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OPINIÕES E COMENTÁRIOS

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NOVEMBRO / 2006

JORNAL BIOCOM 22

Esta maravilhosa microdestilaria de álcool, construída aqui no sul,
foi batizada de:
"Thomas Renatus Fendel",

pelo construtor mineiro Sérgio Pataro www.alcoolcombustivel.com.br

ao qual agradeço, muito emocionado,
a grande homenagem,
com direito a hino nacional
e auréola de nuvens na bandeira...


Meus caros Oscar e Mario
A gente nem consegue imaginar o que está por trás da indústria do petróleo e seus modos de fazer política. Guerra do Chaco, Guerra do Iraque, etc. Os outros que morram... em benefício dos colonizadores e do "phoder".
Não é à toa que produzir e vender álcool em pequena escala continua proibido, claro, vai demonstrar a inutilidade da Petrobrás. Por isso o apoio oficial, inclusive com subsídios, ao bioFOLLdiesel, para evitar que os OVN se tornem populares. O sonho destes piRatos é o irreal hidrogênio, para mesmo a custo absurdo, manter o monopólio energético sob suas asas.


Para desmascarar estes serviçais, vejam o carro alemão "Loremo" abaixo, que faz 75 km com 1 litro de óleo vegetal...

Detalhes em inglês sobre este carro:
http://www.loremo.com/index_en.php

Na foto ao lado vemos o mapa da Alemanha com as centenas de prensas para óleo vegetal, distribuidas por todo o país, o que possibilita os mais de 100.000 veículos rodarem a OVN, mesmo sem apoio industrial ou governamental.

Com projeto de usina brasileira semelhante em: http://www.cooperativawitmarsum.com.br/oleo-vegetal e detalhes em: www.biovegetal.com.br



Meu caro Sanderson

Realmente, imagina a truculência e a pomposidade de um "Seminário sobre distribuição de combustíveis"
Trata-se de uma vara de pelegos discutindo as maneiras de impedir o povo a fazer e negociar energia diretamente.


Meu caro Telmo

Em primeiro lugar queremos te dizer pra você tirar o mata-rato fumacento de tua bbca, e que você se recupere rapidinho de teu infarto.
Os que acreditam em mentiras não são culpados... são apenas ignorantes, só isso.
Seria dever das escolas e da mídia ensinar e divulgar a verdade, mas infelizmente a realidade é a oposta.
Assim vivemos como estúpidos a sustentar as oligarquias.


Meus caros Fuchs, Oscar, Miguel, Otacílio e Polan

Que falta fazem os ensinamentos de nossa cientista Ana Primavesi, que há mais de 60 anos ensina, pesquisa e divulga os benefícios da agrofloresta aqui no Brasil.
Será que esta nonagenária pioneira precisa morrer antes de ver seu magnífico trabalho amplamente utilizado?


Meu caro Boehme

É uma vergonha e enganação energética atual. Será que título de doutor só serve para maracutaia?
Que os mal informados repórteres e outros ecologistas menos escolados sejam engambelados pelas estorinhas do hidrogênio ainda vá lá... mas os físicos, químicos, e engenheiros catedráticos? Como podem engolir e fomentar tanta farofa imbecil?


Meu caro Juergen

Muito obrigado por tuas notícias agroflorestais e bioenergéticas. É a luta do Golias contra o Hércules, ou seria Arquiles? A mitologia não importa, o que interessa é conteúdo.

Isenção ou redução de impostos por 30 anos para grandes indústrias.
http://www.mnp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=388016&Itemid=2
Em troca de dinheiro para políticos...

Clinton cita etanol do Brasil como exemplo em comercial
http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=715052&Template=../
artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=454616

União Européia estuda regras contra poluição de carros
http://www.intelog.net/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=526093&Template=../
artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=500945
Realmente os órgãos reguladores devem impor limites de emissões aos veículos.

Parcerias para energia a partir do biogás
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3020
Por 2 vezes ofereci doar o conceito "ENEREDE" ao organizador do evento (Cícero - Itaipu), com uma demonstração e palestra de 15 minutos aos envolvidos, mas claro, isso me foi negado... preferem acreditar em besteiras como nas palavras do presidente da Itaipu: "A geração distribuída não tem sido bem aceita pelo sistema elétrico nacional, porque apresenta riscos se não for executada segundo critérios rigorosos de segurança e sincronismo com as redes distribuidoras"

Trocam lenha por coque
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3019
E acham que fazem um benefício ambiental... bando de ignorantes mentirosos.

Pau Paraíba - árvore brasileira que produz muito óleo e remédio - na Índia... enviada por meu bioamigo alemão Juergen.
http://www.hinduonnet.com/thehindu/seta/2002/06/20/stories/2002062000120300.htm

Vejam a Ana Primavesi, na S10 a OVN de meu bioamigo Paulo Lenhardt.
http://i9.tinypic.com/4dxkwt1.jpg

Blackout elétrico na Europa em 04/11/2006 por aproximadamente uma hora e meia.
http://www.ucte.org/pdf/News/20061105-Disturbance.pdf
Embora causado por um desligamento voluntário de uma linha de alta tensão para permitir a passagem de um navio com carga alta, imediatamente as concessionárias culparam a energia eólica pelo ocorrido. Tanto lá como cá, as energias renováveis (no nosso caso as hidroelétricas) são malquistas pelos ladrões oficiais...

Energia Suja
http://www.power.inf.br/notic_dia.php?cod=3211
Com algumas mentiras sobre nossa EE

EUA acusam Brasil de usar trabalho escravo no ferro-gusa
http://www.mnp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=390005&Itemid=2
Realmente, trabalho escravo é todo aquele ligado às nossas exportações a preços michorrucas... e que ainda pagamos sobretaxas aos EUA...
HidroBioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação desejável e não precisa nem citar a fonte...
"Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis."
Participem do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom


De: energy-juergen@web.de
Enviada em: sexta-feira, 17 de novembro de 2006 20:29
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: faidherbia
Olá Thomas,
encontrei um bom artigo sobre o "espinheiro de Angola" chamado Faidherbia albida.
juergen
http://www.planetaorganico.com.br/TrabRibaski.htm
http://cat.inist.fr/?aModele=afficheN&cpsidt=4709547

De: Gerhard Erich Boehme
Enviada em: domingo, 12 de novembro de 2006 22:27
Para: Thomas Renatus Fendel
Cc: Bioenergia
Assunto: Sobre Trólebus ...

Caro Thomas,
isso é pedir demais deles. Ocorre que você usa o raciocínio e eles a emoção. A emoção de receberem as "propinas".
Abraços,
Gerhard Erich Boehme
(41) 8411-9500

-----Mensagem Original-----
De: Fendel
Para: Biocom
Cc: Bioenergia
Enviada em: quinta-feira, 9 de novembro de 2006 13:48
Assunto: [Bioenergia-l] Papagaiada... H2 x EE
Os "especialistas" (só pode ter mensalão no meio) afirmam no texto abaixo que os arcaicos trólebus elétricos de SP acabam custando 10% a mais do que os a Diesel... e por isso defendem o hipócrita ônibus a hidrogênio, que certamente será 400% mais caro, ...por baixo.
Será que estes estúpidos não poderiam modernizar a eletrônica dos trólebus?
Fazendo com que a energia das frenagens retorne para a rede? ao invés de ser dissipada em resistências?
Assim, o custo de qualquer trólebus estará abaixo dos ônibus Diesel.... e realmente limpo, eficiente, etc.
Qualquer estagiário de colégio técnico é capaz de fazer um protótipo destes...
Hba
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
"Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião formada sobre tudo, e os estúpidos governam". (Ricardo Bergamini).
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom

BRASIL TERÁ ÔNIBUS A HIDROGÊNIO EM 2008
O pontapé formal a um dos mais avançados projetos de ônibus ecológicos do mundo será dado na próxima terça-feira, na sede da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, a EMTU, em São Bernardo do Campo (SP). Na ocasião serão apresentados os detalhes de um segredo bem guardado - o do primeiro ônibus brasileiro movido a célula de hidrogênio.
Trata-se de um veículo mais silencioso, movido a hidrogênio e não-poluente que, se tudo correr conforme o script, deverá ter um protótipo rodando nos 33 quilômetros do corredor Jabaquara-São Mateus, na região metropolitana de São Paulo, no final de 2007 ou início de 2008. Deve ter 12 metros, piso rebaixado, três portas e ar-condicionado. O plano é testá-lo por seis meses.
A partir daí, mais três ou quatro similares serão produzidos, diz Marcio Rodrigues Schettino, gerente de desenvolvimento da EMTU e o engenheiro que coordena toda a iniciativa.
Há vários parceiros no projeto iniciado em 1997 e gerenciado pela EMTU. O consórcio responsável pelo fornecimento dos ônibus e pela infra-estrutura de hidrogênio tem oito nomes: a AES Eletropaulo fornecerá a energia para o processo de eletrólise da água; a canadense Ballard Power Systems, líder mundial neste negócio, será a fornecedora das células de hidrogênio; a EPRI International, uma instituição americana sem fins lucrativos, fará a administração do conjunto de empresas envolvidas; a canadense Hydrogenics providenciará os equipamentos que produzem o hidrogênio; as brasileiras
Marcopolo e Tuttotrasporti são responsáveis, respectivamente, pela carroceria e pelo chassi; a Nucellsys, joint venture entre DaymlerChrysler e Ford, dará o suporte técnico e a Petrobras fornecerá a infra-estrutura para a estação de abastecimento.
O Ministério das Minas e Energia é o diretor-nacional do projeto e a EMTU, a agência executora. O PNUD, o braço da ONU que cuida do desenvolvimento, é a agência implementadora. "A idéia é reduzir as emissões de gases responsáveis pelo efeito-estufa no transporte público", diz a oficial de programa do PNUD Rose Diegues. O GEF, o Global Environment Facility, um fundo internacional que destina recursos a projetos ambientais, custeia a iniciativa com o equivalente a US$ 12 milhões. A contrapartida brasileira - US$ 3,8 milhões - é bancada pela Finep.
O princípio do ônibus a hidrogênio é basicamente o seguinte: a célula-combustível produz energia com eficiência utilizando o hidrogênio como combustível e, pelo cano de escapamento, ao invés de fumaça preta e material particulado, só emite vapor d'água. "Trata-se de um processo eletroquímico, o mesmo das células do corpo humano", diz Schettino.
O ônibus a hidrogênio é uma opção ambientalmente limpa à dependência do transporte público aos combustíveis fósseis - o único problema é que se trata de uma tecnologia cara.
A solução não é novidade nas cidades européias. As iniciativas do gênero na Califórnia também são emblemáticas. O próprio PNUD havia apoiado iniciativas no México, no Egito e na Índia, mas só vingaram os projetos na China e no Brasil. "Mas são diferentes", diz Rose Diegues. Os chineses compraram modelos já prontos. "No caso do Brasil, há um avanço tecnológico. O nosso é uma nova geração de ônibus", anima-se. Na Olimpíada da China, em 2008, espera-se que os ônibus a hidrogênio estejam circulando por lá.
O projeto brasileiro passou por várias fases. No processo, por exemplo, as células diminuíram de tamanho, diz Symone de Santana Araújo, coordenadora geral do departamento de gás natural do Ministério das Minas e Energia e responsável pelo projeto do ônibus a hidrogênio no ministério.
A contribuição ambiental à uma cidade poluída como São Paulo é evidente. Veículos movidos a diesel emitem óxidos de nitrogênio e material particulado, dois poluentes que irritam as vias respiratórias. No caso de material particulado, também emitido por indústrias e queimas, os níveis nacionais considerados satisfatórios são constantemente ultrapassados na Grande São Paulo.
Segundo dados do relatório de qualidade do ar da Cetesb de 2005, a frota de veículos que circula na região metropolitana de São Paulo emite 95% de todo o óxido de nitrogênio medido, sendo que ônibus e caminhões são responsáveis por 78% das emissões. O poluente produz, junto com hidrocarbonetos, o ozônio que se forma na baixa altitude e prejudica olhos, nariz e vias respiratórias assim como causa danos à vegetação.
Quanto ao material particulado, a frota é responsável por 65% do total emitido - os ônibus e caminhões contribuem com 28% da poluição. "Com os ônibus a hidrogênio a emissão destes dois poluentes pode cair muito", anima-se Homero Carvalho, gerente da divisão de engenharia e fiscalização de veículos da Cetesb, a agência ambiental paulista.
Não é de hoje que se procura uma alternativa ambientalmente limpa para cidades como São Paulo. A região metropolitana já chegou a ter mil trólebus - hoje são só 300. O grande problema neste tipo de transporte coletivo está no custo da energia elétrica. "A maior demanda é no horário de pico, quando o custo da energia é mais elevado", diz Schettino. Nas contas do engenheiro, o custo do trólebus acaba saindo 10% mais caro que o do veículo a diesel. Para ele, o hidrogênio é a perspectiva de futuro tanto pela eficiência energética quanto pelo impacto ambiental. "Em pouco tempo, o custo da energia será alto e as fontes, escassas", diz ele. "O petróleo pode não acabar, mas terá que ser usado para funções mais nobres." (Valor, 8/11/06)


De: W.Fuchs
Enviada em: quarta-feira, 8 de novembro de 2006 12:26
Para: Fendel
Assunto: Re: ENC: [BioCom] RES: Por favor, não "ajudem" a agricultura (Polan Lacki)
Prezado Fendel,
Concordo com o Polan Lacki no que diz respeito à ambigüidade da política agrícola e à busca de conhecimento por parte dos próprios agricultores. Mas discordo quando diz que os que aumentaram a produtividade foram inteligentes. Acaso é inteligente alguém que insiste em exportar soja in natura por 300 dólares a tonelada (70% da soja brasileira é vendida assim) quando poderia industrializar, agregar valor, gertar empregos e vender a 2 mil dólares? Ele não está assaltando o próprio bolso, dando a si próprio atestado de burrice? Acaso será inteligente uma agricultura que mais do que duplica a produção de grãos, mas ao mesmo tempo fica cada vez mais dependente da importação de sementes (segundo Gerson Teixeira, ex-presidente da ABRA, o Brasil produz hoje menos sementes que 20 anos atrás)? O dito agronegócio só é negócio para os bancos, mas a agricultura do agronegócio é insustentável (não apenas por ser ambientalmente predatória e sempre de novo incorrer em trabalho escravo por trás de uma fachada moderna). Desde que Sarney acabou com os subsídios, aplica-se à agricultura o regime de financiamento bancário usado para indústria e comércio, que já não suporta juros em prazos de 30, 45 dias. Que dizer da agricultura empresarial, à qual se aplicam juros idênticos, com ciclos de produção de 4 a 6 meses! Porém dois terços dos 4 milhões de pequenos agricultores sobrevivem sem financiamento, embora não produzam commodities...
Indo além da discussão de idéias, vamos verificar o que de fato está sendo feito para que os agricultores adquiram conhecimento, autonomia, protagonismo, etc., tanto pelo Polan Lacki como por outros. Convido para conhecerem nossa mini-usina de extração de óleo vegetal a frio na colônia Witmarsum (Palmeira-PR - contatos pelo fone 41-30228453) e muito em breve nossa mini-usina compacta, a ser instalada no Centro Paranaense de Referência em Agroecologia.
Saudações
P. Werner Fuchs

-----Mensagem original-----
De: Oscar Baldoni
Enviada em: quarta-feira, 8 de novembro de 2006 06:51
Para: Miguel Heinen
Cc: Thomas Renatus Fendel; Telmo Heinen; Delmar Philippsen; Adriano Benayon;
Assunto: Re: Por favor, não "ajudem" a agricultura (Polan Lacki)

Prezado Miguel = Li com atenção. Está tudo certo e perfeito. Acontece que analisando bem, entendemos que todos os que encaramos com patriotismo e decisão o alargamento da fronteira agrícola há uma geração. vivemos no meio do mato quando não tenha UM telefone sequer, tínhamos uma visão mais ou menos correta disso que agora o Sr. Polan Lacki didaticamente explica.
Acontece que na região de Sinop (hoje dividido em 4 municípios), uma extensão do tamanho da Holanda, 15.000 colonos foram esfaqueados pelas costas. Esses heróis poderiam escrever um livro, sim, com FATOS que aconteceram na década do 80 =
# Sabotagem à usina de álcool de mandioca que estava funcionando muito bem, JUSTO depois que o Com. Enio Pipino disse que os fornecedores de mandioca receberiam álcool ao CUSTO.
# Sabotagem completa da COOPERATIVA contra os colonos e sócios em todos os sentidos = Fornecimento de produtos estragados e imprestáveis, serviços péssimos (queimar arroz no secador), trato comercial péssimo, desleixo no armazenamento, afugentar compradores importantes (sou testemunha), etc.
# Sabotagem pensada e executado por elementos da Emater (pagos por nós para ajudar). "Engenheiros" agrícola vendidos a quem ? ... Eu gostaria que o Sr. Polan Lacki tivesse morado lá, no meio do mato há 25 anos. tínhamos um bom gerente no Banco do Brasil. Decente mesmo. Um dia, disse-me (sabendo dos projetos) = Oscar, tem uma verba que NINGUÉM PEGOU, para irrigação (sabido é que temos 3 ou 4 meses de seca todos os anos) e vou ter que devolver. Corremos a São Paulo e fizemos um projeto de gotejamento com a empresa DANTAS. Voltamos e ... o pessoalzinho da Emater disse que NÃO APOIARIAM projetos de irrigação, por causa do solo da região, etc. e tal, porque tinha muita areia. Eu argumentei que até Israel fez sistemas que funcionaram e contra argumentaram que ... bom, lá e outra coisa, "eles" tem dinheiro, colocaram cimento por baixo da areia e outras besteiras do tipo.
# Então fizemos com dinheiro próprio, como disse fazer o Sr. Polan Lacki. Compramos um caminhão de tubos em São Paulo e fiz pessoalmente o sistema de gotejamento ... só que o material estava contaminado. Quebrou até embaixo da água.
# Depois se cogitou desarrolhar o plantio de guaraná. Novamente a opinião contrária da Emater (paga por nós). Que não, que eles NÃO incentivariam o plantio ... por que ? ... Porque PODE ser que AMANHÃ, alguém possa aparecer dizendo que produz CÂNCER.
Ora, o câncer são eles. Eu consumo guaraná regularmente há 30 anos.
# Sr, Polan Lacki = Nós fomos crucificados a traição. A iniciativa privada foi assassinada com a morte da Usina de Álcool de mandioca e com isso o futuro de 15.000 colonos que PAGARAM CARO PELA TERRA. Ninguém deu nada de presente. Todos perderam o valor , malvenderam as terras e foram embora. Esses desenhos idílicos que o Sr. gentilmente desenhou, nós tínhamos e queríamos que funcionasse exatamente de acordo com seus excelentes idéias ... mas não deixaram.
Até queríamos fazer uma estradinha de ferro (no barato) para abastecer a usina em forma racional, em qualquer tempo de chuva, mas não deixaram. Com a sabotagem ao avião do Sr. Enio Pipino em Maringá em fevereiro de 1984, veio abaixo o sonho.
# Agora estou velho e cheio de dívidas. Tomara que seu sonho seja realidade. Mas, se não mudarmos o básico, ou seja um valor correto para a moeda contra o dólar, estamos roubados. Outro tema, obviamente é o combustível e o DIREITO que o produtor tem de se autoabastecer. Mas ... vai contar a "eles", que dizem, governam.
# Não estou criticando sua posição, ao contrário, acho correta, excelente. Concordo com o senhor que não tem que intervir, não tem que atrapalhar ... mas é isso que está acontecendo. Provocam um desastre econômico e depois aparecem "outorgando" uma dádiva. Ora ... vou parar.

----Mensagem original-----
De: thomas@fendel.com.br
Enviada em: segunda-feira, 6 de novembro de 2006 21:12
Para: biocom@grupos.com.br
Cc: Polan.lacki@onda.com.br; Polan.Lacki@uol.com.br; Miguel Heinen; Ricardo Bergamini; Pantaneiro; Camilo; Luciano Pires
Assunto: [BioCom] RES: Por favor, não "ajudem" a agricultura (Polan Lacki)
Meu caro Polan
Felizes os agricultores que não possuem uma sojabrás, nem milhobrás e muito menos uma vacabrás... como nos setores da moribunda energia fóssil e elétrica...
Aliás, estes dinossauros querem abocanhar a bioenergia... que palhaçada...
HidroBioabraços
Eng. Thomas Renatus Fendel
www.fendel.com.br
Divulgação autorizada e desejável.
“Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião formada sobre tudo, e os estúpidos governam”. (Ricardo Bergamini).
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom

-----Mensagem original-----
De: Miguel Heinen
Enviada em: segunda-feira, 6 de novembro de 2006 20:33
Para: Fendel
Cc: Oscar Baldoni
Assunto: Por favor, não "ajudem" a agricultura (Polan Lacki)
Cc: Dep. YEDA ; Dep. Luis Carlos Heinze
O autor, Sr. Polan Lacki, pede encarecidamente, que nos apropriemos de suas idéias, textos, estudos, para aperfeiçoá-los e divulgá-los ao máximo. Já mandei alguns e-mail a ele, parabenizando pelo seu excelente trabalho e estou divulgando ao máximo, para pessoal que tenha alguma ligação com a agricultura. O Cara merece uma estátua!! Miguel

-----Otacílio escreveu:-----
Miguel,
Isto é o que eu chamo de cabeça pensante. Como sou produtor rural, conheço alguma coisa do assunto. Tudo o que está ai em baixo é a mais pura verdade. Imagine o seguinte: para criar cabras e ganhar dinheiro com elas eu tive que ir aprender nos Estados Unidos e depois na Austrália porque aqui não tem onde aprender a não ser com a experiência dos outros que preferem esconder o que sabem do que passar adiante com medo da concorrência. Conhecimentos vale muito mais do que financiamentos bancários mesmo a juros baixos.
E tem um detalhe importante: o produtor rural precisa aprender sobre economia rural e a maioria não conhece nada do assunto.
Gostei, agradeço e vou dar uma olhada nos sites indicados.
Um abraço,
Otacílio

-----Miguel enviou:-------
Por favor, não "ajudem" a agricultura (Polan Lacki)
(Não critique sem ler até o final e compreender toda mensagem)
Em apenas 12 anos a agricultura brasileira duplicou a sua produção de grãos, passando de 58 para 122 milhões de toneladas por ano;adicionalmente obteve significativos aumentos na produção e exportação de outros bens agrícolas e pecuarios. Sem anúncios nem celebrações, o agronegócio assumiu o papel de "locomotiva" da economia brasileira que está dando uma enorme ajuda na solução dos problemas nacionais. E, diga-se de passagem, isto aconteceu graças à iniciativa e ao esforço dos próprios agricultores, os quais conquistaram este êxito com mínima ajuda governamental.
Nesses mesmos 12 anos os governos não formularam macro-políticas de apoio ao desenvolvimento da agricultura, não fizeram grandes investimentos em infraestruturas de estradas, portos e armazenagem, não instituiram o desejado seguro agrícola. Reduziram o montante do crédito rural oficial e debilitaram instituições públicas de educação, pesquisa e extensão agrícola. Aumentaram alguns impostos, privatizaram as rodovias e instituiram pedágios que oneraram os custos de produção e de distribuição das colheitas. Não concederam subsídios aos nossos produtores e não adotaram importantes medidas tarifarias de proteção contra a importação de produtos agrícolas do estrangeiro.
Nesse período algo similar ocorreu no âmbito externo: o FMI, a OMC e o Banco Mundial não modificaram as suas políticas em relação à agricultura, os preços dos nossos produtos de exportação nem sempre foram favoráveis, os países ricos continuaram subsidiando fortemente os seus agricultores e impondo crescentes restrições, tarifárias e não tarifárias, à importação das nossas colheitas.
Em resumo, nesses 12 anos não foi adoptada--nem interna nem externamente--nenhuma das medidas clássicas que propunham e continuam propondo muitos especialistas em desenvolvimento agrícola e líderes rurais. E, apesar de todas estas adversidades, reais ou imaginarias, a produção de grãos duplicou.
Esta contradição, entre a inércia dos governos e o êxito da agricultura, é tão surpreendente e importante que não pode ser ignorada nem sequer subestimada. Ela denuncia que, em muitos casos, as antigas "receitas' e as frondosas burocracias públicas encarregadas de ejecutá-las foram um gigantesco desperdício de recursos e um rotundo fracasso. Enquanto elas estavam vigentes, em vez de estimular as iniciativas dos agricultores e promover o desenvolvimento do setor agropecuario, produziram um efeito contrário. Esta contradição exige que façamos um sério questionamento às propostas convencionais de desenvolvimento agrícola; esta contradição está demonstrando que estavam equivocados, tanto os que reivindicavam como os que formulavam certas políticas de apoio à agricultura; estas em certos casos ajudaram muito mais a alimentar um Estado autofágico e corporativista que a solucionar os problemas concretos dos agricultores e da agricultura.
A mencionada contradição também nos impôe a seguinte pergunta:concreta e objetivamente, a que se deveu a duplicação da produção de grãos aqui descrita, se os governos---por ação ou por omissão---fizeram exatamente o contrário do que propunham os "especialistas" e "lideres" rurais? Se deveu principalmente ao seguinte fator: uma minoria de agricultores, mais lúcida e progressista, se cansou das reivindicações utópicas dos seus próprios líderes, das propostas ingênuas de certos "especialistas" em desenvolvimento agrícola e da ineficiência do Estado. Esta minoria, que com certeza não chega a 10% dos produtores rurais, foi a que, em grande medida, contribuiu à duplicação aqui descrita. Esta minoria decidiu ignorar a retórica paternalista e, tomar em suas próprias mãos, a correção das ineficiências do agronegócio, fazendo-o dentro das suas propriedades e, em certos casos, organizando-se para fazê-lo fora das porteiras das mesmas. Os agricultores que protagonizaram esta "revolução" produtiva foram premiados com um grande êxito econômico; não porque as políticas tenham sido favoráveis ou porque os governos tenham sido generosos na injeção de recursos à agricultura, mas sim porque eles se tornaram mais eficientes. No entanto, ainda não podemos entusiasmar-nos com este êxito, porque ele é muito parcial e excludente.
É parcial porque os agricultores que já atingiram essa maior eficiência ainda podem tornar-se muito mais eficientes e consequentemente muito mais bem sucedidos na atividade agrícola. Para isto necessitam executar uma segunda etapa de inovações, cuja concretização, a exemplo do que ocorreu na etapa anterior, também depende muito mais deles mesmos que dos seus respectivos governos. Nesta segunda etapa necessitarão: aumentar ainda mais os seus rendimentos por unidade de terra e de animal, diversificar a produção para reduzir a dependência do crédito rural e para evitar riscos desnecessarios, reduzir perdas durante e depois da colheita, melhorar a qualidade dos seus produtos e incorporar-lhes valor, racionalizar a administração das suas propriedades para eliminar superdimensionamentos e ociosidades nelas existentes e, especialmente, corrigir os erros que eles continuam cometendo tanto na aquisição dos insumos como na comercialização dos seus excedentes. Se eles executarem esta segunda etapa atingirão a denominada eficiência total ou integral, que é o único "passaporte" capaz de assegurar-lhes rentabilidade, competitividade e êxito econômico na agricultura, independente do que façam ou deixem de fazer os seus respectivos governos ou os governos dos países ricos.
É Excludente porque os outros 90% de agricultores, carentes de conhecimentos e espírito empresarial, ainda são vítimas de desatualizados "especialistas e líderes" rurais que continuam iludindo-os com obsoletas, utópicas e ineficazes ajudas paternalistas; e mantendo esta maioria no círculo vicioso da ineficiência, da dependência e da pobreza rural. Tais "especialistas e líderes" continuam propondo que os agricultores mendiguem créditos que não conseguirão devolver e cestas básicas que apenas alimentarão o seu sentimento de incapacidade; em vez de recomendar-lhes que exijam dos seus governos uma educação rural de qualidade que ensine, a eles e aos seus filhos, os conhecimentos úteis, as aptidões e as atitudes que necessitam adquirir para que eles também possam fazer algo similar ao que fizeram os agricultores inovadores; e, através desta medida realista, tornem-se menos dependentes de um Estado que está cada vez mais debilitado, empobrecido e inoperante.
A estes 90% de agricultores que ainda não conseguiram participar desta extraordinaria revolução de eficiência e de produtividade na agricultura, o sistema educativo rural (escolas fundamentais rurais, escolas agrotécnicas, faculdades de ciências agrárias e serviços de extensão rural ) deverá proporcionar as competências necessárias; a fim de que eles também possam incorporar-se ao grupo daqueles que tomam iniciativas, que introduzem inovações, que corrigem as suas próprias ineficiências; isto é, ao grupo daqueles que solucionam os seus próprios problemas em vez de continuar esperando que outros o façam por eles. O referido sistema educativo deverá formá-los e capacitá-los para que estejam em condições de progredir através da sua própria vontade, esforço e capacidade.Com tal objetivo o Estado moderno deverá promover uma profunda "revolução" na qualidade e na pertinência dos conteúdos do sistema educativo rural. Os seus conteúdos curriculares e os seus métodos de ensino deverão ser submetidos a uma radical transformação de realismo, de objetividade, de pragmatismo e de adequação às verdadeiras necessidades das famílias rurais.Os referidos conteúdos deverão ser úteis para que sejam aplicáveis, pelos próprios educandos, na correção das ineficiências e na solução dos problemas que eles enfrentam na vida cotidiana dos seus lares, propriedades, comunidades e mercados rurais.Transmitir conhecimentos úteis é a principal missão de uma educação útil.
E para concluir, a seguinte reflexão:Proporcionar aos agricultores os conhecimentos necessarios para que eles mesmos possam resolver os seus problemas é a solução de maior eficácia e de menor custo; e, por que não dizê-lo, para os governos debilitados e empobrecidos este é o único caminho possível para que o desenvolvimento rural com equidade deixe de ser um enunciado de boas intenções e passe a ser uma posibilidade concreta.
Na Página web http://www.polanlacki.com.br e na nova Página http://www.polanlacki.com.br/agrobr estão incluidos varios artigos que: i)- demonstram que os próprios agricultores, se possuissem os conhecimentos necessarios, poderiam solucionar os seus problemas com mínima dependência da ajuda estatal e ii)- indicam quais são as medidas tecnológicas, gerenciais e organizacionais que eles poderiam adotar para construir a sua emancipação. Estes artigos também poderão ser enviados gratuitamente aos interessados que dirigirem as suas solicitações aos seguintes endereços eletrônicos: Polan.Lacki@uol.com.br e Polan.lacki@onda.com.br

De: Telmo
Enviada em: terça-feira, 7 de novembro de 2006 15:05
Para: biocom@grupos.com.br
Assunto: Re: [BioCom] RES: [Floresta-l] Equívoco????

Fendel,
o maior erro foi dos brasileiros aceitarem o modo estabelecido para fazer as contas da poulição.
Mas naquela ânsia do MDL, nos demos mal...
A pastagem e as roças que o pessoal queima, dali a alguns meses está tudo lá de novo...no mesmo lugar.
A capoeira que cresce em uma mata desmatada, vai fixando todo CO2 antes liberado...
A mais infeliz das conclusões foi que nosso gado polui mais do que todos os nossos veículos junto..., só com arrotos e flatulência!
Só que o capim que comeu, cresce tudo outra vez...
As barragens... emitindo metano...
Enquanto isto temos gente que é CONTRA o reflorestamento por causa do monocultivo... gasta muita água e outras balelas do gênero.
Eu digo, quem é mais culpado - os que mentem ou os que acreditam nas mentiras ?
Telmo Heinen - Formosa (GO)

-----Mensagem Original-----
De: thomas@fendel.com.br
Para: biocom@grupos.com.br
Cc: Biocom ; solidariosbrasil
Enviada em: terça-feira, 7 de novembro de 2006 14:15
Assunto: [BioCom] RES: [Floresta-l] Equívoco????
Claro que é um equívoco, papo furado ... intencional.
Floresta velha não seqüestra carbono, pulmão do mundo é conversa mole.
O mercado de carbono apenas prorroga o "direito" dos porcos a continuarem porcos, por gorjeta ridícula e com direito a diploma de moçoila virgem para ladras travecas infectadas.
Nossa matriz elétrica é essencialmente hidráulica, temos nem 10% da frota dos EUA, não temos aquecimento residencial fóssil, nossos veículos populares bebem 1/3 dos deles, nossas siderúrgicas são a carvão vegetal, nossas padarias e pzzarias são a lenha, temos o cobiçado proálcool, teríamos o proóleo, etc, etc.
Eita colonialismo hipócrita, baseado em propaganda mentirosa, veiculada em mídia medíocre.
A bioenergia racional e distribuída, reverte o efeito estufa.
HbaEng. Thomas Renatus Fendelwww.fendel.com.br
Divulgação desejável e não precisa nem citar a fonte...
"A energia solar incidente na terra, em apenas 1 dia, equivale à energia detodas as reservas de porcotróleo." - Bautista Vidal
Participe do grupo de debates BIOCOM: http://www.grupos.com.br/group/biocom

-----Mensagem original-----
De: Rodrigo Corrêa
Enviada em: terça-feira, 7 de novembro de 2006 12:35
Para: Lista Florestal
Assunto: [Floresta-l] Equívoco????
M udanças climáticas07/11/2006 - Greenpeace: Brasil é um dos maiores emissores de CO2
O grupo ambientalista Greenpeace convidou os principais poluidores domundo, nesta segunda-feira (06), a deterem a devastação causada pela mudançaclimática, apontando o Brasil como um dos principais agressores. "Os piores impactos da mudança climática só podem ser evitados se osgovernos agirem agora", disse Steve Sawyer, conselheiro político doGreenpeace International, na inauguração da conferência da ONU sobre o climana capital queniana. "As futuras gerações não nos perdoarão se demorarmos",afirmou. Em comunicado publicado neste primeiro dia da 12ª conferência daConvenção-marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC, na siglaem inglês), Sawyer disse que os países ricos têm o dever moral de reduzir asemissões de gases causadores do aquecimento global. "As obrigações legais, morais e políticas dos países ricos são claras:eles precisam reduzir dramaticamente suas emissões e, ao mesmo tempo, estarpreparados para dar apoio maciço para ajudar os países mais pobres a seadaptarem", acrescentou. Ao lado dos países industrializados, como Estados Unidos e Austrália, quese recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto para controlar as emissões degases causadores de efeito estufa, o Greenpeace instou países desenvolvidoscomo China e Índia a reduzir suas emissões e despejou críticas sobre oBrasil. "O Brasil precisa assumir a responsabilidade como um dos maiores emissoresdo mundo de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico)", afirmou. "O governoprecisa combater o desmatamento e promover a energia limpa e renovável, bemcomo a eficiência energética", acrescentou. O chamado à ação ocorreu enquanto a agência internacional de ajuda CAREanunciou o lançamento de um "fundo social de carbono" no Brasil, com o qualespera reduzir a pobreza endêmica no país, ao explorar créditos de carbonooferecidos pelo protocolo de Kyoto. Segundo o tratado, os países industrializados podem alcançar parte de suasmetas para reduzir as emissões de gases com efeito estufa através de "créditos de redução de emissões", obtidos através da ajuda para que ospaíses em desenvolvimento restrinjam sua produção de gases poluentes. O projeto do CARE visará quatro ecossistemas brasileiros - a florestaAtlântica, a região amazônica, o cerrado e a caatinga - com programasgeradores de renda oferecendo 5US$ 5 milhões (43 milhões de euros) destescréditos. Segundo o projeto, o primeiro a ser administrado por uma organizaçãonão-governamental, as empresas podem investir em projetos comunitários, comcriação de empregos no reflorestamento e na eficiência energética e, emtroca, receber créditos de carbono do fundo. Seu objetivo seria "não apenas mitigar as mudanças climáticas", destacou ogrupo, "mas também contribuir para superar a pobreza e fortalecer odesenvolvimento social". (AFP/ Terra)
Grupo Virtual "BIOCOMBUSTÍVEIS - PRODUÇÃO SOCIAL DOMÉSTICA" - Nosso e-mail: biocom@grupos.com.br.
Uma bio-homenagem aberta a Thomas Renatus Fendel - www.fendel.com.br.

-----Mensagem original-----
De: Sanderson
Enviada em: segunda-feira, 6 de novembro de 2006 08:12
Para: thomas@fendel.com.br
Assunto: Projeto Brasil - Artigo enviado por Sanderson
Se caso vc. conheça alguém que possa ir lá por fogo no navio, o envie bem carregado...
Um abraço!
39º Fórum de Debates: Distribuição de combustíveis - um setor em mutação
http://www.projetobr.com.br/Content.aspx?Id=834

De: Oscar Baldoni
Enviada em: sábado, 11 de novembro de 2006 22:31
Para: Fendel
Assunto: Re: Guerra do Chaco
Tenho o livro. Sabia do caso dos poços tampados. lembrava da data. Paraguay respeitou. Mas, agora, passado o praço, já se acertou com a Venezuela, para furar mais poços e acho que está no seu direito.
Perdi ou me afanaram um livro onte tinha até as fotos dos malditos poços.
Esse mesmo livro trazia uma foto histórica, com uma visita de Kubitschek ao Paraguay. Stroessner literalmente adorava Juscelino. Até fez uma casa na atual Ciudad del Este, cuja planta tem a forma das iniciais "JK".
O autor faz um pouco de "salada".
Na página N° 205 "patina" = Diz : " Em 1930 Rivarola (ministro paraguaio) manifestou ao presidente Justo ..." etc.
Ora, Justo foi presidente só em 1932.
Sempre falei que a verdade não é branca nem preta = é cinza. As petroleiras entre elas se entendiam. É verdade que Argentina forneceu aos paraguaios quase tudo o que pediram e permitiu que baldeassem carregamentos vindos de fora, etc. Brasil, por sua parte atendia as necessidades da Bolivia. Eu falei com velhos que faziam calçado especial para as tropas bolivianas e diariamente saiam trens de carga desde São Paulo para lá, com materiais. Guerra sempre é negocio.
Fora isso, Argentina se mexeu melhor diplomaticamente. Tanto foi que ganhou o prêmio Nobel da Paz para o chanceler Saavedra Lamas.
Não duvido que os venezuelanos vão tirar petróleo ainda no ano próximo.
Lembre disto.
Abraços de Oscar

----- Original Message -----
From: "Fendel" <thomas@fendel.com.br>
To: "Oscar"
Sent: Saturday, November 11, 2006 7:20 PM
Subject: Guerra do Chaco
Meu caro Oscar
O que vc tem a comentar sobre o texto abaixo?

A Guerra do Chaco - Leia-se Petróleo*
De: mario banfoldy
Enviada em: segunda-feira, 6 de novembro de 2006 06:44
Para: cafebrasil@cafebrasil.com.br
Cc: 'Fendel'
Assunto: Big Macs energeticos e a guerra do Chaco
Prezado nobre colega Luciano !
Parabens pela tua visao " Energetica Macdonaldiana" ...
É por ai ............
So que pelo que vi, ..e não é para menos, temos muitas coisas que não conseguimos entender....
Talvez com minha visão global e cósmica possa te dar umaLUZ...na questão energética e poder GLOBAL ..
O mundo terráqueo é dominado pelo PODER ...$$$$$$$$$$ e bélico ...e financiado nestas últimas décadas pelas SETE IRMÃS. ..
É a MAFIA e não tem nem mais nem menos ...
Porque por exemplo o Bush está democratizando o Iraque ..( esta é bem sutil ) ..etc..etc ??????
Peço só você ler com carinho o que aconteceu ...ai bem pertinho do meu Brasil....O CASO Guerra do CHACO ... Aonde certos cavalheiros ...sentados ...em clubes elegantes tomavam seus gin tonicas ...e enquanto ...populações eram dizimadas pela morte, sede. Sofrimento ... por míseros direitos de ...poços de petróleo ...
Esta é a realidade crua ...nua, doa a quem quiser ...e tudo em nome de Deus e de uma democracia ...
Abraços, e lamento não poder dar soluções mais otimistas, salvo em termos uma visão cósmica ...da energia PURA do SOL ..
Mario Banfoldy
Sou engenheiro, pensador .....e tenista

A Guerra do Chaco – Leia-se Petróleo*
Além da criatividade que sempre marcou o exército paraguaio, seu comando não se limitou apenas a instalar postos avançados no Chaco. Criou um sistema de comunicações preciso, que serviu ativamente durante toda a guerra.
Por Júlio José CHIAVENATO

Região do Chaco
No Chaco foram instalados, antes da guerra, 1.650 quilômetros de fios telegráficos, ligando todos os pontos estratégicos onde as tropas iriam se locomover. Além disso, através de cabos fluviais, ligaram-se todos os pontos militares do Chaco com Assunção. Praticamente, por linha telegráfica, todo o Chaco estava conectado na linha de frente até o seu comando geral e o governo em Assunção.
A organização para a guerra, e durante a guerra, facilitou as coisas para os paraguaios, mas não tornou a guerra fácil. Tanto é que, em 1.934, tendo em vista o alto índice de doenças incapacitando os soldados paraguaios (de cada 100 cerca de 60 estavam incapazes), mobilizaram-se adolescentes de 16 a 17 anos. Cinco mil deles foram preparados para lutarem no Chaco. Estes adolescentes - a maioria absoluta, raquítica - só não entraram em combate porque a guerra terminou: se durasse um pouco mais eles iriam empapar ainda mais o chão chaquenho com seu débil sangue.
É clara a pretensão Argentina, que refletia os interesses da Shell: conseguir implantar dentro da Bolívia uma rede ferroviária que retirasse o petróleo desde Santa Cruz de la Sierra, de onde ele se escoava dentro do raio de influência do Brasil. Os argentinos tão veementemente precisavam do petróleo boliviano que, quando em 1.934 os paraguaios estavam prestes a tomar regiões petrolíferas - que nesta altura da guerra era impossível já “anexar” sem excluir a Standard Oil da sua propriedade.
A Argentina era aliada dos paraguaios: mas no desenvolvimento da guerra, a vitória de dois anos antes seria grande trunfo para a Royal Duthc Shell apoderar-se do petróleo, agora seria, no choque de contradições que formam o imperialismo, favorável à própria Standard Oil. Por isso, era preciso que o aliado do Paraguai (a Argentina) armasse a Bolívia contra o ataque dos poços de petróleo que pertenciam ao inimigo (a Standard)...
Tratado de Paz agrega o petróleo do Paraguai à Standard até o ano 2.006
A Bolívia sempre procurou o Itamarati para contrapor-se a Saavedra Lamas. Mas o Brasil não tinha interesses definidos nem uma política decidida para o Chaco ou a zona fronteiriça com a Bolívia: já tinha conseguido o Acre e faixas que se agregaram ao Estado de Mato Grosso.
O apoio diplomático do Brasil para a Bolívia traduziu-se na importante permissão de passagem de armas por seu território – o que era irregular, mas o governo brasileiro fingia ignorar, inclusive encontrando a saída do “contrabando” algumas vezes -, e na simpatia de Afrânio de Melo Franco e dos diplomatas do Itamarati.
A diplomacia foi impotente para evitar a guerra; depois foi matreira a insidiosa para “armar” uma paz que satisfizesse os interesses petrolíferos da Standard Oil. Tão evidente essa política, que nem o Paraguai nem a Bolívia tiveram vantagem alguma quando foram obrigados à assinatura do Tratado de Paz. O Paraguai, hipotético vencedor, teve a posse definitiva de 246.150 quilômetros quadrados do Chaco – tendo que abrir mão de 31.500 quilômetros quadrados que conquistou militarmente, porém acrescentado 135.450 quilômetros quadrados à região que dominava antes da Guerra.
Um acordo posterior com a Standard Oil impede o Paraguai de explorar o petróleo do Chaco até o ano de 2.006. Para chegar a essa “solução” que naturalmente atravancou o progresso do país, mantendo-o como uma reserva petrolífera dos Estados Unidos...
A este ambiente diplomático ajunte-se a rivalidade entre o Brasil e a Argentina: enquanto os dois gigantes anêmicos da América do Sul demonstravam uma formal intenção de conseguir a paz, digladiavam-se nos bastidores para lucrarem, cada um, com a “sua” paz – o contraponto nessa luta paralela, dentro da disputa principal, foi Spruille Braden, comandando a diplomacia dos Estados Unidos a serviço da Standard Oil.
No Chaco paraguaio qualquer pessoa pode ver os poços de petróleo lacrados pela Standard Oil. Pode sentar em cima deles e tirar fotografias. Os famintos do Paraguai, as vítimas da ditadura opressora, podem ir ao Chaco, arrastando sua miséria, e pôr a mão em cima dos poços de petróleo que a Standard Oil está guardando - e poderá guardá-lo improdutivos até o ano 2.006.
Esta é a herança maior do Paraguai: a perda do seu petróleo. O país foi condenado à miséria, a não ter nenhum surto de progresso que poderia vir à exploração do petróleo. Porque, em 06 de Outubro de 1.944, pelo Decreto-Lei Número 5.449, o Ministério de Obras Públicas do Paraguai assinou com a Standard Oil Co. of Califórnia (uma das empresas da Standard Oil of New Jersey) um contrato que deu permissão à companhia dos Rockefeller de manter controle absoluto do petróleo em 80 mil quilômetros quadrados do Chaco Boreal. A Oil Co. perfurou cinco poços, não informou o resultado ao governo paraguaio e lacrou-os. O Paraguai somente poderá pensar novamente no petróleo do Chaco a partir de 06 de Outubro de 2.006, quando expira a concessão de 60 anos dada à Standard Oil.
Enquanto isso, não pode sequer ter informação oficial sobre a potencialidade dos seus poços. Sabe-se que há petróleo, o que é evidente: não se sabe quanto, e nem como será viável a sua exploração. Este é um segredo que a Standard Oil guarda ciosamente.
Na Bolívia a situação não é diferente. Os mortos apenas morrem. A miséria secular é um manto de silêncio sepulcral... Aos milhares de bolivianos mortos pela repressão militar a serviço das oligarquias aliadas ao imperialismo, matar mais um - um só! - não altera nada.
Na Bolívia mataram também Che Guevara. Túmulos de sonho. Cemitérios de esperança...
* Editado de “A Guerra do Chaco – Leia-se Petróleo”, Editora Brasiliense, 1.980.
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Mario Banfoldy
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