FENDEL tecnologia
Thomas Renatus Fendel ME FI
Rua 7 de setembro 167 - CEP 83.880-000 - Rio Negro - PR - Brasil
Fone/Fax: [55] (47) 3642-8224    Cel: [55] (47) 9986-2783
www.fendel.com.br                e-mail: thomas@fendel.com.br

OPINIÕES E COMENTÁRIOS

2007
         

2006
  dezembro

2005
 

2004


JANEIRO / 2007

JORNAL BIOCOM 24

O carro da figura ao lado, de meu bioamigo inglês Christopher Maltin, é movido a biogás, na Inglaterra. Detalhes da empresa em http://www.organic-power.co.uk/
Naquele país, ele instalou também a primeira bomba para venda de biogás automotivo.
A energia elétrica produzida por cogeração com biogás, na Inglaterra, é comprada obrigatoriamente pelas concessionárias, que tem de pagar R$ 0,50 por cada kW injetado na rede, ou seja R$ 500,00 por MW, que é o preço da nossa energia para o povo daqui... Para comparação, nosso abobalhado e pelego proinfa paga apenas R$ 130,00 pelo MW equivalente, o que inviabiliza até a cogeração nacional com bagaço de cana... e sem mencionar as demais condições, oferecidas apenas aos grandes grupos mensaleiros nacionais...


Nessa foto vemos 31 colheitadeiras seguidas de 12 plantadeiras (ou arados...) num campo que deve ser no MT ou MS, de soja... e que certamente não necessitou de licença ambiental nenhuma...
Uma agrofloresta orgânica na mesma área traria muito mais benefícios, para muito mais gente, e de forma muito melhor...
Crédito da imagem: ViverCidades (Envolverde/Agência Carta Maior)



Meu caro Bambini

O calvário do industrial que teima em investir em educação de seus funcionários mostra com nitidez incrível a papagaiada burocrática à qual somos submetidos.


Meu caro Luciano

Mais uma vez você nos brinda com teus lúcidos artigos. É lamentável sermos “entrouxados" a cada esquina, em cada banco, em cada lotérica, em cada conta de energia, telefone, etc, etc. A sacanagem só aumenta, em plena era da informação, e como você diz, somos cada vez mais pocotós. Lamerntável.


Meu caro Adriano

Mesmo sendo a narrativa do índio sobre a pilhagem latinoamericana fictícia, na realidade, a realidade, é muito pior, como você muito bem nos demonstra, por A + B em tua lúcida e chocante análise.
O saque secular continua, cada vez mais sofisticado e vergonhoso.
Somos um bando de otários, capazes de pagar imposto de exportação para os ianquis comprarem o nosso fabuloso álcool, quase que de graça...
Essas coisas são mais do que imorais, mais do que sacanagem, são inomináveis. Falta criar vocábulos para descrevê-las com exatidão.


Meu caro Ermitão

Bondade tua, em chamar meu projeto de "Vida para o mundo".
Na realidade, não inventei nada, apenas tento divulgar no que acredito, e desmascarar os falatórios, as sacanagens, as empulhações, as bandidagens, etc.
Felizmente estamos inseridos numa corrente de gente positiva, que vai abrindo nossos olhos, e, percebo, que a cada dia há progresso. Claro, muito mais lento do que almejamos, mas, se pensarmos um pouco, é fácil corrigir os rumos da humanidade, pois as pessoas, em sua infinita maioria, são boas, de boa índole.
Os cacos são minoria, ainda.


Meu caro Poliuretano

Obrigado por tuas palavras.
Estas, vindas de uma amigo da longínqua adolescência, emocionam.


Meu caro XXX

Permita-me discordar um pouco sobre o caminho a trilhar...
Não, não existe caminho único. Pode existir o melhor caminho, e mesmo este é relativo, as variáveis são muitas.
Sei que meu caminho deveria ser melhor, e até gostaria de trilhá-lo, mas, como tudo o que tem vida, sou limitadíssimo.
Um estágio na tranquila MG certamente me seria útil, e quem sabe, com um puxão de orelha aqui e outro acolá, eu acalme e consiga me fazer entender melhor.
Estou tentando, não é de hoje. Dankeschoen.


Meu caro Ustra

Estou lendo teu livro, "A verdade sufocada" que trata sobre a época militar, na versão de um milico – você.
Recomendo a quem queira saber um pouco sobre os assassinos, terrorristas e ladrões que estão no phoder.
Como é difícil saber qual o caminho certo... mesmo depois de se chegar ao destino... sempre se poderia ter feito melhor...
Quanto ao baderneiro convidado à posse do nosso presidente, demonstra exatamente a dualidade de valores, enquanto para uns ele é amigo e herói, para outros, não passa de um rato.


Meu caro Guairacá

Você foi um dos poucos membros na política nacional, que nos deu total apoio e suporte no projeto dos óleos vegetais, no Senado, no MCT, etc. aí em Brasília, por onde peregrinamos umas 6 vezes, com este objetivo.
E já que você vai pra Itália, tente ver como é a legislação italiana no que se refere às bioenergias e também sobre a injeção de energia elétrica nas redes.
Sei que por lá rodam veículos a OVN e que as concessionárias italianas são obrigadas a comprar EE dos pequenos produtores descentralizados.
Quem sabe, as leis italianas sejam mais fáceis de traduzir e adaptar à realidade nacional do que as alemãs.


Meu caro Gert

Já cruzei umas 3 vezes com o representante da ABRACE - Sr. Ludner, em seminários Brasil afora, e sempre ele sai de fininho, quando me vê no palco. Hehehé...
Não consigo me controlar, não consigo deixar de chamar a indústria eletrointensiva de ladrões de energia, de escravagistas nacionais. Pois além de receberem energia a um preço 7 vezes inferior que a Mariazinha, ainda querem desconto maior...


Ao final deste jornal, tem um texto sobre créditos de carbono, onde a eletrobrás, além de pagar micharia pela energia cogerada com bagaço de cana, ainda insiste em ficar com os correspondentes, equivocados e michórdicos créditos de carbono...
Só mesmo peleguismo barato, amparado em leis corruptas, explicam tal aberração.
Na Europa, a tonelada de carbono virtual recuou de 15 euros para 5, em plena nova crise de fornecimento de porcotróleo da Rússia para a Alemanha, via oleoduto que passa pela Bielorússia...
Na questão do clima, pelo menos existe um minúsculo consenso mundial, de que todos somos responsáveis pelo ar que respiramos. Infelizmente isso não é traduzido para as pessoas individuais, assim como no voto.
Explico: O voto de todos, é igual, ou seja, do ignorante mais informado ao mais desinformado dos ignorantes. A eleição, em conseqûência, se dá via distribuição da miséria, via promessas mentirosas, via vales-tudo que desestimulam o trabalho. Ou seja, a democracia se baseia em pura enganação, e não em competência.
Da forma inversa, todos se acham responsáveis pelo clima, mas ninguém faz nada... é problema "dos outros", e vamos ver se conseguimos ganhar uma lasquinha pro nosso umbigo, via este enganoso mercado de carbono, que na realidade aumenta as emissões...
Cada cidadão norte-americano joga 1000 vezes mais CO2 ao ar do que um Nigeriano... e dando uma gorjeta, um vale-poluição, pensa que faz grande coisa... claro, com apoio e aplauso da vassala mídia, escrita, sonora e de vídeo, dos formadores de opinião e dos catedráticos...
E o mesmo assalto se dá, há séculos, via mercado mundial. Eles se acham no direito de roubar nossa matéria prima por micharia, e a caterva de comprados políticos nacionais concordam sorrindo, como muito bem demonstra o economista Adriano Benayon em seu comentário mais abaixo...


Decifrado o DNA de bactéria presente na cana-de-açúcar
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=99804
A bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus, é responsávl pela fixação biológica de nitrogêncio, o que resulta em redução de adubo químico.

Petrobras avalia cancelar a licitação da P-55
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3584
Descontos, mensalões, cartas marcadas, superfaturamentos, cancelamentos, etc... é assim que se negociatam as grandes obras energéticas nacionais.

Exxon tentou minimizar efeito estufa financiando grupos científicos
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3588
As porcotroleiras tentam de todo jeito "provar" sua irresponsabilidade no caus climático e ambiental que provocam...
Tal qual as fumageiras, em serem cancerígenas...

Interesses políticos definem atuação da Eletrobrás
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3604
politicalhagens...

Mistura ENVO = 5% de óleo bruto de dendê em 95% de Diesel fóssil na Malásia, artigo em inglês, enviado por meu bioamigo alemão Juergen.
http://www.greencarcongress.com/2006/10/shell_and_malay.html#more
Que maravilha, finalmente um país acordou pra realidade dos óleos vegetais naturais, sem fazer a desnecessária transesterificação... e como se não bastasse, com o apoio da Shell...
Exatamente essa foi nossa proposta ao governo do Paraguai, ano passado, que infelizmente, também já se encontrava infectado com o vírus da remoção da glicerina...
2007 - 5%, 2008 - 10%, 2009 - 20%...
Alguém tem algum contato com a Shell do Brasil? Para efetuarmos um teste semelhante, aqui na terra da biomassa exuberante?
Anti-entrouxamênticos HidroBioAbraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“O que falta aqui é: "paredom" pros ladrões da direita e "câmara de gás" pros da esquerda..." - Fendel
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom


De: gfischer
Enviada em: sexta-feira, 12 de janeiro de 2007 08:37
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: [BioCom] Fw: redução do custo da energia
Redação O Estado do Paraná [12/01/2007]
Governo e empresários acertaram ontem que irão discutir juntos mecanismos para tentar reduzir o custo da energia elétrica. O aumento do custo da energia vem preocupando a indústria, porque afeta diretamente a competitividade dos produtos produzidos no País. “Vamos formar um grupo de trabalho para discutir a possibilidade de reduzir encargos e tributos, de forma a fomentar a oferta de energia a um preço mais competitivo”, disse o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Mário Cilento.
Representantes da entidade estiveram reunidos com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e apresentaram a ele um estudo da Fundação Getúlio Vargas que faz um alerta sobre os riscos do aumento do preço da energia. Segundo o estudo, se o preço médio da energia elétrica subir 20,3% até 2015, como estima o Plano Decenal de Energia Elétrica elaborado pelo próprio governo, e se não houver redução de encargos no setor, o Produto Interno Bruto (PIB) deixará de crescer pelo menos nove pontos percentuais até 2015. Segundo a Abrace, hoje os encargos e tributos representam 51,58% da conta de energia. Em 2006, a arrecadação com esses encargos somou cerca de R$ 14,4 bilhões.
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, que também participou da reunião, disse que os empresários propõem fazer um trabalho conjunto para discutir a política energética do País. “Para várias empresas, a energia é praticamente definidora da competitividade”, disse.
Ao sair da reunião com Rondeau, Cilento disse que o governo está disposto a estudar uma possível redução dos encargos. “Boa parte das nossas preocupações são compartilhadas pelo governo”, disse o executivo. A Abrace também está preocupada com o avanço do parque termoelétrico na matriz energética do País, uma vez que a energia produzida pelas térmicas é mais cara do que a gerada pelas hidrelétricas.
Estudos da Abrace indicam que, se o governo decidir aumentar a oferta de energia por meio de térmicas, em vez de priorizar as hidrelétricas, o País terá um custo adicional em investimentos de R$ 71 bilhões até 2030. A defesa das hidrelétricas foi endossada pelo ministro Rondeau: “Eles (Abrace) estão falando que o custo da energia está se elevando por causa da introdução da matriz térmica, e que seria desejável que houvesse maior participação das hidrelétricas. Essa é a tese que nós defendemos também”, disse o ministro.

De: Guairacá Carvão Nunes
Enviada em: terça-feira, 2 de janeiro de 2007 14:48
Para: Fendel
Assunto: RES: Jornal BIOCOM 23

Caro Amigo Fendel,
Tenho tido o privilégio de receber o seu extraordinário "Jornal BIOcom" em minha estação de trabalho, aqui no Senado Federal. Trata-se de uma fonte permanente de aprendizagem...e, ao contrário de inúmeros pseudo-conhecimentos que poluem o nosso ambiente cultural, uma fonte de conhecimentos que interessam a qualquer ser humano do Planeta Terra...Que bom que você, Fendel, viva no Brasil e seja um defensor das causas brasileiras.
Aproveito o momento para desejar um Feliz 2007 e tudo de bom em seus empreendimentos...que você consiga realizar os seus sonhos, e continue lutando o "bom combate".
Para finalizar esta mensagem, gostaria de dizer que estarei viajando para a Itália, em meados de fevereiro, onde passarei aproximadamente vinte dias...Vou primeiramente à Genéve, Suiça, para um Encontro Internacional da Green Cross, com a presença de Gorbachev, ONG da qual sou Fundador no Brasil e membro de seu Conselho dirigente. Se tiver alguma "dica" pra me dar em qualquer assunto de seu interesse, e que esteja em desenvolvimento lá por aquelas "bandas" da Europa, é só me comunicar antecipadamente. Estarei à sua disposição para realizar contatos.
Um grande abraço,
Guairacá Nunes


De: A VERDADE SUFOCADA
Enviada em: terça-feira, 2 de janeiro de 2007 10:27
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Lìder de invasão à Câmara é vip na posse

Petista Bruno Maranhão teve direito a cadeira especial na posse, passagem e hospedagem pagas pelo governo
Evandro Éboli e Marta Beck
BRASÍLIA. Responsável pela invasão do Congresso no ano passado, que acabou com depredação das instalações da Câmara, o líder do Movimento de Libertação dos Sem Terra ( MLST ), Bruno Maranhão, teve direito a cadeira especial reservada a convidados vips da Presidência na solenidade de posse no Palácio do Planalto. Maranhão fazia parte de um grupo eclético que reunia líderes sindicais, artistas, representantes dos movimentos de negros, homossexuais, estudantes e indígenas, ex-companheiros do ABC e beneficiários dos programas sociais do governo,como do Bolsa Família. Todos os convidados tiveram despesas de passagem e hospedagem pagas pelo governo (...)
( O GLOBO - 2 de janeiro de 2007 )
Visite nosso site www.averdadesufocada.com


De: XXX
Enviada em: terça-feira, 2 de janeiro de 2007 10:40
Para: Fendel
Assunto: Re: Pró-MDL - Programa de Apoio a Projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - FINEP
Meu admirável amigo Fendel,
Filosofando um pouco....
Só existe um caminho certo. Todos os demais serão os errados. Até aqui nada de novo, mas é importante começarmos do óbvio para chegarmos à profundidade invisível.
O caminho certo será aquele que nos leva ao resultado esperado.
Desta forma, por uma questão de estatística, é muito mais fácil usarmos o caminho errado do que acharmos o certo.
Assim,....
Se o seu objetivo principal, por exemplo, é conscientizar a nação (governo + sociedade civil + empresários) sobre a racionalidade do uso direto do biocombustível (ao invés da adaptação do combustível ao motor), todo aquele seu esforço, que não te ajudou a chegar nesse objetivo, está no caminho errado.
Se o seu objetivo principal, por exemplo, é conscientizar a nação (governo + sociedade civil + empresários) sobre a racionalidade da implantação da Ene-rede (ao invés do desperdício das PCH's e outras potencialidades brasileiras), todo aquele seu esforço, que não te ajudou a chegar nesse objetivo, está no caminho errado.
Não existe receita exata para o sucesso. Mas há uma receita errada que percebo em todas as suas ações: bater de frente com todos os que ainda não estão ao seu lado. Não será angariando desafetos que você vai conseguir chegar lá.
Também tenho vontade de ir para os meios de comunicação e berrar para que os corruptos (do governo, da sociedade civil e do mundo empresarial) deixem o país ir para frente. Também me enojam todas as falcatruas e descalabros que vemos no Brasil. Especialmente o desperdício de ações e iniciativas. Mas sei também que não será "no grito" que as coisas vão se acertar. Aprendi isto aqui em BH, com os mineiros.
Assim, se você se satisfaz apenas no "fazer barulho", então continue. Se, entretanto, quiser efetivamente mudar alguma coisa no Brasil, aproxime-se do governo, da sociedade civil e dos empresários de forma mais cativante. E você não precisa se corromper para isto.
Ich hoffe, Dir gefolfen zu haben.
Grüsse, XXX


De: PEDROCK
Enviada em: terça-feira, 2 de janeiro de 2007 10:06
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Fw: Jornal BIOCOM 23

Amigos, aos que ainda nao o conhecem terei o prazer de lhes apresentar. Trata-se de um engenheiro mecânico o qual tive o prazer de conhecer ainda nos tempos de faculdade.O Fendel, como é conhecido, é um dos maiores pesquizadores em energia hoje neste pais, um incansável, que num país como o nosso, de uma massa atrofiada, governado por uma escoria de corruptos, aos trancos e barrancos esta conseguindo pronunciar suas ideias e feitos.
Vale a pena ler seus argumentos e visitem seu site www.fendel.com.br
Abraços
Polli - Pedrock


De: Oficina de Textos
Enviada em: segunda-feira, 1 de janeiro de 2007 15:40
Para: Fendel
Assunto: Re: Jornal BIOCOM 23

Fendel, espero que em 2007 você venha TURBINAR meu PAJERO MITSUBISHI com o KIT ENERNET.....pois só assim mesmo para você chegar a ILHA DA MADEIRA, até a palestiniana mais célebre do mundo já veio. ......estou esperando, com todo carinho e te garanto, vais encontrar uma receptividade nunca vista em meios poluidos ......é que a poluição é uma das maiores drogas do mundo sabias?
Pois é, um cientista francês está concluindo esta tese e vai provar o quanto os zumbis urbanos foram e são consumidos por esta DROGA que acaba com os neurônios e libera RADICAIS LIVRES.... basta observar quem vive nos grandes centros e quem vive em meio a natureza.
Eu cá, fujo da urbano situação desde 1967 e, claro, a nossa luta para mostrar a eles, pobres coitados onde estão enfiados, é lenta, gradual e idealista, ....porque nunca em momento algum fiz isto pelo vil metal, mas sim pela causa.
Acredito muito no teu projeto que já se tornou um PROJETO DE VIDA para o mundo.
Feliz ano novo!
Édison Pereira de Almeida
www.ermitaodapicinguaba.com


De: Adriano Benayon
Enviada em: sexta-feira, 15 de dezembro de 2006 12:12
Para: abenayon
Assunto: dados do saqueio
Publicado na Tribuna da Imprensa de 14.12.2006
Quem deve a quem?
Adriano Benayon* - 13.12.2006
Muitas vezes, chega-nos pela Internet o texto de um discurso - atribuído ao fictício cacique Cuautémoc - perante uma conferência de chefes de Estado. Diante dos “credores”, ele ironiza a dívida externa latino-americana, ao, com benevolência, comparar a pilhagem de nosso continente a um empréstimo aos colonizadores.
Afirma o orador: “O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas devolução, mas indenização por perdas e danos.”
Mais: “Não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as [...] taxas de 20% e até 30% de juros ao ano, que eles cobram dos povos do Terceiro Mundo. Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de juro de 10%, acumulado durante os últimos 300 anos [...] Exigimos a assinatura de carta de intenções que enquadre os devedores e os obriguem a cumpri-la, sob pena de privatização ou conversão da Europa.”
“Outro [...] financista europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos.” E, citando dados do Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais: “Somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.”
185 mil kg de ouro são 6 milhões de onças-troy. Ao preço atual, US$ 630 por onça, resultam US$ 3,8 bilhões. 16 milhões de kg de prata, a US$ 14 por onça, valem US$ 7,3 bilhões. Somando: US$ 11 bilhões.
Multiplicamos esse total por 1,03 elevado a 300 (taxa de juros razoável, de 3% aa.) Isso perfaz US$ 78,1 trilhões, quase o PIB mundial. A 12% aa., seria 1,12 elevado a 300 = 582,65 trilhões, fator que eleva os US$ 11 bilhões para US$ 6,4 septilhões = 6,4 x 10 elevado a 24. São 24 zeros à direita!
E o Brasil? O ouro extraído de Minas Gerais, no Século XVIII, supera de longe as cifras do México e do Peru. Ainda mais valiosos foram os diamantes. O grosso foi parar na Inglaterra, de quem Portugal era um satélite desde a “aliança” de 1661. Cito Fernand Braudel:
“Um ciclo ‘espanhol’ (o ouro das Antilhas, da Nova Espanha, da Nova Granada e do Peru) foi seguido por um ciclo ‘português’ (o ouro do Brasil). No primeiro, em 120 anos, 170 tons. de ouro foram despejadas na Europa; no segundo, com a mesma duração, 442 tons. (P. Chaunu, “Conquête et Exploitation des Nouveaux Mondes, 1969, pp. 301 e segs. ; F. Mauro, Études Économiques sur l’Expansion Portugaise, 1970, p. 177).
442 toneladas equivalem a 14,36 milhões de onças troy. Ao preço atual são US$ 9,05 bilhões. Saíram também 1,67 milhões de quilates de diamantes, de 1740 a 1763. Na média, 70 mil quilates por ano. Estimado um fluxo médio anual de 60 mil quilates no Século XVIII, são 6 milhões de quilates. O valor atinge US$ 15 bilhões, ao preço de US$ 2.500 por quilate (o quilate pode valer mais de US$ 20.000).
Total = US$ 24 bilhões. Desde meados do Século XVIII, passaram 250 anos. A 3 % aa., chega-se a US$ 38,85 trilhões. A 12% aa., a conta ascende a 48,4 sextilhões, i.e.: 48,4 x 1.000.000.000.000.000.000.000.
Notável: 12% ao ano produzem, em 300 anos, um montante, que parece aumentar pouco ao lhe ser acrescida a assombrosa quantia acima descrita, gerada pelos mesmos 12%, mas por “só” 250 anos. Mais incrível: a taxa está sendo aplicada sobre um capital superior ao dobro do capital que cresceu para aquele montante. Pois é: 64 septilhões + 48,4 sextilhões = 64,05 septilhões. A moral é: brincar com tempo e com juros equivale a brincar, não só com dinamite, mas com bombas nucleares.
E outras épocas? E outros bens? E as outras áreas saqueadas? Só de 1763 a 1815 - e o Império britânico ainda não estava proclamado! - foi arrancado da Índia valor estimado em 750 milhões de libras esterlinas, sem contar todas as perdas no comércio exterior. Em preços atuais, são 47 bilhões de libras = US$ 92 bilhões, ou seja, quase 4 vezes o ouro e os diamantes brasileiros no Século XVIII.
O pior é que o saqueio continua, como mostro em meu livro. No Brasil, com a economia dominada pelas transnacionais, as perdas anuais são mais de 20% do PIB, por meio de 15 mecanismos. Só nessas transferências, afora juros, vão mais de US$ 200 bilhões por ano.
* benayon@terra.com.br. Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”. Editora Escrituras: www.escrituras.com.br


De: Luciano Pires
Enviada em: sexta-feira, 15 de dezembro de 2006 02:28
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: AS ENTROUXADORAS
Fiz uma rápida análise deste começo de milênio e descobri qual é o tipo de empresa de maior sucesso no país tropical. São as Entrouxadoras. As empresas que fazem a gente de trouxa. E como tem!
Companhias aéreas, por exemplo. Quebrei o pau com uma delas. Que novidade! Atrasam e cancelam como e quando querem, não dão informações, deixam a gente largado no aeroporto, não estão nem aí pros nossos compromissos e cancelam vôos a seu bel prazer. E não pagam multa nenhuma. Se eu quiser mudar um horário de vôo, tenho de pagar multa. E isso já acontecia bem antes dessa crise de incompetência que acomete o setor no Brasil. E se não quiser, que vá de carro ou a pé. Trouxa.
E os fabricantes de celulares? Tive um problema com o celular da minha esposa. Ela passou três meses pendurada ao telefone, sem respostas, sem atenção, extraviaram o celular dela na assistência técnica e só depois de um escândalo conseguiu o dinheiro de volta. Não gosta? Não use celular. Trouxa.
E os bancos e operadoras de cartão de crédito, então? Tive um problema no meu cartão de débito. Não pude sacar dinheiro no caixa automático, tive de usar um cartão de crédito. Saquei trezentos reais. E quando chegou a fatura do cartão de crédito descobri que pagaria quarenta e dois reais de "encargos". Liguei pra reclamar e ouvi: é mesmo, isso é assalto a mão armada... E se não quiser, que guarde sua grana embaixo do colchão. Trouxa.
E as indústrias? Você tem computador e impressora a jato de tinta? Alguma vez parou para fazer as contas de quanto custa a tinta daqueles cartuchos? Num e-mail que recebi, vinha um exercício:"Um Cartucho HP, com míseros 10ml de tinta custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Praticamente seis mil reais por um litro de tinta! As impressoras HP 1410, 3920 que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta! Mas não é só HP. Com a Lexmark é a mesma coisa." Não quer? Use máquina de escrever. Trouxa.
Fui comprar um carro. No anúncio deram um preço. Na hora da compra me empurraram todo tipo de acessório. Aquele carro do anúncio simplesmente não existia! Não gostou? Compra outro carro, seu trouxa.
E as operadoras de celulares? Já tentou resolver alguma coisa usando o 0800 terceirizado delas? Trouxa!
E eu poderia contar das experiências com o provedor de Internet, com a empresa de televisão a cabo, com o plano de saúde, com a seguradora, com a construtora, com a escola de meus filhos, com... Fala a verdade, quantas vezes por dia te fazem de trouxa, hein? Perdeu a conta, né?
Pois eu cansei. Resolvi me rebelar e fiz uma lista das entrouxadoras para tomar providências. Mas aí aconteceu uma coisa curiosa. Comecei a reparar nas propagandas delas. Como elas investem em propaganda! E são propagandas feitas por umas pessoas muito competentes. Tão criativas, tão bonitas, tão bem feitas! Ganham prêmios em festivais pelo mundo afora. Mostram gente bonita e feliz, sorridente, saudável. Têm até filminhos na televisão, tão engraçadinhos. Todas juram que eu, o cliente, estou em primeiro lugar. E que só existem pra facilitar minha vida. Algumas até publicam lindos balanços sociais, mostrando como são generosas com as comunidades onde atuam, doando alimentos e ajudando creches... tudo em papel reciclado que é pra mostrar como elas estão preocupadas com o meio ambiente
Aí fico emocionado. Entusiasmado. Deslumbrado. Tão deslumbrado que até esqueço que sou trouxa.
Eu mereço...
Este artigo é de autoria de Luciano Pires (www.lucianopires.com.br) e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo. Tomamos a liberdade de enviá-lo pois seu e-mail faz parte de nosso cadastro. Ele foi colocado lá por você ou por algum amigo (ou inimigo) que achou que você iria gostar (ou odiar).


De: bambinao
Enviada em: quarta-feira, 13 de dezembro de 2006 07:46
Assunto: Que absurdo!!!!! E viva o nosso Brasil!
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo:
Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei.
Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26.000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não.
Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.
O Estado brasileiro está falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado?
Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado
dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso.
Quem se habilita a defendê-lo, ou a escrever uma tese para livrá-lo da multa?


STF vai decidir a quem pertencem os créditos de carbono
por Lilian Matsuura
O Supremo Tribunal Federal vai decidir se os créditos de carbono produzidos por empresas de geração de energia limpa pertencem à própria empresa ou à estatal que compra a sua produção. A ação que provocou o questionamento na corte envolve uma geradora independente de energia limpa e o decreto que regulamentou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
A Goiasa Goiatuba Álcool, que produz energia elétrica a partir do bagaço de cana, contesta a interpretação que o governo faz do Decreto 5.882/06, segundo o qual os créditos de carbono resultantes da produção de energia limpa dentro do Proinfa pertencem ao Estado que compra a energia. De acordo com este entendimento, ao comprar a energia, o Estado leva de graça o seu subproduto, que é o crédito de carbono. Se a empresa geradora de energia quiser ficar com esses créditos, eles serão abatidos dos preços contratados com a estatal.
A empresa quer ter o direito de explorar os seus créditos de carbono sem qualquer redução dos preços pagos pela Eletrobrás.
O Proinfa tem o objetivo de incentivar geradores de energia a investir em tecnologias com emissão reduzida ou nula de gases poluentes na atmosfera, como energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa. A produção da chamada energia limpa gera créditos de carbono, que podem ser comercializados com países que têm altas taxas de emissão de gases.
Acontece que o decreto que regulamenta o Proinfa pode estar indo de encontro aos seus próprios objetivos. Especialistas entendem que a estatização dos créditos de carbono será um desincentivo ao desenvolvimento de tecnologia e produção de energia limpa. O decreto destina os recursos advindos das atividades relacionadas ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ou outros mercados de carbono à redução dos custos do Proinfa, visando modicidade tarifária.
Para o especialista Pedro Baracuí, do escritório BKBG, a política de absorver os créditos de carbono gerados não é muito auspiciosa. “A Eletrobrás não pode confundir modicidade tarifária com incentivos ao desenvolvimento de energia limpa”, afirma ao criar a hipótese de que esta seja a política do governo.
O dispositivo prevê ainda que a Eletrobrás vai administrar a Conta Proinfa, composta por benefícios financeiros provenientes do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ou outros mercados de carbono.
Os advogados Fábio Rosas e Maysa Verzola, do escritório Tozzini Freire Advogados, entendem que o referido decreto é inconstitucional, uma vez que ultrapassa os escritos da lei que criou o Proinfa (10.438/02). Para eles, um exemplo disso é o fato de o decreto determinar que os processos referentes ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, estabelecido no Protocolo de Kyoto, sejam desenvolvidos pela Eletrobrás. Além de conceder exclusividade à estatal para comercializar as reduções certificadas de emissões, geradas pelos projetos incluídos no Proinfa.
Pedro Baracuí segue a mesma linha. Ele entende que o decreto pode ter extrapolado as disposições da lei que institui o programa. E ressalta que “o Poder Público não pode criar obrigações”. São as leis que obrigam e o decreto só regulamenta as leis que já foram criadas. Observa ainda a necessidade de garantia do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, que no caso da Goiasa, tem duração de 20 anos.
Segundo o advogado, se o contrato foi fechado antes da promulgação do decreto, a mudança de regras causa insegurança jurídica. “Mudar as regras no meio do jogo não parece uma boa forma de regulamentar um setor que precisa de tanto investimento”, declara.
O mercado
O mercado de créditos de carbono ainda dá seus primeiros passos, mas tem pela frente uma perspectiva de enorme crescimento. Ele surgiu da exigência imposta aos países desenvolvidos pelo Protocolo de Kyoto de cumprir metas de emissão de gases. Se ultrapassarem estas metas, têm de comprar créditos de países em que a emissão está abaixo do limite ou que produzam efeitos compensadores às emissões. Os Estados Unidos, maiores emissores de gases no planeta, ainda não entraram neste mercado, já que se recusam a assinar o Protocolo de Kyoto.
A divisão do papel dos negociantes acontece dessa forma porque os países que têm baixo desenvolvimento e industrialização produzem menos gases nocivos para a camada de ozônio. Por isso, não precisam reduzir a produção. Eles vão acumulando créditos e vendem aos países com produção acima do permitido como forma de compensação e para evitar multas e sanções.
Esse mercado foi criado como forma de não onerar demais os países que têm produção de gases acima do sustentável. Se não houvesse esse sistema, teriam de gastar muito mais dinheiro para investir em mudanças no seu sistema de produção do que comprar os créditos excedentes de outros países. As multas aplicadas também têm valor muito maior que os créditos.
Cada nação tem a sua política ambiental. Para comprar créditos da China, por exemplo, é preciso investir 65% do valor do contrato de compra e venda em projetos de energia limpa, dentro do país.
Dados de 2005 revelam a comercialização de 2 milhões de toneladas de créditos de carbono. Cada tipo de crédito tem o seu valor, mas, em média, cada tonelada vale US$ 16,6.

Opiniões e Comentários - Dezembro/2006Opiniões e Comentários - Fevereiro 2007