grande pensador liberal britânico do século XIX. Mas ela tem um importante complemento: "e o poder absoluto corrompe absolutamente". Assim se explica o que os brasileiros têm assistido há décadas: notícias atrás de notícias sobre corrupção nos três Poderes. Findo o ciclo militar, diversos partidos alternaram-se no poder, mas os escândalos continuaram surgindo na esfera federal. Também é difícil encontrar um estado ou município de médio ou grande porte - governados pelos mais diferentes partidos - que não tenha vários escândalos ou graves suspeitas sendo apurados neste exato momento.
A causa de tantos escândalos está na concentração de poder. Nunca o Estado brasileiro (União + estados + municípios) concentrou tanto poder, nem no tempo dos militares. Primeiro, através da opressiva carga tributária, que alcança quase 40% de toda a riqueza gerada no País. Em segundo lugar, através das empresas estatais e das privadas controladas pelo Governo. Nada se faz no Brasil em termos de energia, telecomunicações ou finanças sem as bênçãos das autoridades. Os bancos privados, para ficar num único exemplo, somente podem fazer aquilo que o Banco Central autoriza. A maior fatia de seus lucros não é distribuída para seus acionistas sob a forma de dividendos. É recolhida a favor dos cofres da União a título de tributo. O gigantesco spread bancário brasileiro, possível pelas graças do Banco Central, resulta numa verdadeira cornucópia para o Governo Federal.
Além disso, o volume de recursos que circula pelos orçamentos públicos e das empresas estatais, e o poder desmesurado outorgado à burocracia através da regulamentação, só servem como combustível para a corrupção. A média da estatura moral dos atuais ocupantes de cargos no Executivo Federal, ou no dos estados, ou dos municípios (e as respectivas legislaturas) não é superior ou inferior a de seus antecessores. Ou seja, devido à forma como se organiza o Estado brasileiro, mesmo um São Francisco de Assis à frente do Executivo vai precisar de um verdadeiro exército de pessoas para ocupar os diferentes escalões do Governo. Um país já pode se considerar abençoado se encontrar um único santo como líder, mas é virtualmente impossível encontrar um exército de santos dispostos à causa pública. E os não-santos irão de fato exercer o poder e dele irão abusar, das mais diversas maneiras, por maiores que sejam as preces do santo de plantão.
Em função dessa realidade é que a questão da limitação dos poderes dos governantes é tão relevante para a democracia. A Constituição brasileira nesse aspecto é um vasto deserto. Deixa o cidadão, ou o contribuinte, ou o eleitor, ou o administrado, no completo desamparo. E são tantas as reformas necessárias para estabelecer limites ao poder no Brasil, que irrigar o deserto do Saara seria comparativamente mais fácil. Escrever uma nova Constituição diante dessa situação seria uma boa idéia. Evidentemente que não poderia ser nos moldes da venezuelana que, com sua pitoresca república "bolivariana", terminou aumentando o poder estatal. E, como conseqüência, nunca se viu tanta corrupção e opressão naquele país vizinho. Quanto tempo ainda tardará para o Brasil compreender a lição de Lord Acton de que "o poder tende a corromper; o poder absoluto corrompe absolutamente"?
Este artigo é do Prof. Cândido Prunes.
Voltemos à discussão:
Quando vemos que a metade dos trabalhadores, cerca de 1,38 bilhão de pessoas, que não ganha o suficiente para que suas famílias ultrapassem a linha da pobreza, fixada em US$ 2 por dia, isso reflete bem que eles não foram preparados para atingir o seu potencial, já que para isso é necessário a educação básica de qualidade, e esta não aceita a corrupção.
Se o próprio estudo confirma, que, enquanto algumas áreas em expansão econômica na Ásia registram um sólido crescimento do emprego e conseguem melhorar suas condições de vida, "outras, na África e na América Latina, têm cada vez mais trabalhadores com condições trabalhistas menos favoráveis, especialmente no setor agrícola", temos que analisar quais foram estes fatores. Seguramente a educação básica de qualidade e a abertura para o mercado globalizado são algumas delas.
Na África e na América Latina, onde impera o paternalismo de Estado, o que temos é o anseio de que o Estado cumpra inúmeros papéis, transferimos responsabilidade a este "ente" impessoal e monstruoso - não a assumimos, ocorre entretanto que esquecemos que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, como bem nos alertou o Sr. Prunes, que está revolucionando o modo de pensar dos brasileiros. Recomendo que leia atenta e novamente o texto acima.
Se a OIT cita que na América Latina e do Caribe seis e sete em cada dez empregos criados na última década pertencem à chamada economia informal, este fato ocorre pois não se resolve seus três principais entraves na geração de empregos, boa parte da América Latina comete o mesmo erro. Somente o México e o Chile tomaram o bonde na direção certa, nós ficamos na posição confortável de criticá-los e não assumir responsabilidades.
Quando o senhor defende que "o mercado de trabalho é a única ligação entre o crescimento econômico e a redução da pobreza", necessita também dizer que é necessário que as principais externalidades negativas sejam superadas: a educação básica de qualidade e a saúde preventiva, bem como que devem existir políticas públicas que privilegiam ou promovam o chamado "AGREGAR VALOR AOS PRODUTOS". Um bom exemplo disso é o interior de Santa Catarina, não exportava nada, passou a exportar cortes de aves e suínos a granel e hoje sim, exporta os produtos preparados e embalados para serem expostos nas gôndolas dos supermercados no mundo inteiro e serem consumidos diretamente pelas pessoas em suas residências. Exporta produtos com alto valor agregado. Obviamente enfrenta distorções devido a empresários que se aliam ao "Governo" e criam, desta forma, vantagens pessoais, mas temos o melhor antídoto: as cooperativas, com seus braços agro-industriais. Os produtos são desenvolvidos no Brasil e que utilizam na sua maior parte tecnologia brasileira.
Perdemos o bonde da história
Poderia dizer que perdemos o bonde da história com um Golpe Militar chamado de "Proclamação da República", continuamos a pagar caro por isso...
... mas limito-me, por hora, a dizer que perdemos o bonde da história quando, ainda na década de 30, um alemão, exportador de café em Santos/SP - Sr. Wille - http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0150h.htm, alertava o Presidente Getúlio Vargas sobre a importância de investirmos nessa direção, na época ele sugeria a criação de entidades de ensino superior e políticas públicas para fomentar a agro-indústria, só encontrou perseguição e ódio. Um imigrante italiano foi um bom exemplo de que ele (Sr. Wille) estava certo: O Conde Francisco Matarazzo - http://www.estadao.com.br/450/historia13.htm. O Sr. Vargas com seu populismo destruiu o que tínhamos de mais promissor, em vez de capacitar pessoas e fomentar a concorrência ao Sr. Conde, optou por querer distribuir a riqueza por ele gerada, riqueza essa resultado de alguém que sabia como agregar valor aos produtos, coisa ainda rara na época. Vargas em vez de utilizar o mesmo remédio: tecnologia e competência, trouxe-nos o que existia de pior: a intervenção estatal e a legislação fascista na área do trabalho, que perduram até os dias atuais.
Pagamos caro por isso. Em vez de engenharia e gestão, trouxe-nos o poder estatal de intervenção e mais leis, estas para não serem cumpridas. Vale lembrar que com a "República", "das leis" e não do exemplo, instituiu-se o modo brasileiro de pensar, próprio de um país recheado de advogados: essa lei pegou, essa lei não pegou. Pegou pois interessa ao poder político ou econômico. Pegou pois interessa a segmentos mobilizados ou que conseguem se articular junto à sociedade. Pergunto: E o pobre cidadão? A Justiça pode ser administrada desta forma?
Como um exemplo de agregação de valor - já que citei o Sr. Willie e o café - é a alemã Melitta, produz mais de 300 produtos ligados ao ou do café, tem sua sede na Alemanha, gera a maioria de seus empregos lá e em uma centena de outros países que não produzem café comercialmente (www.melitta.de). Nós produzimos café, da lavoura, para o saco e deste para o navio, sem valor agregado. Sem potencial para gerar emprego ou distribuir riqueza.
Outro exemplo pode ser verificado no Brasil, resultado do empenho de verdadeiros brasileiros, dos que lutam pelo cooperativismo (www.cocamar.com.br, www.agraria.com.br, etc.), que lutam pela agro-indústria junto às suas cooperativas, justamente elas que décadas seguidas sofrem as conseqüências da má gestão pública e ingerência predatória em seus negócios por parte dos políticos de plantão. O brasileiro, em especial os que estão em Brasília, ainda não entenderam que as Cooperativas são parte da solução para transformar pequenos em grandes e assim poderem agregar valor com competência aos seus produtos, iniciando a agregação de valor através da agro-indústria. O Cooperativismo é uma das soluções na geração de emprego e renda. A outra solução chama-se Incubadora. As Incubadoras são entidades que viabilizam novas empresas que agregam valor aos produtos, normalmente com alto conteúdo tecnológico. O Brasil evolui muito nesta direção. Falta o entendimento e divulgação junto a sociedade. O Brasil somente não faliu, ainda, devido a estas entidades: cooperativas e incubadoras, bem como o mercado informal.
Os chamados "especialistas" citados pelo senhor, que identificaram como um dos principais problemas nos países em desenvolvimento a escassez de oportunidades para encontrar um trabalho decente e produtivo, esquecem que isso é resultado ... ... efeito e não causa. Os trabalhadores precisam "trabalhar muito por muito pouco, pois a alternativa é ficar sem salário" e isso só ocorre devido a dois fatores principais, falta de educação e baixo potencial em saber agregar valor aos produtos e serviços.
Um bom exemplo é o que fazemos com a nossa mais promissora fonte de geração de emprego e renda: o turismo. Se a Espanha com uma economia com dimensão similar a nossa, gera metade de seu PIB com o turismo, nós ao contrário, com um potencial muito maior nesta área, temos milhares de quilómetros de praias e o ecoturismo. Mas tratamos o turista de forma amadora, não agregamos valor aos serviços. Quando não, agregamos valores negativos, deixamos que ele possa vivenciar "verdadeiras emoções", como visitar favelas, participar de arrastões nas praias e sentir o gostinho do excelente atendimento prestado em nossas delegacias, após ser furtado ou roubado, estas muito "bem equipadas" por nossos políticos e que contam também com profissionais muito "bem remunerados e treinados", também resultado da "excelente" gestão de nossos "competentes" governadores que tratam a questão diretamente e com o maior empenho possível, como o "nosso" Alkimin, ou a Rosinha que indica seu "competente maridão", ou o Requião que assume ele próprio a "boa gestão", estes são alguns governadores das províncias brasileiras. Segurança pública não é um problema dos brasileiros, ao menos é o que parece aos olhos dos políticos de plantão, mas é um dos fatores que afastam os turistas.
IMPORTANTE
O relatório da ONU não menciona a questão do crescimento demográfico irresponsável verificado pelas populações mais pobres, que seguramente é um dos mais importantes fatores de concentração de renda.
Se por um lado uma família pertencente a classes sociais mais altas, ou com educação superior, passa a ter entre 1 e no máximo 2 filhos, aqueles sem acesso a educação básica de qualidade passam a ter entre 3, .. .. 5 ou mais filhos. É um modo perverso de crescimento demográfico de um lado, com concentração de renda de outro.
Vivemos a irresponsabilidade coletiva. Só para citar um exemplo: na Bahia, uma das provícias do Brasil, cerca de 60% das famílias são mantidas por mulheres, que asseguram o principal sustento dos filhos. Faltam homens com "H". O baiano é motivo de piada nacional pelo seu compromisso com o trabalho, lá a opção é deixá-lo às mulheres. É o que chamo de "paternidade responsável" entre aspas mesmo e com revolta. Os nossos políticos, jornalistas, ... ... a mídia de uma forma geral somente valorizam essa irresponsabilidade, desprestigiam valores e entidades que lutam para uma sociedade mais justa, que reconhecem valores fundamentais como a valorização da educação básica de qualidade, o trabalho e a família.
Novelas da Globo
Basta ver que em todas as novelas da Rede Globo de Televisão, estas comercializadas mundialmente, são raras as famílias ou personagens que efetivamente trabalham para seu sustento ou aquisição de seus bens ou suas propriedades. São raras as famílias normalmente constituídas, são raras as que pagam impostos e que sempre têm mês sobrando quando o salário acaba. Valorizam o "ter algo" e não o "ser algo".
ASSASSINATO INTRA-UTERINO
Optamos pelo aborto - agora discutido sem a participação da sociedade no Congresso, a nossa mais nova burrice, é coletiva e a reforçamos com o auxílio dos nossos representantes em Brasília, optamos por discutir amplamente, inclusive com um milionário plebiscito nacional, a questão do desarmamento, mas agora optamos por transferir responsabilidades para alguns poucos iluminados em Brasília, quando se discute a perda do direito à vida na sua essência - legalizamos o assassinato intra-uterino - e não nos empenhamos por uma série de medidas preventivas, que deveriam ser prioritárias e alvo de políticas públicas:
promover uma educação sexual adequada e conscientizar para a necessidade do planejamento familiar;
reavaliar a prática sexual masculina e insistir em que os homens assumam a responsabilidade pela vida que geram;
promover leis severas que visam punir o estupro e coíbem a violência sexual;
facilitar o acesso a métodos anticoncepcionais e a informação sobre estes, para evitar que gestantes se vejam em situações em que a única saída parece ser o aborto;
pressionar o Estado para que seja cumprido o direito de crianças e adolescentes para assegurar vida digna a toda vida que está aí e que está para nascer.
A África subsaariana é o melhor exemplo disso também, assim como em muitos outros lugares no mundo, até mesmo nos Estados Unidos, naqueles Estados onde os democratas fincaram o pé com suas políticas de Welfare State.
Se o estudo aponta que o setor que mais cresceu nos últimos anos foi o de serviços, "o que representa uma boa notícia, já que é o que cria mais empregos, por ser o mais intensivo em mão-de-obra", como o senhor mesmo afirma, esquece porém de dizer que estes empregos somente são disponibilizados para pessoas que possuem algum potencial, sendo necessário prioritariamente a educação básica de qualidade.
Países como a Índia, China, Rússia, Filipinas, México, África do Sul, Hungria, Polônia, Costa Rica, República Tcheca, etc... nos mostram que, ao contrário do que é menciona no texto, as economias com elevados salários são sim, e muito, ameaçadas pelos baixos custos trabalhistas de outros países. Hoje em muitos países emergentes, infelizmente não incluindo também os da América Latina, exceto talvez o México e principalmente o Chile, a produtividade é cada vez maior, até mesmo na China. Os produtos chineses eram inicialmente de baixa qualidade, hoje nos deparamos com excelentes produtos, quando comparados aos brasileiros, ou produtos brasileiros que deixamos de produzir. As grandes empresas transnacionais sempre optaram, optam e continuarão a optar por países com menores cargas tributarias, legislação trabalhista racional e principalmente onde encontram capital humano que as permita empreender novos negócios e agregar valor aos seus produtos.
Perdemos mais uma vez o bonde da história. E pensar que aqui no Brasil tudo começou com um Golpe Militar lá nos idos de 1889...
Como brasileiros necessitamos resolver os nossos três principais entraves à produção de riqueza e geração de emprego e renda.
O primeiro deles diz respeito à legislação trabalhista e à forma de solução dos conflitos trabalhistas. O ônus imposto aos empregadores do mercado de trabalho formal desestimula novas contratações. A evolução tecnológica e das relações interpessoais tornou obsoleta a legislação fascista brasileira, imposta ainda durante a ditadura Vargas. Nem ela, nem a Justiça do Trabalho, criada na mesma ocasião, atendem às necessidades de arranjos mais flexíveis entre patrões e empregados, em que todas as partes sairiam ganhando. Os milhões de processos trabalhistas que se arrastam por anos também representam um custo injustificável, tanto para a União, que tem a obrigação de manter essa onerosa estrutura, como para os empregadores.
O segundo entrave diz respeito à Previdência Social. O atual sistema de repartição (no qual as contribuições previdenciárias dos atuais empregados e empregadores financiam os benefícios dos aposentados e pensionistas) precisa ser urgentemente alterado para o sistema de capitalização (no qual as contribuições dos atuais empregados e empregadores são depositadas em contas de fundos de pensão que irão servir para pagar os futuros benefícios). Entre várias vantagens que essa reforma trataria, destaca-se o da formação de uma poupança significativa, que dinamizaria o mercado de capitais e de outros investimentos.
O terceiro entrave institucional refere-se ao sistema tributário. Além de ser um verdadeiro manicômio, a carga de impostos, taxas e contribuições cobradas das pessoas e empresas drena todos os recursos da sociedade que poderiam estar sendo aplicados na produção e consumo. Assim, além de simplificar a legislação tributária, a União, os estados e municípios deveriam se comprometer em reduzir significativamente a carga de impostos.
Faltou dizer que basta os nossos políticos corruPTos deixarem de roubar que a geração de empregos irá também crescer.
Defender a teoria da Globalização é levar o problema para o campo político-ideológico, reforça a teoria da necessidade de uma maior presença do Estado para regular o comércio internacional, próprio dos regimes de esquerda.
Apontar a Globalização como um mal é desviarmos-nos do foco principal que é aquele que o Estado não cumpre seu papel principal: educação básica de qualidade, segurança pública, justiça, saúde preventiva, defesa nacional, tributação, ...
"Somos pobres porque acreditamos na distribuição e não na produção de renda". (Gerhard Erich Boehme)
Abraços, Gerhard Böhme - Engenheiro e Administrador
Curitiba - Paraná - Brasil


De: Celso
Enviada em: segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 09:02
Para: bioenergia-l
Assunto: [Bioenergia-l] RES: e muito ridiculo

Prezado Fendel,
Concordo com você em gênero tamanho e quantidade e muito ridículo a forma como as coisas são feitas nesse pais, por isso convoco todos a votarem nulo na próxima eleição,eu adoraria ver a cara desses políticos filhos de uma p...... Se todos ou pelo menos 50% + 1 votassem nulo e os mesmos não puderem mais se candidatar na mesma eleição tendo esses bandidos que esperar a proxima acho que seria uma reviravolta no cenário político nacional por isso estou fazendo a campanha do NULO, por favor, votem nulo acho que e a única forma de mostrar nossa indiguinação e nosso repúdio com essa classe de assassinos que matam de fome centenas de pessoas com suas políticas corruptas e covardes em seu beneficio próprio.
VOTEM NULO
Sds, Celso

Date: Fri, 13 Jan 2006 11:34:57 -0200
From: Biopirol
Subject: Re: [Bioenergia-l] ENC: A arte de complicar

CALMA FENDEL, ENSINE A SEGUIR TODOS OS PASSOS E QUANDO CHEGARMOS DO OUTRO
LADO MORREREMOS DE DAR RISADA.

De: PRECISÃO
Enviada em: segunda-feira, 16 de janeiro de 2006 10:28
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: BINDGALVÃO

Sr. Thomas. Bom Dia.
A respeito do kits para motores a diesel para funcionamento com oleo vegetal, si é possivel montagem em grande escala, e tambem em diferentes ponto do país, sem problema para o produto e no motor.
Pois nosso equipamento consegue extrair oleo vegetal a frio e tambem sendo este oleo decantado e filtro logo após, 5 microns, e de facil operação e em pequena escala de produção e atende desde o pequeno agricultor até o grande. Seus kits viriam a atender o restante do processo até a queima do oleo vegetal no motor diesel.
Visite nosso site. www.bindgalvao.com.br
Att. Paulo. Bindgalvão.


De: migueljorgems
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 12:31
Para: Fendel
Assunto: RE: A LEI DE BIO(INS)SEGURANÇA

Oi Fendel
Tenho muito orgulho de constar da sua lista, você continua atento e brilhante nas suas peregrinações por este país ainda extremamente pouco soberano.
Mas caminhamos e isto importa muito.
Abraços do amigo
Miguel Jorge (Niterói-RJ)


De: rbaldini@brsolar.com.br
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 13:34
Para: Fendel tecnologia; Heider, Almute
Cc: Lista bioenergia; Langbein, Joachim
Assunto: RES: Evento sobre biocombustíveis na Alemanha

Prezado Fendel,
Lamentei a sua ausencia e dos demais colegas da viagem Bioenergia/Inwent no 2º SAAGLE ( www.abeama.org.br) realizado na FIRJAN-RJ nos dias 24 e 25 de novembro passado, um forum adequado para tratarmos destas questões.
Para sua informação, houve debates interessantes sobre o uso sustentavel de tecnologias para geração localizada de energia, nos quais tenho certeza a sua contribuição, como a dos demais colegas enriqueceria ainda mais o seminário. Assim foi a participação do Orlando Cristiano Silva, que apresentou um estudo de caso" A geração localizada com óleo vegetal em comunidades da Amazônia", através do parceiro da Coppe Prof. Belchior ( ver painel 3 Biomassa).
Além da participação de várias empresas como Eletrobras ( Presidente), Petrobras e empresas fornecedoras houve o debate técnico/político com representantes do Governo Federal do Rio de Janeiro e da Bahia, além das varias entidades academicas e Ongs que atuam no setor, gerando um documento que estará sendo encaminhando a Frente Parlamentar de Energia Renovável, recentemente criada no Congresso Federal.
Com estas ações decorrentes do seminário, consideramos que a ABEAMA contribuiu mais uma vez com o desenvolvimento das Energias Renováveis no Brasil. Espero que para o 3º SAAGLE em 2006, possa contar com a participação efetiva de todos.
Com meus Votos de Sucesso a todos aproveito para desejar BOAS FESTAS e um 2006 ENERGÈTICAMENTE RENOVÁVEL
Ruberval Baldini _ Presidente

-----Mensagem original-----
De: Paulo Sgroi
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 20:50
Para: Fendel
Assunto: Re: RES: Estou rodando com oleo de soja

Caríssimo oleaginoso amigo,
agradeço suas dicas. Estou no 50-50 por enquanto mas meu objetivo é 90 - 10 como você (ou até 100% se for possível) com oleo de fritura. Penso em montar um esquema de retirada do óleo nas residências de condomínios em Sorocaba e com isso cumprir um serviço ambiental além de me abastecer com isso, reduzindo meu maior custo de projetos hoje que é deslocamento.
Passei hoje em uma pastelaria e descobri que eles utilizam uns 200 l de óleo por mês e que vendem o óleo usado para um fabricante de massa de vidraceiro por R$ 0,50 o litro.
Notei que o carro perdeu um pouco de potência em subidas, mas meu motor não tem turbo, portanto nunca foi dos mais fortes. A perda não foi tão grande e chego até a ficar na dúvida se realmente perdeu mesmo ou se é apenas sugestão.
A partir do próximo abastecimento vou fazer medidas de consumo ...
Por enquanto vou rodando desta forma onde já estou economizando uns 20% pois o óleo de soja é mais barato que o diesel. Eu gostaria de saber quais seriam as vantagens de colocar o adaptador que você tem, já que aí sim começo a correr risco com a polícia ... Por enquanto o máximo que pode acontecer é eu parar no farol e alguém me pedir um pastel hehehe.
Quem sabe com o combustível grátis eu me animo a descer para o sul te visitar ?
Apastelantes e acoxinhantes abraços, Paulo

De: Paulo Sgroi
Enviada em: terça-feira, 17 de janeiro de 2006 08:54
Para: Fendel
Assunto: Estou rodando com oleo de soja

Caros amigos,
gostaria de compartilhar com vocês meu experimento, depois de algumas mensagens trocadas com o Fendel. Estou rodando com oleo de Soja e Diesel, 50% - 50%. Pretendo rodar 1.000 km nestas condições e avaliar o rendimento do motor, consumo de combustível.
Compro óleo de soja no supermercado em latas de 18 litros, a R$ 1,50 o litro.
Compartilho com os amigos algumas inquietudes ...
- Que outros parâmetros eu poderia avaliar para saber se tudo vai bem ?
- Fendel, você tinha comentado sobre uma possível "platificação" do óleo lubrificante ... como eu poderia verificar se tudo vai bem com o óleo do motor ?
- É uma checagem manual (não sei se tenho sensibilidade pra isso) ?
- É possivel algum dano na bomba injetora ? Como eu poderia monitorar ?
- Preciso de uma regulagem diferente ?
Joao, para seu acompanhamento, meu carro é uma Toyota Hilux 1996 com camara indireta de combustão e vela aquecedora.
Abraços !
Paulo Sgroi


Produtor utiliza óleo de soja como combustível alternativo
23/11/2005
Os produtores da região conseguem o óleo refinado de soja a granel por R$1,20, colocado na fazenda
Os produtores rurais da região de Chapadão do Sul (MS) e de Chapadão do Céu (GO) iniciaram a utilização de óleo de soja refinado, fabricado para alimento, em máquinas agrícolas, camionetas e caminhões.
Para os motores a diesel, a utilização do óleo refinado de soja não requer nenhuma adaptação e o motor tem o mesmo desempenho e o mesmo consumo por hora trabalhado.
No TRR e nos postos revendedores, o óleo diesel é vendido de R$1,99 até R$2,18. Os produtores da região conseguem o óleo refinado de soja a granel por R$1,20, colocado na fazenda. Na refinaria de Jataí (GO) o óleo é vendido a esse preço, em partidas de 5.000 litros, correspondentes ao compartimento do caminhão-tanque.
Nos supermercados da região o óleo de soja, em pequena quantidade, é comprado a R$1,69 o litro, mas em atacadista de São José do Rio Preto pode ser adquirido a R$1,45 o litro.
Embora não exista nenhum registro de anomalia ou disfunção no motor pelo uso do óleo de soja, os produtores o utilizam em 30% a 50% de mistura ao diesel. Há agricultor que utiliza, em fase experimental, 100% do óleo de soja nas camionetas.
Durante a EXPOSUL, Exposição Agropecuária e Industrial de Chapadão do Sul, o produtor e engenheiro mecânico Herbert Schlatter, em 2003, fez demonstração de um trator que funcionou com óleo de girassol comprado no supermercado. Tinha um excelente desempenho.
Agora com o aviltamento do preço da soja e de outros produtos agrícolas, passa a ser o óleo vegetal uma alternativa economicamente viável para o agricultor.
Essa viabilidade aumenta à medida que sobe o preço do barril de petróleo no mundo, cuja expectativa é que chegue a US$100 dentro de cinco anos.
Para produzir soja, o produtor consome 33 litros de óleo combustível ou diesel por hectare no plantio direto e 46 litros no plantio convencional. Ao preço médio de R$1,99 o litro do diesel e o óleo de soja a R$1,20, chega-se a uma economia de R$26,07 por hectare no plantio direto e R$36,34 no plantio convencional, com uso de 100% de óleo vegetal.
Além de ser economicamente vantajoso, o uso do óleo vegetal é ecologicamente correto. Não polui o ar, não é inflamável e não é tóxico em contato com a pele ou por ingestão.
Fonte: Sindicato Rural de Chapadão do Sul/MS


Sem fiscalização do Brasil ou do Paraguai, Itaipu movimenta irregularmente US$ 2 bilhões. Ex-gerente financeiro é a principal testemunha na mira da CPI

Luiz Cláudio Cunha
Olhando de longe, a hidrelétrica de Itaipu é motivo de orgulho. Idealizada pelos governos militares do Brasil e do Paraguai em 1973, a binacional virou exemplo de desenvolvimento. É a maior hidrelétrica do mundo, com 18 turbinas que geram 14 milhões de megawatts e este ano tem a previsão de um faturamento superior a US$ 2,5 bilhões. Quando se ultrapassam os limites da usina, porém, constata-se que Itaipu esconde uma caixa-preta tão grande quanto seu potencial hidrelétrico. De fora, Itaipu chama a atenção por sua engenharia, tida como uma das obras mais complexas do planeta. Por dentro, o que se destaca é a engenharia jurídica montada por brasileiros e paraguaios para gerir a hidrelétrica. Na prática, Itaipu movimenta bilhões de dólares todos os anos e não se submete às leis brasileiras, nem às leis do Paraguai. A binacional está imune a qualquer controle: nem o Tribunal de Contas da União (TCU), nem a Receita Federal, nem o Supremo Tribunal Federal conseguem atravessar seu concreto. Com essa blindagem, Itaipu criou uma moeda própria, a Unidade de Correção Monetária (UCM), uma nota fiscal exclusiva, chamada Nota de Débito, e um dólar contábil com cotação autônoma. Nessa mixórdia financeira, Itaipu desenvolveu uma contabilidade oficial pela qual paga fornecedores e outra, paralela, que multiplica saldos e gera um megacaixa 2 – estimado, no ano passado, em US$ 2 bilhões.
Na salada de siglas criada pela binacional, os pagamentos por mercadorias e serviços são adiados para cair em dois cestos generosos: a Correção Monetária por Atraso de Pagamento (CMAP) e o Crédito de Contas a Pagar (CCP). Esses dois índices aleatórios, combinados com três tabelas diferentes, que podem variar em até 40%, determinam os saldos a pagar no futuro, que ficam estocados na conta secreta. Como Itaipu, os cerca de quatro mil fornecedores de serviços e mercadorias para a binacional também se beneficiam de total isenção – e são dispensados, nas transações com a usina, de emitir a nota fiscal tradicional. O que vale, no país de Itaipu, é a Nota de Débito, que ninguém controla, ninguém confere. Os débitos reclamados pelos fornecedores são, em geral, menores do que os débitos registrados na usina. A diferença de valor alimenta o caixa secreto.
Nos próximos dias, essa caixa-preta começará a ser desvendada pela CPI dos Correios, que já tem em mãos parte da documentação referente ao caixa 2 da binacional. “Não há como deixar de investigar o que acontece em Itaipu com uma força-tarefa do Ministério Público, da Polícia Federal e da própria CPI”, adverte o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), perplexo com a papelada que já recebeu. O presidente do TCU, ministro Adylson Motta, vai pedir uma audiência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana que vem, para discutir a blindagem da binacional: “É preciso quebrar a caixa-preta de Itaipu”, recomenda.
Testemunha chave – O caixa secreto de Itaipu foi montado em 1991, ainda no governo do então presidente Fernando Collor de Mello, pelo economista Laércio Pedroso. Ele começou a trabalhar na usina 11 anos antes, em 1982, como escriturário. Era gerente financeiro quando recebeu a ordem para criar uma “Listagem de Registros Eliminados do Arquivo Principal e Bloqueados nos Relatórios”. Apesar da extensão do nome, pouca gente sabe de sua existência e quase ninguém tem acesso a ela: “Só os diretores do lado brasileiro de Itaipu. O Paraguai não sabe e não acessa”, diz Laércio, localizado por ISTOÉ em Curitiba (PR). Hoje, ele é dono de uma consultoria que atende mais de 1.200 empresas que tentam cobrar créditos dessa conta secreta. Denunciado pela Itaipu à Polícia Federal como falsificador e ladrão de documentos, Laércio sofreu várias ameaças de morte e o seqüestro relâmpago da mulher e do filho de 14 anos, em setembro passado. Dois homens armados invadiram o carro, no centro de Curitiba, e rodaram com eles durante 40 minutos. Não roubaram nada e, ao liberar a mãe e o garoto, advertiram: “Fala pro teu marido parar com esta tal de Itaipu!...”
No Congresso, diante da CPI, Laércio vai contar toda a história da caixa-preta da binacional. Em março de 1991, no governo Collor, quando Itaipu tinha pendências com protestos de 20 fornecedores em cartórios de São Paulo, Laércio foi chamado pelo então superintendente financeiro, João Alberto da Silva, e encarregado de criar um arquivo paralelo: “Não podemos mostrar isso nos relatórios de diretoria”, teria dito João Alberto. “A idéia era deletar as pendências, para evitar a emissão de recibo de contas a pagar”, lembra Laércio. Um mês depois, a lista clandestina entrou no ar num sistema paralelo: “O arquivo oficial era IBM e o clandestino só rodava em Edisa, a que menos de dez pessoas, de confiança dos diretores, tinham acesso”, lembra Laércio. Em meados de 1991, todo o arquivo de Itaipu foi transferido para Curitiba, com incidentes pelo caminho. Dois caminhões da transportadora pegaram fogo na BR-116. O rescaldo foi levado em três kombis alugadas para a sede em Curitiba. Durante 40 minutos, no final da tarde, Laércio e mais três funcionários descarregaram caixas de documentos na sobreloja, onde funciona a Associação dos Empregados da Itaipu Binacional (Assemib). “Guarda na churrasqueira”, ordenou o superintendente João Alberto. “No dia seguinte, quando voltei lá, pouco depois das 8 horas, tudo tinha virado cinzas”, conta Laércio.
O arquivo clandestino resiste até hoje, nos computadores restritos de Itaipu e num fichário bloqueado por dois cadeados num canto escondido do Centro de Documentação, na sede da usina, em Foz do Iguaçu. Ninguém chega lá, por força da blindagem jurídica que torna a binacional imune à fiscalização convencional. O máximo que o TCU consegue é verificar se a Eletrobrás, a quem Itaipu se subordina, realiza ou não inspeções periódicas. Se realiza, são inspeções mais técnicas do que contábeis. Num universo de mais de quatro mil fornecedores ativos, que movimentam um catálogo eletrônico de quase 30 mil itens, Itaipu é um inferno para qualquer fiscal. Nenhuma empresa é localizada pela razão social. Existe um código de correntista, que pode ser fracionado em vários códigos para a mesma empresa: “É como se um sujeito tivesse vários CPFs, só para dificultar o acesso ao saldo que a empresa tem a receber”, explica Laércio. A Siemens, por exemplo, tem nove códigos. Quando uma empresa reivindica um saldo residual, diz ele, Itaipu escolhe alguns entre os diversos códigos – paga o correspondente e recebe a quitação como se fosse o total. “A empresa não sabe que, além do que recebeu, tem outros créditos em aberto, que só Itaipu conhece porque está registrado na conta clandestina”, acusa Laércio.
Documentos – A impunidade contábil de Itaipu é tão grande que, na papelada interna, a secreta “Conta de Bloqueados” é citada em alguns papéis timbrados que agora vão cair na CPI: documentos secretos de 1994, assinados pelo então diretor-geral, Francisco Gomide (depois ministro de Minas e Energia de FHC), e endereçados ao ex-diretor financeiro-executivo Edson Neves Guimarães, em papel timbrado de Itaipu, reconhecem explicitamente os “Saldos Remanescentes” com base em “análise efetuada no sistema ‘Listagem dos Registros Bloqueados no Arquivo e Eliminados dos Relatórios’, verificando-se a pendência dos pleitos”. Ou seja, a direção da usina reconhece dívidas, candidamente, com base num “registro bloqueado e eliminado”. Aberrações contábeis dessa gravidade vão fundamentar o pedido do presidente do TCU ao Palácio do Planalto para que Brasil e Paraguai revejam o acordo assinado pelos generais Emílio Garrastazu Médici e Alfredo Stroessner, em 1973. “Em plena democracia, não é possível a existência de uma estatal sem controle de ninguém, nem do Ministério Público, nem do Congresso brasileiro e paraguaio”, afirma o deputado Hauly. No lado de lá da fronteira, a Controladoria-Geral da República, versão local do TCU, padece da mesma impotência. E os políticos paraguaios, da mesma insatisfação: “Itaipu gera 10% do orçamento de US$ 3,5 bilhões do Paraguai”, lembra o senador paraguaio Armando Espínola, líder do oposicionista Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA). “Estes recursos se distribuem pelo país sem nenhum controle. Temos todo o direito de suspeitar que se utiliza o dinheiro para campanhas políticas ou corrupção. O Congresso mandou seis pedidos de informações sobre Itaipu ao Executivo e nunca recebeu uma resposta”, lamenta.
Publicado em: 16/01/06 - 09:19:00
Fonte: Revista ISTOÉ (16/01/06)


Buchada de dinossauro ?

Consta que dentre os dinossauros, alguns tinham parte do cérebro localizado na cabeça e parte no rabo, ou seja, um duplo comando integrado. O leitor há de convir que apenas num “desenho animado” seria possível imaginar o comportamento errático de um dinossauro fumado em que cabeça e rabo se desentendessem, exibindo ações desconexas. Pegos com a mão na cumbuca duma mastodônica maracutaia visando apropriação de recursos para a conquista e manutenção do poder, aqueles hoje ainda “por cima” querem nos convencer que sua organização política funcionava como um dinossauro psicodélico. Ou seja, a cabeça não saberia o que o rabo fazia ou, pior, não se saberia quem era a cabeça, quem era o rabo. .
Sim, pois os burocratas do partido, Secretário Geral e Tesoureiro (põe maiúsculo nisso!) teriam se esquecido de sua posição subalterna e agido por conta própria na gloriosa campanha de arrecadação de fundos e sua aplicação. Enquanto isso se dava “na moita”, os recursos apropriados através do acasalamento do poder com o submundo da coisa pública e privada azeitavam a conquista e o exercício do mando. Tudo era um paraíso, com direito a presentões, farras graciosas, cuecões de ouro e costas largas para o que desse e viesse.
“Êta, mundo bão, sô”, com certeza diriam nossos heróis absorvidos na colorida construção do “novo paradigma” socialista que os motivaria. A burguesia, fisiológica, fabricava a corda com que seria enforcada, concordando ainda em pagar comissões na venda do produto que os aguardaria, conforme expressão de Lênin... Que doce caminhada, se comparada com a “Grande Marcha” de Mao, ou a guerra civil russa, em 1917!
Mas como na pataca do velhaco o diabo tem um terço e a esperteza quando é muito cava sua própria ruína, a coisa desandou quando virou briga de quadrilha, como diria o doce-veneno Senadora Heloisa Helena. Armaram para um deputado bufão que não hesitou em chutar o pau da barraca. A Imprensa divulgou os fatos e, de repente, se descobre que o Rei está nu, embora não perca a pose. Um grande embuste vem à tona e, no lugar da “Grande Marcha” se vê “a grande farsa”.
Aqueles pegos com a mão na massa malufaram de vez e, negando os fatos, descobrem que tudo é “conspiração das elites contra o governo popular”. “Nada se provou” e haveria um denuncismo subversivo da Imprensa a serviço das elites. A CPI dos Correios, seu Presidente, Relator, suas apurações, tudo seria um vasto delírio reacionário!
Pois é, leitor e eleitor... Já se falou muito em cheiro de pizza no ar, de pizzaiolos... Com ou sem punição, compra quem quiser. Agora, tenha-se a santa paciência! Buchada psicodélica, não! Pensar que o povo brasileiro vai engolir essa buchada de dinossauro mal cozida temperada por impunidade é crer que somos uma Nação de estúpidos! Um povo que gerou Betinho, Juscelino, Tom Jobim, Mario Covas, Tancredo, Nara Leão, Prestes, imaginar que seja tão parvo a ponto de se crer que todo ele possa engolir esse mal cheiroso prato... Isso supor é apenas mais um insulto à Nação, do dinossauro psicodélico que, ensandecido pelo poder, criou o mensalão, dele fez uso e quer “sair por cima”, nos mandando a conta para pagar. Então? Quem é servido da buchada?
Os dinossauroiolos aí estão. Chame-os ou os despache, caro leitor...
Valfrido M. Chaves Pantaneiro, psicanalista.

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